quarta-feira, 26 de março de 2014

Oficinas gratuitas de Teatro em Canoas!


Todas as quartas feiras, na antiga Estação Férrea de Canoas, acontece a Oficina Popular de Teatro do Projeto “Teatro Como Instrumento de Discussão Social” da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Gratuita e aberta a qualquer interessado a partir dos 15 anos.

A oficina que trabalha com improvisação, expressão corporal, interpretação e jogos dramáticos, também prevê a elaboração de exercícios cênicos. Fazendo parte do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social a oficina segue os fundamentos principais da Escola Popular de Teatro da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e tem como objetivo fomentar a organização de grupos culturais nos bairros.



A oficina também pretende abrir espaço para sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como veículo de formação, informação e transformação social. Entendendo a cultura como agente formador de mentalidades com conseqüente influência direta na condução dos rumos da sociedade, e a atividade teatral como a mais objetiva das manifestações artísticas na reflexão do homem sobre si e sua realidade social.


A oficina tem parceria com o grupo  teatral Pode ter Inço no Jardim da cidade de Canoas!


Local: Antiga Estação Férrea
de Canoas (centro)

Dia: todas as quartas feiras
Horário: das 19h às 22h
Oficineira: Paula Carvalho
Informações: 3286 57 20 ou

8596 11 40


As inscrições podem ser feitas no local, no própia quarta feira.



“A Arte em todas as suas modalidades tem por função básica a estruturação e o desenvolvimento da sensibilidade e do pensamento dos seres humanos. O Teatro tem por objeto a análise crítica e a exposição das relações inter-humanas, o que faz dele um dos mais poderosos aliados na luta permanente em favor da construção da cidadania.”

A Tribo celebra os seus 36 anos de trajetória!

Com propósitos irreverentes, no dia 31 de março de 1978 surgia em Porto Alegre, um coletivo teatral que iria marcar definitivamente a paisagem cultural do país. Sobre a tríade Utopia, Paixão e Resistência, construiu o seu teatro com pedras nas veias, e sua arte a serviço da construção da cidadania. Ouve quem duvidasse, mas Ói Nóis Aqui Traveiz completando mais um ano! São ao todo 36 anos de trajetória e sem dúvidas, para “nóis” e para a cidade um grande motivo de celebração!


Por isso, de 27 de março a 12 de abril a Tribo estará realizando uma intensa programação cultural comemorativa. Durante estes dias, o grupo estará recebendo na sua sede, a Terreira da Tribo, a Cia Caixa do Elefante, com seu espetáculo “Ensaio Sobre o Tempo” e realizando uma segunda temporada da encenação “Minha Cabeça era uma Marreta” da Oficina para Formação de Atores da Escola Popular de Teatro da Terreira da Tribo. Relembrando também os 50 anos do golpe militar, para que nunca se esqueça, para que não se repita, o grupo irá realizar a performance “Onde? Ação nº2” em diversos locais da cidade. E para finalizar, a Tribo em parceria com o Cine Bancários, estará exibindo na sala do seu cinema, alguns dos registros audiovisuais do Selo Ói Nóis na Memória.

Toda a programação tem entrada franca. Mais informações pelo fone 3286 57 20 ou pelo e-mail terreira.oinois@gmail.com

Programação de Aniversário:

De 27 a 31 de março, na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186 – São Geraldo): apresentação do espetáculo “Ensaio sobre o Tempo” da Cia Caixa do Elefante Teatro de Bonecos. Sessão às 19 e às 21h.

Dia 30 de março, na Redenção: apresentação da performance “Onde? Ação nº2”. Às 12h, próximo ao Brique da Redenção.

Dia 31 de março, na Esquina Democrática e na Reitoria da UFRGS: apresentação da performance “Onde? Ação nº2”. Às 12h na Esquina Democrática e às 18h na UFRGS dentro da programação da universidade sobre os “50 anos do golpe militar/50 anos de impunidade”.

Dia 1 de abril, na Esquina Democrática: apresentação da performance “Onde? Ação nº2”. Às 12h.

