quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

“Exercício Cênico: Outra Tempestade”


O “Exercício Cênico: Outra Tempestade” estréia dia 20 de janeiro, às 21 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont 1186), com entrada franca (senhas a partir das 20:30 horas) realizando temporada até dia 30 de janeiro, diariamente com exceção de domingo. A encenação é o exercício final da Oficina Para Formação de Atores 2014/2015 da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo, e faz parte da programação  da Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz: Jogos de Aprendizagem 2016.




“Outra Tempestade” é um texto escrito pela dramaturga e crítica Raquel Carrió e a diretora teatral Flora Lauten, ambas de nacionalidade cubana  pertencentes ao coletivo Teatro Buendía. “Outra Tempestade” narra a história dos encontros, imaginários ou sonhados, entre personagens shakespearianos e figuras da mitologia africana na América Latina. A peça traz uma reflexão sobre a herança e a apropriação cultural. Propondo uma celebração da alma e do corpo, um estranho ritual carnavalesco e autofágico, como um labirinto cheio de metáforas, confissões e relações surpreendentes. 

Das ruas do Velho Mundo saem Hamlet, Macbeth, Otelo, Shylock, o judeu de O Mercador Veneza, o mago Próspero e sua filha Miranda e partem em expedição para o Novo Mundo. Paralelamente, Sicorax, mãe de Oshún, deusa dos rios; de Elegguá, que abre e fecha os caminhos; de Oyá, rainha dos mortos e Caliban, filho de Changó; desata a tempestade por uma ação ritual. O navio de Próspero naufraga nas margens de uma ilha e os navegantes são resgatados pelas filhas de Sicorax. Como em um labirinto em que os personagens “não sabem se estão mortos ou dormidos”, acontecem os encontros e feitiços provocados por Sicorax. Próspero confunde Elegguá com Ariel do seu reino perdido; Hamlet sofre a alucinação de Oshún com Ofélia; Otelo reencontra Desdêmona; Shylock acredita estar na terra prometida e regressa aos dias da sua juventude. Oyá seduz Macbeth através da sua mutação em Lady Macbeth e Miranda e Caliban encontram o amor numa curiosa subversão da fábula. Trata-se de mutações e de um jogo de espelhos que subvertem a ordem lógico-casual dos relatos e transgridem os limites das personagens e a ação. Mas na confrontação das diferentes personagens, sonoridades e imagens européias e africanas, não há “vencedores” nem “vencidos”, e sim um intercâmbio de rituais e ações que caracterizam o sincretismo cultural próprio da América Latina e do Caribe. Próspero quer criar na ilha o reino da Utopia americana: o sonho da República Ideal e o universo de contradições que se desatam num espaço mítico onde todos estão condenados a representar, uma e outra vez, sua multiplicidade de imagens. Daí as mortes rituais e o uso simbólico das máscaras em um final que nos adverte: “Tenho herdado uma terra arrasada pela utopia e o sangue”. A encenação quebra a tragicidade implícita em suas personagens apelando à figuração de uma Mascarada que cria a possibilidade das mutações, o jogo intertextual, a mistura, a ironia, a paródia e a hibridização dos gêneros. 

O “Exercício Cênico: Outra Tempestade” tem a coordenação de Tânia Farias, Paulo Flores e Clélio Cardoso, e traz no elenco os oficinandos: Adriano Donin Neto, Arthur Haag, Bruno Cunha, Cecé Pereira, Dal Vanso, Daniel Steil, Francisco de los Santos, Jon Ferreira, Júlia Marchant, Júlio Kaczam, Liana Alice, Lucas Gheller, Karina Rocca, Keter Velho e Natália Meneguzzi.

A Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo oferece anualmente, de forma aberta e gratuita, oficinas de iniciação teatral, pesquisa de linguagem, formação e treinamento de atores. A Oficina Para Formação de Atores, composta por aulas diárias, teóricas e práticas, com duração de 18 meses, busca através da construção do conhecimento favorecer a emergência do artista competente não apenas no desempenho do seu ofício, mas também no seu desenvolvimento como cidadão. O programa começa com o autoconhecimento do ator, passa para a etapa do reconhecimento (ênfase na construção de personagem), para o jogo teatral (ênfase na situação dramática), chegando, por fim, à encenação. 


