quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ilha do presídio é tombada como patrimônio Histórico do Estado!

No final da tarde dessa terça-feira (30)  a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz participou do ato, junto ao governador Tarso Genro, que designou a Ilha das Pedras Brancas, ou ilha do Presídio como Patrimônio Histórico, Cultural e Arqueológico do estado.

Estavam presentes também o secretário de Cultura Assis Brasil, e a secretária da Justiça e dos Direitos Humanos, Juçara Dutra Vieira.

A ilha das Pedras Brancas tem alta significância em termos históricos, políticos, culturais e ambientais, configura-se em um sítio arqueológico histórico. A paisagem da ilha resulta da complexidade de acontecimentos de origem natural e antrópica, através da acumulação da história (das histórias) e da diversidade de usos e símbolos aplicados sobre aquele espaço ao longo do tempo. Constitui-se em um lugar repleto de valores culturais: naturais, arqueológicos, arquitetônicos e históricos, o que justifica suas inscrições nos respectivos livros do tombo do patrimônio cultural do estado: histórico e arqueológico, etnográfico e paisagístico. O pedido de tombamento foi feito por várias entidades do município de Guaíba. O sítio tem potencial para tornar-se um centro cultural de pesquisa e educação ambiental.
Conforme o governador, o ato garante que o local, importante para a memória e a luta democrática dos gaúchos, seja preservado. “Mais que uma satisfação de homem público, para mim este é um momento de grande satisfação pessoal, pois vivi essa época e tive amigos perseguidos e presos na ilha. É uma recuperação importante de um espaço e da nossa memória, para que aqueles dias não se repitam nunca mais”, afirmou.

Atriz da “Tribo de Atuadores Oi Nóis Aqui Traveiz”, Tânia Farias, falou da importância e da beleza do espaço, onde em 2011 o grupo teatral realizou o vídeo “Viúvas – Performance Sobre a Ausência”. O filme mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina e representa a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer.

Site Cultura RS

 ”Foi um trabalho importante para este momento que vivenciamos aqui hoje, pois mostramos através da arte um pouco do sofrimento e a dureza deste período de nossa história. Que a cultura, a arte e a democracia possam libertar esse lugar de todas as histórias tristes que lá tivemos”, observou Tânia.

Foto: Pedro Isaias Lucas

Também participaram do evento a diretora, em exercício, do Iphae, Alice Cardoso, a secretária de Turismo e Cultura  de Guaíba, Cláudia Borges, os representantes da ONG Amigos do Meio Ambiente (AMA) além da equipe técnica do Iphae.

Tombamento
O pedido oficial de tombamento histórico de um dos símbolos mais polêmicos da ditadura militar no Estado, os prédios da Ilha das Pedras Brancas, também conhecida como Ilha do Presídio ou Ilha da Pólvora, em Porto Alegre, foi um dos temas incluídos no relatório da Comissão Estadual da Verdade. A solicitação de tombamento foi feita por meio de ofício dirigido ao chefe do Executivo estadual em 31 de março deste ano.

 Na época, o governador acolheu a justificativa e determinou à Secretaria da Cultura a adoção dos procedimentos necessários para o tombamento da Ilha do Presídio. O pedido levou em consideração a utilização das instalações do local – hoje ameaçadas de destruição – durante as décadas de 1960 e 1970 como presídio político, para onde foram remetidos e mantidos presos mais de cem cidadãos, perseguidos por sua oposição e resistência aos governos ditatoriais.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O projeto Teatro e Memória leva o espetáculo de teatro de rua "O Amargo Santo da Purificação" para Esteio!

O espetáculo de Teatro de Rua "O Amargo Santo da Purificação" será apresentado no bairro Primavera - Território de Paz, em Esteio, através do Projeto Teatro e Memória nos 50 anos do Golpe Militar. A apresentação será no dia 11 de janeiro, às 18h na Rua Orestes Pianta, 210 (em frente ao centro de Convivência).

O projeto “Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar”, foi contemplado pelo edital “Desenvolvimento da Economia da Cultura Pró-cultura RS - FAC" da Secretaria de Estado da Cultura, e ao todo irá percorrer 8 cidades de diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

A apresentação conta com apoio do Centro de Convivência do bairro Primavera.



