terça-feira, 26 de novembro de 2013

A Oficina de Teatro Livre está de volta! Aberta e gratuita

A partir deste sábado o Ói Nóis Aqui Traveiz retoma as Oficinas de Teatro Livre na Terreira da Tribo.
A Oficina de tem a proposta de iniciação teatral a partir de jogos dramáticos, expressão corporal e improvisações. Visa estimular o interesse pelo teatro e a busca da descolonização corporal do artista/cidadão.
A oficina é aberta e gratuita a todos os interessados a partir dos 15 anos.

Local: Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186)
Dia: Todos os sábados
Horário: das 14h às 17h
Oficineira: Marta Haas

Informações: 3286 57 20 ou 989 31319

Foto: Cláudio Etges

A partir da experiência desenvolvida há mais de vinte e cinco anos com Oficinas Populares de Teatro, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, acredita na importância da função social do artista, e pretende que essa formação favoreça a emergência do artista competente não apenas no desempenho de seu ofício, mas também preocupado com o seu desempenho como cidadão.

...Então, que estes jovens que escolheram o teatro provem a cada dia a necessidade de sua escolha, também através desse programa inconseqüente. Que se deparem com um ofício que impõe exigências tão inumanas que somente alguns resistem: aqueles animados por uma necessidade irredutível; aqueles que não se contentam com soluções superficiais; as bestas de trabalho que aniquilam a inércia que se satisfaz com resultados superficiais. São aqueles que com seu próprio eu, com seu corpo e sua alma, chegam ao julgamento final sobre eles mesmos como representantes de uma sociedade que continua anunciando: ‘amarás a teu próximo’. E que cheguem a isso sem caos, sem exageros, sem transbordamentos emocionais, porém com lucidez e sangue-frio. Não se trata de ser missionário ou artista original, trata-se de ser realista. Nosso ofício é a possibilidade de mudar a nós mesmos e desse modo mudar a sociedade. Não é preciso perguntar-se: o que significa o teatro para o povo? Esta é uma pergunta demagógica e estéril. É preciso perguntar-se: o que significa o teatro para mim? A resposta, transformada em ação, sem compromissos nem precauções, será a revolução no teatro.”


(Eugenio Barba)

domingo, 24 de novembro de 2013

A Tribo está de volta em Porto Alegre!

Após 51 dias de viagem a Tribo de Atuadores Ói Nóis aqui Traveiz volta a Porto Alegre e já anuncia: Medeia Vozes está de volta! De 19 a 22 de dezembro na Terreira da Tribo!

Para aqueles que não conseguiram assistir ao espetáculo na sua breve temporada durante a programação do Festival Porto Alegre em Cena, o grupo irá realizar mais 5 apresentações ainda este ano, com entrada franca!

Foto: Pedro Isaias Lucas

A Tribo de atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz que completou 35 anos de trajetória em março deste ano realizou uma pequena turnê com o seu último espetáculo de Teatro de Vivência “Medeia Vozes”. A encenação passou pelas cidades de São Paulo na sede do grupo Ventoforte e em Arcoverde na Estação da Cultura, totalizando mais de 20 apresentações, entorno de 700 pessoas puderam entrar em contato com a cena dos sentidos do Ói Nóis Aqui Traveiz. 

Os interessados poderão acompanhar os registros desta viagem pelo blog da Tribo!

Assista no link abaixo um vídeo sobre este processo:

terça-feira, 19 de novembro de 2013

"...Dar musculatura as palavras..."

“Evocando os mortos – Poéticas da Experiência”
Por Tânia Farias


Após temporada de “Medeia Vozes” na megalópole São Paulo e no Portal do Sertão em Arcoverde, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz está em Recife, local onde Tânia Farias estará apresentado a Desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência”. 

A desmontagem é uma imersão no seu processo de pesquisa e criação dentro de um dos coletivos teatrais mais significativos do país. De forma prática Tânia Farias corporifica este processo, traduzido na demonstração de um trabalho singular e artesanal, que vem deixando rastros de inspiração na cena contemporânea brasileira. 