Dias 3, 4, 5 e 10, 11, 12 de abril na Terreira da Tribo: Apresentação da encenação “Minha Cabeça era Uma Marreta” da Oficina para Formação de Atores da Escola Popular de Teatro da Terreira da Tribo. Às 20h.

Dias 8 e 9 de abril no Cine Bancários (Rua General Câmara, 424 - Centro): Serão exibidos nestes dias, nas sessões das 17 e das 19h, uma parte do registro audiovisual do Selo Ói Nóis na Memória. Dia 8/04, às 17h: exibição de “O Amargo Santo da Purificação”; às 19h: exibição de “Viúvas – Performance sobre a Ausência”. Dia 9/04, às 17h: exibição de “Viúvas – Performance sobre a Ausência”; às 19h: exibição do documentário “Raízes do Teatro” e do espetáculo “Aos que virão depois de nós Kassandra in Process – A criação do Horror”, seguido de um bate papo com o diretor do documentário, Pedro Isaias Lucas e com os atuadores do grupo.

Confira abaixo a sinopse de cada atividade da programação:

 Cia Caixa do Elefante propõe uma reflexão sobre a percepção do tempo em novo espetáculo

Foto: Roger Lisboa
A Cia Caixa do Elefante Teatro de Bonecos estreia o espetáculo Ensaio sobre o Tempo, que une teatro de animação e ilusionismo para apresentar, de forma poética, reflexões sobre a noção e percepção do tempo em nossa sociedade. 

PROCESSO CRIATIVO

O espetáculo foi desenvolvido a partir do encontro intenso entre os artistas talentosos e experientes, que trabalharam em regime de residência artística no Espaço de Convívio Artístico Vale Arvoredo, localizado em meio à mata nativa da Serra Gaúcha. Desta imersão surgiram propostas criativas e um instigante resultado.

Com direção de Paulo Balardim, a montagem traz uma sensível atuação da atriz Carolina Garcia. A companhia buscou a parceria de Élcio Rossini para a composição da cenografia, além da assessoria do mágico Eric Chartiot para ilusionismo e do físico Flávio Pohlmann Livi para pesquisa. A concepção dos bonecos e adereços ficou a cargo de Mário de Ballentti e Marcos Nicolaiewsky. A trilha sonora é assinada por Carlos Badia.

Acompanhe o tempo:


Performance “Onde? Ação nº2”
No ano em que completamos 50 anos de um Golpe Militar!
Lembrar é resistir! 

Foto: Pedro Isaias Lucas

A performance “Onde? Ação nº2” de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. 
Participam da performance: Tânia Farias, Marta Haas, Paula Carvalho, Sandra Steil, Mayura de Matos, Leticia Virtuoso, Paola Mallmann, Luana Rocha, Ketter Velho, Paulo Flores, Eugênio Barbosa, Pascal Berten, Roberto Corbo, Alex Pantera, Geison Burgedurf, Clélio Cardoso e Jorge Gil.

“Minha Cabeça era uma Marreta”

Foto: Paula Carvalho

Resultado do processo de criação da Oficina para Formação de Atores da Escola Popular de Teatro da Terreira da Tribo no ano de 2013. Minha Cabeça Era Uma Marreta é uma das mais polêmicas e enigmáticas peças de Richard Foreman, um dos dramaturgos mais controvertidos e badalados dos Estados Unidos. Em cena um professor, um aluno e uma aluna. Onde estão? Numa sala de aula? No santuário do saber? Ou num manicômio? Durante todo tempo o jogo incessante entre quem detém o saber e aqueles que o desejam. Fechados em conceitos, os donos da verdade condicionam a vida. A peça é a indagação do próprio processo do pensamento e dos mecanismos que intervem no pensamento. Nem o olho nem o ouvido do espectador são capazes de encontrar um ponto fixo no qual se concentrarem, bombardeado por uma multiplicidade de eventos visuais e auditivos.  O roteiro é fragmentado, composto de frases curtas, aforísticas, desconectadas. A peça funciona como um poema aberto possibilitando que os espectadores façam suas próprias associações. Seu tratamento formal é produto da reflexão de que a sociedade se expressa com uma linguagem fossilizada que se deve destruir, refletindo aquilo em que se converteu: fórmulas vazias, diálogos que na realidade são trágicos monólogos, perguntas que não exigem respostas, puros automatismos, paradoxos e incoerências. Seu teatro requer novos instrumentos de análises: se faz necessário pensar em termos de energia, tensão, linhas de força e variações de intensidade. Artistas como Foreman operam o fragmento enquanto discurso buscando uma linguagem que estruture a polifonia cênica. A cena de Richard Foreman é emblemática da narrativa caótica, fragmentária, suportada numa textualidade minimal – e plena de marcações, a exemplo de Beckett -, em estruturas invisíveis, constitutivas da linguagem, que estabelecem tensões dialéticas entre a encenação e movimento dos atores. Sobre a recepção, Foreman coloca: ‘o público precisa aprender a ver pequeno, nas entrelinhas, porque fazer isto significa engajar-se no nível quântico da realidade em que as contradições estão ancoradas’.