O Amargo Santo da Purificação é uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella. Marighella viveu e morreu durante períodos críticos da história contemporânea do Brasil, sendo protagonista na luta contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar. A dramaturgia elaborada pelo Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do rituacom o teatro dança. Através de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
36 Anos de Utopia, Paixão e Resistência

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de renovação radical da linguagem cênica. Durante esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos artístico-pedagógicos junto à comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica - a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população.
A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto para novos participantes. Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz o teatro é instrumento de desvelamento e análise da realidade; a sua função é social: contribuir para o conhecimento dos homens e ao aprimoramento da sua condição. 
Num mundo marcado pela exclusão, marginalização, pela homogeneização, pelo pensamento único, enfim, pela desumanização e pela barbárie, cada vez mais é vital e necessário denunciar a injustiça, as vendas de opinião, o autoritarismo, a mediocridade e a falta de memória. Esta é a defesa que o Ói Nóis faz o teatro como resistência e manutenção de valores fundamentais que diferenciam uns de outros: a solidariedade, a honestidade pessoal e a liberdade. 
Fazendo um teatro a serviço da arte e da política, que não se enquadra nos padrões da ética e da estética de mercado. O teatro como um modo de vida e veículo de idéias: um teatro que não comenta a vida, mas participa dela!

O projeto Teatro e Memória abre 2015 em Novo Hamburgo!

De 8 a 10 de janeiro a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui traveiz estará realizando uma residência artística na cidade de Novo Hamburgo através do projeto “Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar”. Durante 3 dias o grupo compartilha com a cidade uma programação cultural que prevê: workshop, palestra, desmontagem, performance e exibição do filme Viúvas - Performance Sobre a Ausência.

O projeto “Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar”, foi contemplado pelo edital “Desenvolvimento da Economia da Cultura Pró-cultura RS - FAC" da Secretaria de Estado da Cultura, e ao todo irá percorrer 8 cidades de diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

Toda a programação tem entrada franca. A residência artística do grupo na cidade conta com o apoio da Secretaria de Cultura de Novo Hamburgo.

8 e 9/01 - 14h ás 17h – Workshop “Vivência com o Ói Nóis Aqui Traviez” no Teatro Paschoal Carlos Magno (Rua Engenheiro Ignácio Cristiano Plangg, 66) 

Inscrições para o workshop: 3593 2013 - de seg a qui das 12 ás 18h e sex das 9 ás 14 ou de seg a sex das 10 ás 18h pelo cel: 8111 5011 com Rita.

08/01 - 20h: Palestra “A Censura no Teatro Brasileiro Durante a Ditadura Militar”, no Teatro Paschoal Carlos Magno (Rua Engenheiro Ignácio Cristiano Plangg, 66) 

09/01 – 20h: Desmontagem “Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência”por Tânia Farias, no Teatro Paschoal Carlos Magno (Rua Engenheiro Ignácio Cristiano Plangg, 66) 

10/01 – 11h: Performance “Onde? Ação n°2” no calçadão - centro

10/01 – 16h: Filme “Viúvas - Performance Sobre a Ausência” no Teatro Paschoal Carlos Magno (Rua Engenheiro Ignácio Cristiano Plangg, 66) 


Teatro e Memória – 50 anos do Golpe Militar

O Golpe civil militar de 1964 que massacrou o povo brasileiro está completando 50 anos. Foram 21 anos de ditadura e terrorismo de Estado com cassações, prisões, banimentos, torturas, assassinatos e “desaparecimentos”. O regime ditatorial ampliou a concentração da terra, incentivou a monopolização da economia, concentrou a renda, atrelou o país ao grande capital internacional e produziu uma forte estrutura jurídico-autoritária que está aí até hoje. A ditadura foi fruto de um sistema de exploração e de opressão que, enquanto não for definitivamente superado, causará a infelicidade da nação. A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz traz através do Teatro a reflexão sobre o que foram aqueles anos de ditadura no Brasil. Por meio da realização de apresentações de teatro de rua, performances, palestras, oficinas e demonstrações técnicas, o Ói Nóis Aqui Traveiz promove o debate político e estético, visando à formação de uma consciência crítica e sócio-política, uma exigência para a ideia de “exercício da cidadania”.