A apresentação será no dia 21 de novembro, no SESC Santo Amaro - Teatro Marco Camarotti, às 20h. Entrada Franca. Retirada de senhas a partir das 19h, na bilheteria do teatro.

“...o teatro é a forma mais explícita da Obra em movimento ou do movimento da Obra – o teatro não se fixa na forma, nem perdura no tempo/espaço, criando outras relações tempo/espaço, as falsas sombras seriam o que obscurece a visão, diferente do que vela, possibilitando assim o desvelar e o dar-se da própria obra, que é a manifestação da própria vida, manifestação de mundo. O ator é parte dessa manifestação/obra. Obra de arte viva...”
Antonin Artaud em O Teatro e Seu Duplo


Sobre a Desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência”

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.
Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.
Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011 a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. A ativação da memória corporal, fazendo surgir e desaparecer as personagens.
Realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Medeia Vozes na Estação da Cultura!

Veja abaixo algumas imagens do processo de montagem de Medeia Vozes no Sertão Pernambucano:

Arcoverde - PE



 














Fotos: Paula Carvalho
ASSISTA AO VÍDEO NO LINK:

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Medeia Vozes estreia em Arcoverde

ATENÇÃO: O horário do espetáculo foi transferido para às 22h!!! Distribuição de senhas a partir das 21h30.

Após apresentações com sessões lotadas em São Paulo, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz chega em Arcoverde – PE, para mais uma temporada do espetáculo Medeia Vozes.
As apresentações serão de 05 a 10 e de 12 a 15 de novembro, na Estação da Cultura (Av. Antônio Japiassu, s nº), sempre às 22h. Entrada Franca. Distribuição de senhas a partir das 21h30.

A turnê com o espetáculo Medeia Vozes celebra os 35 anos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, completados em março deste ano.

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz tem o patrocínio de manutenção da Petrobras.

Foto: Pedro Isaias Lucas
Em MEDEIA VOZES, Christa Wolf toma uma versão antiga e desconhecida do mito, e nos traz uma mulher que não cometeu nenhum dos crimes de que Eurípides a acusa. Por mais de dois mil anos, Medeia, uma das mais poderosas mulheres da mitologia grega, é acusada de várias atrocidades, tais como o fratricídio, o infanticídio e o envenenamento de Glauce, e é esta imagem que foi imposta à consciência ocidental que Wolf vem negar. O mito é questionado e reelaborado de maneira original, para analisar o fundamento das ordens de poder e como estas se mantêm ou se destroem.
Medeia é uma mulher que está na fronteira entre dois sistemas de valor, corporizados respectivamente pela sua terra natal, e pela terra para a qual foge.  Ambas as sociedades, Corinto e Cólquida, apresentam na sua história um sacrifício humano fundamental, que serviu para a estabilização do poder patriarcal. Medeia é uma mulher que enxerga seu tempo e sua sociedade como são. As forças que estão no poder manifestam-se contra ela, chegando mesmo à perseguição e banimento, ela é um bode expiatório numa sociedade de vítimas.
A Medeia pacifista do Ói Nóis Aqui Traveiz demonstra a inutilidade de todo processo bélico. A encenação forma uma obra polifônica, onde, além das vozes dos personagens narradores do romance, somam- se vozes de mulheres contemporâneas como as revolucionárias alemãs Rosa Luxemburgo e Ulrike Meinhof, a somali Waris Diriiye, a indiana Phoolan Devi e a boliviana Domitila Chungara, que enfrentaram de diferentes maneiras a sociedade patriarcal em várias partes do mundo.
Com a criação coletiva Medeia Vozes a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz dá continuidade ao Projeto Raízes do Teatro e segue uma linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea. Este projeto já trabalhou com mitos que resultaram nos espetáculos: Antígona Ritos de Paixão e Morte (1990), Missa para Atores e Público sobre a Paixão e o Nascimento do Doutor Fausto de Acordo com o Espírito de Nosso Tempo (1994) e Aos Que Virão Depois de Nós Kassandra In Process (2002).

Confira no link abaixo uma crítica sobre o espetáculo publicada no blog BACANTES.