Elenco: Felipe Fiorenza, Carlos Eduardo de Oliveira Arruda e Rochelle Luiza da Silveira.                                           

Ciclo “Ói Nóis na Memória” no Cine Bancários


Estarão fazendo parte do Ciclo Ói Nóis na Memória, os registros dos espetáculos: O Amargo Santo da Purificação, Viúvas - Performance Sobre a Ausência, Aos que Virão depois de Nós - Kassandra in Process”  e ainda o documentário “Raízes do Teatro” com direção de Pedro Isaias Lucas.

O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO



“O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO” é o registro audiovisual do espetáculo de rua da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz sobre a trajetória do revolucionário brasileiro Carlos Marighella. A encenação coletiva para Teatro de Rua conta a história de um herói popular que os setores dominantes tentaram banir da cena nacional durante décadas. Marighella não abdicou ao direito de sonhar com um mundo livre de todas as opressões. Viveu, lutou e morreu por esse sonho. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do ritual com o teatro dança. Através de uma estética “glauberiana”, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas das cidades do nosso país uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro. Nesses três anos de trajetória, a peça que narra a Vida, Paixão e Morte do revolucionário Carlos Marighella, percorreu 14 estados brasileiros ; apresentou-se em mais de 60 cidades; participou de Festivais e Mostras em todo país, coloriu com as suas alegorias praças, parques, vilas e bairros de Porto Alegre, levando o espetáculo também à zona rural, passando por diversos assentamentos do Rio Grande do Sul, totalizando um público de mais de 70.000 pessoas. A encenação recebeu os principais prêmios do teatro gaúcho – Açorianos de Melhor Espetáculo, Melhor Produção, Melhor Figurino, Melhor Atriz (Tânia Farias) e Melhor Trilha (Johann Alex de Souza). 
Viúvas - Performance sobre a Ausência
Viúvas - Performance sobre a Ausência faz parte da pesquisa teatral que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz vem realizando sobre o imaginário latino-americano e sua história recente. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. Viúvas mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer. O Teatro de Vivência do Ói Nóis Aqui Traveiz procura uma forma de relação aberta e sincera com o público, em que atores e espectadores partilhem de uma experiência comum, que tenha intensidade de um acontecimento, capaz de produzir novas formas de percepção.
Aos que virão depois de nós KASSANDRA IN PROCESS
“Aos que virão depois de nós KASSANDRA IN PROCESS” é um registro audiovisual de um dos mais consagrados espetáculos de vivência da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. A encenação revê a Guerra de Tróia numa perspectiva que aponta para o feminino. A ‘guerra-mãe’ do Ocidente, modelo para todas as outras guerras e para o ideal heróico masculino baseado no desejo de poder e destruição da alteridade, é vista pelos historiadores como a passagem do mundo matriarcal para o patriarcal. O deus-pai Apolo em oposição à deusa-mãe Cibele. A novela ‘Cassandra’ de Christa Wolf foi a principal fonte de inspiração para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na criação coletiva do espetáculo. Boa parte da obra da autora é caracterizada pelo recorte feminista, não o panfleto pelo panfleto, tampouco o repisado olhar sobre a alma feminina, mas a subjugação histórica das mulheres nas falocracias do globo.