Sobre as atividades:

WORKSHOP – VIVÊNCIA COM A TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ
O workshop Vivência com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz consiste em um encontro coordenado pelos atuadores do grupo, que investiga o movimento e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço teatral. A ênfase é colocada na corporalidade do ator (como forma de perceber o próprio corpo) e na contracenação ( para perceber o outro). A vivência vai intensificar a dinâmica teatral do corpo, através de exercícios de desinibição, sensibilização, musicalidade, expressividade e coordenação rítmica, aliados a jogos de inter-relacionamento dramático.

PALESTRA – A CENSURA NO TEATRO BRASILEIRO DURANTE A DITADURA MILITAR
A palestra aborda um dos piores momentos da história do teatro brasileiro, devido à repressão e à censura exercidas pelo regime autoritário. No período da ditadura, a partir de 1964, o teatro sofreu grandes perseguições. Em especial dois grupos, o Oficina, em torno de seu diretor José Celso Martinez Corrêa, e o Arena, em torno de Augusto Boal, que se dedicaram a criar uma dramaturgia brasileira e uma nova formação do ator. Extremamente engajados, e invocando o teórico e dramaturgo alemão Bertolt Brecht como nome tutelar, marcariam a história do teatro no país. Essa situação só piorou após a promulgação do Ato Institucional Nº 5 (AI-5) em 1968, que deflagrou o terror de Estado e exterminou aquilo que fora o mais importante ensaio de socialização da cultura jamais havido no país.

DESMONTAGEM: EVOCANDO OS MORTOS – POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA
A desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atuadora Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje. 

PERFORMANCE – ONDE? AÇÃO Nº 2
A performance Onde? Ação nº2 de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. A proposta deste trabalho é trazer a reflexão sobre o que foram aqueles anos da Ditadura Militar no Brasil, a partir do teatro como um ato de resistência. A performance visa atualizar o debate sobre as implicações e consequências deste episódio para a história nacional. 

FILME – VIÚVAS PERFORMANCE SOBRE A AUSÊNCIA
O filme “Viúvas Performance Sobre a Ausência” mostra a encenação homônima realizada na Ilha do Presídio - situada entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - nas ruínas do presídio onde foram encarcerados presos políticos no período da ditadura civil militar no Brasil. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. Viúvas mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer.

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
36 Anos de Utopia, Paixão e Resistência

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de renovação radical da linguagem cênica. Durante esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos artístico-pedagógicos junto à comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica - a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população.
A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto para novos participantes. Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz o teatro é instrumento de desvelamento e análise da realidade; a sua função é social: contribuir para o conhecimento dos homens e ao aprimoramento da sua condição. 
Num mundo marcado pela exclusão, marginalização, pela homogeneização, pelo pensamento único, enfim, pela desumanização e pela barbárie, cada vez mais é vital e necessário denunciar a injustiça, as vendas de opinião, o autoritarismo, a mediocridade e a falta de memória. Esta é a defesa que o Ói Nóis faz o teatro como resistência e manutenção de valores fundamentais que diferenciam uns de outros: a solidariedade, a honestidade pessoal e a liberdade. 
Fazendo um teatro a serviço da arte e da política, que não se enquadra nos padrões da ética e da estética de mercado. O teatro como um modo de vida e veículo de idéias: um teatro que não comenta a vida, mas participa dela!

domingo, 21 de dezembro de 2014

Penúltimo dia da Mostra em SP, teve mostra pedagógica e exibição de filme!

Bate papo após a exibição do filme “Viúvas – Performance sobre a Ausência” na sede da Companhia do Feijão em SP!





Confira as imagens do exercício cênico “Yerma” da Oficina Popular de Teatro do bairro Bom Jesus na sede do grupo Pombas Urbanas. A montagem tem orientação da atuadora Tânia Farias.





Fotos: Pedro Isaias Lucas

sábado, 20 de dezembro de 2014

Confira a programação de Hoje (20/12) - Conexões para uma Arte Pública - SP!