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O Material do Selo Ói Nóis na Memória está disponível na Livraria Cultura!


Agora quem quiser adquirir as publicações da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, poderá fazer a sua encomenda através do site da Livraria Cultura!!! Entrega para todo o país!!


Click abaixo na Livraria Cultura e confira!



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

"É preciso abrir uma clareira no bosque" - Carlos Marighella


Há exatos 104 anos atrás, nascia na Bahia o homem que iria se tornar o "Inimigo nº1" da ditadura militar no Brasil. Filho de um operário, imigrante italiano e de uma negra, filha de escravos africanos trazidos do Sudão, ele trouxe no sangue a força, a coragem e a combatividade dos seus antepassados.
Político, Guerrilheiro e Poeta, inspirou e inspira até hoje gerações e gerações de seres apaixonados pela vida, que incansavelmente acreditam na possibilidade de um mundo melhor, mais justo, mais igualitário.

Evoééé!
CARLOS MARIGHELLA VIVE!



LIBERDADE
Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.
Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.
E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome.
Carlos Marighella

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Mostra de encerramento do projeto Mais Cultura nas Escolas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará realizando a Mostra do projeto “Teatro, Escola e Comunidade” que faz parte do encerramento do Projeto Mais Cultura nas Escolas, realizado pelo grupo no ano de 2015, nas Escolas: Max Adolfo Oderich (Canoas) e Tolentino Maia (Viamão).
Na mostra os alunos de ambas as escolas estarão apresentando um Exercício Cênico realizado durante as oficinas do projeto e também terão a oportunidade de assistir as apresentações teatrais das oficinas do projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social (também realizadas pelo grupo). 



Toda a Programação tem entrada Franca!
Confira: 

24/11 – 20h: Apresentação do exercício cênico “Os Sinos da Candelária” com a oficina Popular de Teatro de Canoas, no Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social. A apresentação será na Sala Álvaro Moreira (Av. Érico Veríssimo, 307).

25/11 – 20h: Apresentação do exercício cênico “Central do Brasil”, com a Oficina Popular de Teatro do projeto “Teatro, Escola e Comunidade” da E. M. E. F. Max Adolf Oderich (Canoas), seguido da apresentação do exercício cênico “Terror e Miséria do Terceiro Reich” com a Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo, do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social. As apresentações serão na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186).

2/12 – 20h: Apresentação do exercício cênico “Parcelados” com a Oficina Popular de Teatro do projeto “Teatro, Escola e Comunidade” da E. E. E. M Tolentino Maia (Viamão), seguido da apresentação do exercício cênico “Terror e Miséria do Terceiro Reich” com a Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo, do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social. As apresentações serão na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186).

“Os Sinos da Candelária”
Orientação Paula Carvalho

“Os Sinos da Candelária” da escritora e compositora Aurea Charpinel, com a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na cidade de Canoas. 
Em 1993 o Rio de Janeiro foi sacudido por um crime covarde, onde crianças foram assassinadas enquanto dormiam em frente à Igreja da Candelária. Este fato originou a peça “Os Sinos da Candelária” da escritora e compositora Aurea Charpinel. E é sobre este texto teatral que a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na cidade de Canoas vem desenvolvendo o seu trabalho no ano de 2013/2014, abordando uma das questões mais agudas da exclusão social no Brasil – o menor abandonado.
Adaptação livre do texto de Aurea Charpinel a peça traz para cena esses meninos e meninas de rua no seu cotidiano, personagens reais trazendo no corpo e na alma a marca da violência. Através de cenas do cotidiano – nas ruas e nas instituições do governo - a peça conta a história de um grupo de crianças e adolescentes nos dias que antecederam o Massacre da Candelária, culminando na cena de violência extrema que consternou o mundo “civilizado” e encheu de vergonha e tristeza os muitos brasileiros que não compactuam com este tipo de bestialidade.