Raízes do Teatro

O documentário “Raízes do Teatro” com direção de Pedro Isaias Lucas, apresenta um dos principais eixos do trabalho de criação da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. O título do documentário é o nome do projeto criado pelo Ói Nóis Aqui Traveiz em 1987 para sistematizar o estudo das origens ritualísticas do teatro. A principal característica dessa metodologia é o tratamento especial dado aos mitos. Fazem parte do projeto Raízes do Teatro os espetáculos Antígona, Ritos de Paixão e Morte (1990), Missa para Atores e Público sobre a Paixão e o Nascimento do Dr. Fausto de Acordo com o Espírito de Nosso Tempo (1994), Aos Que Virão Depois de Nós – Kassandra in Process (2002) e Medeia Vozes (2013).

A Cia Caixa do Elefante estreia seu mais novo espetáculo e faz breve temporada na Terreira da Tribo!!!

Cia Caixa do Elefante propõe uma reflexão sobre a percepção do tempo em novo espetáculo
 “Ensaio sobre o tempo” será apresentada na Terreira da Tribo de 27 a 31 de março


Foto: Roger Lisboa

A Cia Caixa do Elefante Teatro de Bonecos estreia o espetáculo Ensaio sobre o Tempo, que une teatro de animação e ilusionismo para apresentar, de forma poética, reflexões sobre a noção e percepção do tempo em nossa sociedade. A montagem será apresentada em Porto Alegre, nos dias 27, 28, 29, 30 e 31 de março, às 19h e às 21h, na Terreira da Tribo, integrando a programaçã
o de aniversário do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz. A entrada é franca, com retirada de senhas 30 minutos antes de cada sessão.

PROCESSO CRIATIVO

O espetáculo foi desenvolvido a partir do encontro intenso entre os artistas talentosos e experientes, que trabalharam em regime de residência artística no Espaço de Convívio Artístico Vale Arvoredo, localizado em meio à mata nativa da Serra Gaúcha. Desta imersão surgiram propostas criativas e um instigante resultado.

Com direção de Paulo Balardim, a montagem traz uma sensível atuação da atriz Carolina Garcia. A companhia buscou a parceria de Élcio Rossini para a composição da cenografia, além da assessoria do mágico Eric Chartiot para ilusionismo e do físico Flávio Pohlmann Livi para pesquisa. A concepção dos bonecos e adereços ficou a cargo de Mário de Ballentti e Marcos Nicolaiewsky. A trilha sonora é assinada por Carlos Badia.

Serviço:

Ensaio sobre o tempo – espetáculo da Cia Caixa do Elefante Teatro de Bonecos

De 27 a 31 de março, às 19h e 21h - TERREIRA DA TRIBO – Rua Santos Dumont, 1186 – Porto Alegre
Entrada franca – retirada de senhas 30 minutos antes de cada sessão.

Acompanhe o tempo:

terça-feira, 18 de março de 2014

Um pouco sobre a noite em que o Carnaval e o Teatro Popular entraram juntos na Avenida!

Sábado, 15 de março de 2014.


Prontos para o desfile!

Os preparativos...

... enquanto em Guaíba, os tambores na noite se preparavam para marcar o compasso dos passos da Terra Prometida, guiada por Antônio Conselheiro; em Porto Alegre, a Tribo reunia no seu espaço de compartilhamento - a nossa Terreira -  alunos, amigos e atuadores para uma grande celebração!

Embalados pelo samba enredo, rostos maquiados, cabelos bem arrumados e corpos cuidadosamente figurinados iam dando vida aos personagens que entrariam na avenida. A Escola Império Serrano de Guaíba e a sua homenageada Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz iriam juntas, contar uma história que precisa ser lembrada! Para que não seja esquecida! Sem medo de ser redundante.