O penúltimo dia da Mostra Conexões para uma Arte Pública em SP, conta com a exibição do filme "Viúvas - Performance sobre a Ausência", às 15h, na sede da Cia do Feijão (Rua Dr. Teodoro Baima, 68 - República) e às  20h, a Mostra Pedagógica da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz apresenta o exercício cênico “Yerma”, na  sede do grupo Pombas Urbanas - Centro Cultural Arte em Construção (Av. dos Metalúrgicos, 2100 - Tiradentes).

ENTRADA FRANCA!


O filme “Viúvas, performance sobre a ausência” mostra a encenação homônima realizada na Ilha do Presídio - situada entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - nas ruínas do presídio onde foram encarcerados presos políticos no período da ditadura civil militar no Brasil. O espetáculo faz parte da pesquisa teatral que o grupo vem realizando sobre o imaginário latino-americano e sua história recente. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. “Viúvas” mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer. 



O exercício cênico “Yerma” foi elaborado na Oficina Popular de Teatro do Bairro Bom Jesus (situado numa das regiões mais violentas de Porto Alegre) com coordenação de Tânia Farias. “Yerma” foi escrita por Federico García Lorca (1898-1936) em 1934. É uma obra popular de caráter trágico, ambientada em Andaluzia, no início do século XX. Conta a história de um casal que segue, segundo as tradições de sua comunidade, as prescrições cotidianas do casamento. É uma tragédia sobre todos os que não conseguem realizar a sua plenitude vital ou que vêm definhar o seu potencial criativo em razão da ignorância, do preconceito, da repressão ou das forças desencontradas do destino.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Hoje 19/12 - Seminário Conexões para uma Arte Pública na sede do grupo Pombas Urbanas!

Hoje a mostra realiza um workshop às 14h na Sede do Grupo Pombas Urbanas, e às 20h, no mesmo local, acontece o Seminário Conexões para uma Arte Pública. O seminário conta com a presença de Amir Haddad (Tá na Rua), Paulo Flores (Ói Nóis Aqui Traveiz), Marcelo Palmares (Pombas Urbanas), Nil César (Grupo do Beco), Cleiton Pereira (Contadores de Mentira), com mediação de Valmir Santos.




A Tribo conta a história de Carlos Marighella no centro da cidade de São Paulo!

3º dia, quinta feira, 18 de dezembro, o espetáculo de teatro de rua “O Amargo Santo da Purificação - Uma Visão Alegórica e Barroca da Vida, Paixão e Morte do Revolucionário Carlos Marighella” foi encenado na Praça da República – local histórico – considerado um elo entre o chamado "centro velho" e o "centro novo" da cidade de São Paulo. Espaço que também foi palco de muitas manifestações de luta, e ontem foi palco da Mostra Conexões para uma Arte Pública!

A Praça da República conheceu o olhar da Tribo, sobre o século XX no Brasil. O Teatro de Rua, cumprindo o seu papel na tradição oral, levou para as ruas de SP a história de coragem, ousadia e perseverança do revolucionário, poeta e cidadão Carlos Marighella.

Neste dia estiveram com a Tribo, amigos que fazem parte da vertente de teatro de grupo no Brasil. Artistas e grupos de longa trajetória, que desenvolvem uma pesquisa continuada e que movimentam – ainda hoje – a paisagem cultural no país.  

Grupos que como o Ói Nóis, se organizaram de diversas formas para manterem os seus espaços de compartilhamento, e que desenvolvem trabalhos vitais com a sua arte, sendo no centro das grandes cidades, nas periferias, no interior, ou dentro de suas próprias sedes.

Um salve a estas transformadoras e vibrantes conexões! Evoé!

Confira abaixo as fotos da apresentação:







Fotos: Pedro Isaias Lucas

Confira as imagens do 2º dia da Mostra em SP!

O segundo dia da Mostra Conexões para uma Arte Pública em SP, teve apresentação da performance "Onde? Ação nº2" no Patio do Colégio, no centro da cidade, e a desmontagem "Evocando os Mortos Poéticas da Experiência" na sede do grupo Contadores de Mentira em Suzano!