Para que todos que estivessem lá naquela noite soubessem que no final do século XIX no nosso país, existiu um grupo de pessoas lideradas por Antônio Mendes Maciel, o “seu Antônio”, que com seus Conselhos alimentou o povo de esperança e juntos ousaram construir uma Belo Monte que se oporia a qualquer forma de exploração. Um lugar onde a Terra seria de todos e as decisões seriam tomadas a partir dos interesses coletivos. Onde se tinha o que plantar e o que comer, onde não se precisava de cadeia, porque não se tinha ladrão. Algo tão exemplar e coerente, que logo os poderosos trataram de destruir, para que não restassem resquícios deste povo lutador, desta terra de amor. Um episódio da nossa história que mexeu com as mais profundas emoções da alma brasileira, e sem dúvida, uma das mais belas e desconhecidas passagens da aventura humana. 

As alegorias...

... quando chegamos no local, já conseguíamos ver ao longe o grande Conselheiro azul, em um dos carros alegóricos da escola, era o boneco de 6 metros de altura que protagonizou o espetáculo “A Saga de Canudos” que o grupo encenou durante os anos de 2000 a 2007 por diversos Estados do Brasil. Eram ao total quatro carros alegóricos, cada um responsável por contar uma parte desta história.

Muitos alunos estariam pela primeira vez experimentando um contato cara a cara com o público, esta energia que bate e volta, este contato potente e transformador que é o encontro entre os seres humanos.

O desfile...

... os atuadores da Paixão puxam a escola, era o povo na comissão de frente; Paulo Flores o grande sertanejo, incansável lutador; o samba anuncia “Sou Cabra da Peste, eu sou, pelo o Sertão do Nordeste, eu vou. Com um Império cheguei, Ói Nóis Aqui Traveiz!" Estava dada a largada. E foi com este caráter político, homenageando um dos grupos teatrais mais significativos do país, e mostrando-nos um Antônio Conselheiro fruto da história, que a Escola Império Serrano invadiu as ruas desta pequena cidade, neste festejo tão popular.

A Despedida...

... ao acabar o desfile, pessoas mais vibrantes e mais potentes iam saindo da formação de alas, sorrisos escancarados e manifestações espontâneas iam surgindo, como há de um aluno tímido da Vila Pinto, que saiu da avenida dizendo com uma voz titubeante, mas encorajada “Viva a Terreira da Tribo!” seguida de um gesto de alegria, ou da nossa doce Sara que seguia dançando, mesmo depois da banda já ter passado.

Sem dúvidas foi uma experiência humana, uma noite de encontro com uma das mais potentes manifestações populares do nosso país. E o TEATRO militante da Tribo de Atudores Ói Nóis Aqui Traveiz, que este ano completa 36 anos de trajetória, estava lá, e levou junto todos aqueles que quiseram compartilhar deste momento inesquecível. Talvez para que não esquecêssemos daquilo que é mais essencial.

Sara ajudando o Flores a tirar a maquiagem 

O que me faz lembrar da canção que dizia mais ou menos assim: “... mas talvez que no ano de dois mil, esse nosso terreiro brasileiro, seja outra CANUDOS por inteiro, com mais gente, mais garra e mais coragem, o Ói Nóis faz aqui sua homenagem a figura de Antônio Conselheiro...”

É isso, que venha 2014...

Evoé!
p.c

terça-feira, 11 de março de 2014

ENSAIO ABERTO – BRASIL

ENSAIO ABERTO BRASIL é o resultado de uma viagem que percorreu seis regiões brasileiras conhecendo o trabalho de seis grupos teatrais, um documentário composto por episódios de 26 minutos que trazem um rico retrato da cultura teatral brasileira. A riqueza das manifestações culturais da arte popular é um tema amplo, capaz de suscitar inúmeros debates sobre a história do Brasil e nossa formação cultural.

Com a direção artística de Luiz Cruz e assistência de direção e montagem de Fernanda Pessoa. O programa é voltado a pessoas de todas as idades que tenham interesse em teatro e cultura brasileira.

A proposta do programa é fazer uma reflexão sobre a arte popular e as formas de manifestação da mesma na estética dos grupos selecionados.

Os grupos que participam da série são:  Grupo Galpão de Minas Gerais; Tá na Rua do Rio de Janeiro; Oi Nóis Aqui Traveiz do Rio Grande do Sul; Grupo Comédia Cearense do Ceará; Teatro Popular União e Olho Vivo de São Paulo; e Imbuaça de Sergipe.


Assista ao vídeo Ensaio Aberto Brasil - Região Sul - Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

clique na imagem para visualizar o documentário


segunda-feira, 10 de março de 2014

A Tribo cai na folia!

A Escola Império Serrano de Guaíba homenageia os Atuadores da Paixão e o seu célebre espetáculo “A Saga de Canudos”

A Escola de Samba Império Serrano da cidade de Guaíba, terá como enredo no seu Carnaval 2014 o tema “Ói Nóis Aqui Traveiz, os Atuadores da Paixão em visita ao Belo Monte – A Morada de Antônio Conselheiro”.

Foto: Cláudio Etges
O desfile da Escola, no próximo sábado, dia 15 de março, será uma homenagem a trajetória da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e ao seu penúltimo espetáculo de Teatro de Rua “A Saga de Canudos”. O espetáculo que percorreu diversos Estados brasileiros de 2000 a 2007 e recebeu pela sua grande contribuição cultural, o honrado Prêmio “A Luta Pela Terra” do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, nos conta a história da construção e destruição de Canudos, um episódio que mexeu com as mais profundas emoções da alma brasileira, e sem dúvida, uma das mais belas e desconhecidas passagens da aventura humana. 

E é com este caráter político, homenageando um dos grupos teatrais mais significativos do país e mostrando-nos um Antônio Conselheiro fruto da história, que a Escola Império Serrano invade o Carnaval 2014.

Cabe também destacar que a Império Serrano é uma das mais antigas e tradicionais Escolas de Samba da Sociedade Carnavalesca de Guaíba, que completa este ano 43 anos de trajetória. E a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz honrada e agradecida pela homenagem saúda a toda comunidade do bairro Ermo que esteve durante todo este ano, imbuída em levar o seu melhor carnaval pra avenida! Evoé! Vida Longa!


“Ói Nóis Aqui Traveiz, os Atuadores da Paixão em visita ao Belo Monte – A Morada de Antônio Conselheiro”

Sou Cabra da Peste, eu sou, pelo o Sertão do Nordeste, eu vou
Com um Império cheguei, Ói Nóis Aqui Traveiz!
Homem de fé, líder valente, profeta do sertão
Antônio Conselheiro, o peregrino que falava a multidão
Uma decepção no amor, foi o motivo disso tudo acontecer
O Padre Ibiapina foi sua inspiração, como benção divina tomou essa missão
Palavras de conforto, à quem precisar e o povo todo parou pra escutar.
Terra seca, sol ardente, meu “bichim” se avexe não
Meu império, faz a festa, vai ter xaxado, forró baião.
E assim aquela gente acompanhou, a sua fama se espalhou
Desafiando os tiranos do poder
Em CANUDOS resolveram se instalar
De Belo Monte renomearam o “arraiá” que entraria pra história
Foram atacados com a força dos canhões
Foram dizimados com extrema covardia, lutando por seu ideais
O Povo sertanejo se orgulha
Antônio Conselheiro um homem de valor
Que a Terreira da Tribo hoje canta com Amor!

sexta-feira, 7 de março de 2014

CRÍTICA SOBRE O MAIS NOVO LIVRO DA TRIBO!

Crítica publicada hoje no Jornal do Comércio sobre o mais novo livro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

Com vocês, "Poéticas de Ousadia e Ruptura" por Antônio Hohlfeldt!



quarta-feira, 5 de março de 2014

Lembrar é resistir!

Performance “Onde? Ação nº2” - No ano em que completamos 50 anos de um Golpe Militar!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz apresenta no próximo domingo, dia 9 de março, às 15h no Parque da Redenção a Performance “Onde? Ação nº2”. Esta apresentação faz parte do ciclo de apresentações que a Tribo realizará este ano com o tema “Lembrar é resistir – Teatro e Memória nos 50 anos do Golpe Militar”. Para que nunca se esqueça, para que não se repita!

Foto: Pedro Isaias Lucas

A performance “Onde? Ação nº2” de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a
investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. 