Confira abaixo as imagens

Performance Onde? Ação nº2





Desmontagem Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência





Fotos: Pedro Isaias Lucas


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Confira a programação do segundo dia da Mostra Conexões para uma Arte Pública em SP!

O segundo dia da Mostra (17/12) em SP conta com apresentação da performance "Onde? Ação nº2", às 12h no Páteo do Colégio, e a noite às 20h, a atuadora Tânia Farias apresenta a desmontagem "Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência" na sede do grupo Contadores de Mentira em Suzano.


A performance “Onde? Ação nº2” provoca de forma poética reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis.


Na demonstração técnica/desmontagem “Evocando os mortos - Poéticas da experiência”, Tânia Farias desvela os processos de criação de algumas personagens de sua trajetória, que se mescla ao caminho da própria Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. 

Pombas Urbanas abrem as Conexões em SP! Confira!

Tarde maravilhosa na abertura da Mostra Conexões Para Uma Arte Pública em São Paulo, com apresentação do espetáculo de teatro de rua "Era uma vez um rei", dos nossos amigos anfitriões Pombas Urbanas!

Confira as fotos da apresentação de hoje na Praça da República!









Fotos: Pedro Isaias Lucas

O início das obras para construção da Terreira da Tribo foi mais uma vez adiado!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz foi surpreendida ontem, no início da tarde, ao saber que a construtora adiou o início das obras para construção do Centro de Experimentação e Pesquisa Cênica Terreira da Tribo, situado no terreno da Rua João Alfredo, 709 - Cidade Baixa.

Após a divulgação do que seria o 1° dia das obras, os alunos da Oficina para Formação de Atores resolveram fazer uma homenagem a Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo - neste local onde será a futura sede do grupo - e encontraram os portões fechados.

Fomos informados pelo secretário da SMOV que mais uma vez o início das obras foi adiado, agora, para o dia 5 de janeiro de 2015.


Estaremos lá! Venha você também!
Fiscalize!!!








segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O Grupo Pombas Urbanas abre a Mostra Conexões Para Um Arte Pública em SP

Dando início a última etapa do projeto Conexões Para Uma Arte Pública, o Grupo Pombas Urbanas faz estreia da Mostra na cidade de São Paulo, com o espetáculo "Era uma vez um rei",  dia 16/12, às 17h na Praça da República! Confira!




Grupo Pombas Urbanas (São Paulo)
Espetáculo “Era uma vez um rei” – dia 16 de dezembro, 17h, na Praça da República - Campos Elíseos

O grupo Pombas Urbanas nasceu em 1989 a partir do projeto “Semear Asas”, concebido pelo diretor Lino Rojas com objetivo de formar atores e técnicos para o teatro com jovens de São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo. Com seu fazer teatral, o grupo busca reconhecer e expressar sua cidade e seu tempo. O processo de formação de atores parte do reconhecimento do ator sobre seu corpo e seus movimentos, da compreensão de suas histórias, suas raízes étnicas e culturais e do meio em que vive para desenvolver sua expressividade cênica. Com este processo, o grupo pesquisou de distintas maneiras a cidade de São Paulo, criou e montou seu repertório de 12 espetáculos de diferentes linguagens: de teatro de rua, para palco, público infantil, jovem e adulto.

Além da pesquisa e produção de espetáculos, o grupo sempre desenvolveu ações que aproximassem o Teatro de populações mais marginalizadas da cidade - dedicação coerente com a própria origem do grupo. Durante anos, esteve à procura de um espaço na zona leste de São Paulo, onde pudesse pesquisar, ensaiar e desenvolver um projeto teatral com jovens da região. Em janeiro de 2004, conseguiu a cessão de um galpão no bairro Cidade Tiradentes em regime de comodato por 20 anos. Desde então, o grupo promove no local um intenso processo teatral comunitário caracterizado pelo profundo vínculo entre artistas e comunidade.

O Centro Cultural Arte em Construção foi reconhecido como um Ponto de Cultura em 2005. A participação no Programa Cultura Viva possibilitou a estruturação física do galpão e contribuiu para o fortalecimento da formação artística que o Pombas Urbanas desenvolve junto à comunidade de Cidade Tiradentes. Mais que isso: integrou este espaço cultural comunitário às centenas de outros projetos culturais transformadores que são realizados em todo país.