Participam da performance: Tânia Farias, Marta Haas, Paula Carvalho, Sandra Steil, Mayura de Matos, Leticia Virtuoso, Paola Mallmann, Luana Rocha, Ketter Velho, Paulo Flores, Eugênio Barbosa, Pascal Berten, Roberto Corbo, Alex Pantera, Geison Burgedurf, Clélio Cardoso e Jorge Gil.

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

Com propósitos irreverentes a Tribo estreou o seu primeiro espetáculo em 31 de março de 1978, data em que os militares comemoravam o golpe de 1964. Nestes 35 anos o Ói Nóis Aqui Traveiz vem instigando o público porto-alegrense com o seu teatro marcado pela ousadia e liberdade criativa. Os atuadores têm uma técnica própria, desenvolvida desde seu início e que passa por diferentes fases, fundamentada no uso da improvisação e da cena como processo, da criação coletiva e da corporalidade no trabalho do ator. As suas três principais vertentes são: o teatro de rua, nascido das manifestações políticas - de linguagem popular e intervenção direta no cotidiano da cidade - o teatro de Vivência, no sentido de experiência partilhada, em que o espectador torna-se participante da cena – e o trabalho artístico pedagógico, desenvolvido junto a comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica – a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (rua Santos Dumont 1186), que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população. A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto a novos participantes.

Oficina de Teatro no bairro Sarandi abre Inscrições!


A Oficina Popular de Teatro do bairro Sarandi retoma suas atividades. Gratuita e aberta a qualquer interessado a partir dos 15 anos.

A oficina que trabalha com improvisação, expressão corporal, interpretação e jogos dramáticos, também prevê a elaboração de exercícios cênicos. Fazendo parte do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social a oficina segue os fundamentos principais da Escola Popular de Teatro da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e tem como objetivo fomentar a organização de grupos culturais nos bairros.

A oficina também pretende abrir espaço para sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como veículo de formação, informação e transformação social. Entendendo a cultura como agente formador de mentalidades com conseqüente influência direta na condução dos rumos da sociedade, e a atividade teatral como a mais objetiva das manifestações artísticas na reflexão do homem sobre si e sua realidade social.

Local: Amvep - Associação de Moradores das Vilas Elizabeth e Parque (Av. 21 de Abril, 792 - Sarandi)
Dia: sábados e quartas feiras
Horário: sábados (14 às 17h) quartas (19 às 22h)
Oficineiro: Clélio Cardoso
Informações: 3286 57 20 ou 8225 22 99

As inscrições podem ser feitas no local, no dia da oficina .

“A Arte em todas as suas modalidades tem por função básica a estruturação e o desenvolvimento da sensibilidade e do pensamento dos seres humanos. O Teatro tem por objeto a análise crítica e a exposição das relações inter-humanas, o que faz dele um dos mais poderosos aliados na luta permanente em favor da construção da cidadania.”

Teatro Como Instrumento de Discussão Social volta ao bairro São Geraldo!


A Oficina Popular de Teatro do Bairro São Geraldo retoma suas atividades. Gratuita e aberta a qualquer interessado a partir dos 15 anos.

A oficina que trabalha com improvisação, expressão corporal, interpretação e jogos dramáticos, também prevê a elaboração de exercícios cênicos. Fazendo parte do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social a oficina segue os principais fundamentos da Escola Popular de Teatro da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e tem como objetivo fomentar a organização de grupos culturais nos bairros.

A oficina também pretende abrir espaço para sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como veículo de formação, informação e transformação social. Entendendo a cultura como agente formador de mentalidades com conseqüente influência direta na condução dos rumos da sociedade, e a atividade teatral como a mais objetiva das manifestações artísticas na reflexão do homem sobre si e sua realidade social.

Local: Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186)
Dia: todas as quartas feiras
Horário: das 19h às 22h
Oficineira: Marta Haas
Informações: 3286 57 20 ou 989 31 319

As inscrições podem ser feitas no local, no própia quarta feira.

“A Arte em todas as suas modalidades tem por função básica a estruturação e o desenvolvimento da sensibilidade e do pensamento dos seres humanos. O Teatro tem por objeto a análise crítica e a exposição das relações inter-humanas, o que faz dele um dos mais poderosos aliados na luta permanente em favor da construção da cidadania.”