Confira a programação completa:

domingo, 14 de dezembro de 2014

15/12 - Abertura da Exposição: "ATO - Imersão" um olhar das Artistas Lala Gheller e Carla Meyer sobre a Tribo!

É com imensa alegria que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz vem através deste, compartilhar com os amigos o lançamento da exposição ATO - IMERSÃO! Um olhar das artistas Lala Gheller e Carla Meyer sobre o trabalho e a pesquisa de 36 anos do Ói Nóis Aqui Traveiz!

A exposição será realizada no espaço QOPA (10º andar) no UNILASSALE em Canoas (Rua 15 de janeiro). De 15/12 até 15/01/1015!



ATO...

Aquilo que se fez; feito.

Os traços aqui foram instigados pelo encontro de olhares de LALA GHELLER / CARLA MEYER frente à imersão na experiência de observação teatral das performances do grupo de atuadores da Terreira da Tribo Ói Nóis Aqui Traveiz.

Entre o ato de desmontagem do ator e sua sequente imersão em outro personagem surge o desejo fulgurante de criar a partir destes atos lancinantes.

Sim, algo que nos alimentou a ponto de querermos demonstrar essas sensações através desta exposição, desenhos que nos foram derramados!

O ATO - IMERSÃO compactua com o afeto entre seres criativos através do cruzamento das linguagens atuar & desenhar.

... O QUE TU VÊ, NÃO É O QUE EU DESENHO... 


Despedida da Casa do Beco - BH



Hoje encerrou a Mostra Conexões Para Uma Arte Pública em Belo Horizonte. A Tribo em conexão com os seus pares, refletindo e promovendo a Arte Pública no país. Sem dúvidas este foi mais um encontro potente, vibrante e transformador!

Evoé Casa do Beco, 
Grupo Galpão! 

E dando início a última etapa, da primeira edição do projeto Conexões para uma Arte Pública, a Tribo viaja para São Paulo, onde encontra o grupo anfitrião Pombas Urbanas, na cidade de Tiradentes. O circuíto em SP, promove também encontros com os amigos do  grupo "Contadores de Mentira" e "Cia do Feijão" - dentre outros.

Acompanhe no blog a programação!

sábado, 13 de dezembro de 2014

O Amargo Santo da Purificação encerra a Mostra Conexões para uma Arte Pública em Belo Horizonte

Hoje, 14/12, às 15h, na Barragem Santa Lúcia (Praça dos Encontros - Av. Arthur Bernardes, 86) a Tribo apresenta o espetáculo de Teatro de Rua “O Amargo Santo da Purificação” no encerramento da mostra Conexões para uma Arte Pública em BH!





Para o seu trabalho de pesquisa de Teatro de Rua “O amargo santo da purificação” a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz escolheu a história do revolucionário brasileiro Carlos Marighella, que viveu e morreu durante períodos críticos da história contemporânea do nosso país, sendo protagonista na luta contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar. Na sequência de cenas o público assiste momentos importantes desta trajetória: origens na Bahia, juventude, poesia, ditadura do Estado Novo, resistência, prisão, Democracia, Constituinte, clandestinidade, Ditadura Militar, luta armada, morte em emboscada e o resgate histórico, buscando um retrato humano do que foi o Brasil no século XX. É uma história de coragem e ousadia, perseverança e firmeza em todas as convicções. A coerência dos ideais socialistas atravessando uma vida generosa e combatente, de ponta a ponta. Marighella não abdicou ao direito de sonhar com um mundo livre de todas as opressões. Viveu, lutou e morreu por esse sonho. 

Penúltimo dia da Mostra em BH, teve mostra pedagógica e exibição de filme!

Bate papo após a exibição do filme “Viúvas – Performance sobre a Ausência” no Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania





Confira as imagens do exercício cênico “Yerma”da Oficina Popular de Teatro do bairro Bom Jesus na Casa do Beco. A montagem tem orientação da atuadora Tânia Farias.









Fotos: Pedro Isaias Lucas