Oficina Popular de Teatro de Canoas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve desde dezembro de 2011, uma oficina teatral na Antiga Estação Férrea de Canoas. Espaço este, que permanece aberto há mais de 20 anos para atividades culturais, devido à resistência de diversos artistas para preservá-la. Á convite do grupo “Pode ter inço no Jardim”, a Tribo se soma aos artistas de Canoas na luta pela preservação da Estação Cultural.
A oficina que acontece no centro reúne pessoas oriundas de diversos bairros, e ao longo desses anos desenvolveu diversas ações artísticas na cidade e realizou os exercícios cênicos “Bate Asas Bate” e “Os Sinos da Candelária”.

Terror e Miséria no III Reich
Orientação Marta Haas

Terror e Miséria no III Reich é uma obra do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht. Foi escrita entre 1935 e 1938 – período em que Brecht estava exilado na Dinamarca – fazendo uso de recortes de jornal, notícias recebidas da resistência e rádio, tentando atingir principalmente os exilados alemães. É um panorama da sociedade alemã sob o domínio nazista. A peça é composta de múltiplos quadros independentes, aparentemente desconexos, em que cada cena nos mostra uma faceta do regime. Analisa opressores e oprimidos, assim como a penetração do terror e do medo no cotidiano das famílias alemãs. Brecht retrata os diversos segmentos sociais da Alemanha, tais como a polícia, o governo, a pequena burguesia e a classe operária. Terror e Miséria no III Reich é um estudo do medo e da delação, da desconfiança generalizada e da violência.

OFICINA POPULAR DO BAIRRO SÃO GERALDO

A Oficina Popular do bairro São Geraldo existe desde 2009, quando a Terreira da Tribo mudou-se para a rua Santos Dumont. A partir de encontros semanais o Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve no bairro um trabalho de criação de núcleo teatral. 

sábado, 7 de novembro de 2015

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz recebe a principal condecoração do Ministério da Cultura, pela sua contribuição para as artes no Brasil!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará em Brasília neste dia 9 de novembro, para receber a condecoração “Ordem ao Mérito Cultural” por sua contribuição à cultura no Brasil. A cerimônia promovida pelo Ministério da Cultura, será realizada no Palácio do Planalto e contará com a presença da Presidenta Dilma Rousseff.

A condecoração premia personalidades, órgãos e entidades públicas e privadas nacionais e estrangeiras com reconhecida contribuição à cultura brasileira. As sugestões foram avaliadas pelo Conselho da Ordem do Mérito Cultural, presidido pelo ministro da Cultura. Ainda integram o grupo os ministros da Educação, da Ciência, Tecnologia e Inovação e de Relações Exteriores, além de uma Comissão Técnica nomeada pelo ministério da Cultura.

Algumas personalidades que já foram condecoradas: Milton Nascimento, Lygia Fagundes Telles, Athos Bulcão, Celso Furtado, Lúcio Costa, Ariano Suassuna, Cesária Évora, Zuzu Angel, Vinicius de Moraes, Nelson Rodrigues, Academia Brasileira de Letras, Clarice Lispector dentre outros.

Foto: Arli Pacheco




quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Lançamento da Cavalo Louco nº16!

Caros amigos,

Precisamos começar este editorial dizendo que ele já estava pronto quando a Tribo perdeu, no último 18 de outubro, nossa companheira de atuação e grande amiga, Sandra Steil. Estamos todos convertidos em deserto. Não sabemos ainda o que fazer com sua tremenda ausência. No entanto, temos convicção de que ela desejaria que continuássemos. Essa certeza nos faz não desistir de lançar este número de celebração de 10 anos de nossa revista.

E seguindo em frente com lágrimas nos olhos, digo que é com entusiasmo que a Tribo de Atuadores ÓiNóis Aqui Traveiz apresenta está edição comemorativa. Dez anos depois o Cavalo continua vivo e Louco!As ações da Tribo de Atuadores ÓiNóis Aqui Traveiz de aproximação com o teatro desenvolvido na América Latina apontaram o caminho pra que decidíssemos dedicar este número aos nossos Hermanos.Nesta edição vocês poderão conhecer um pouquinho mais sobre os grupos Malayerba do Equador e Teatro de los Andes da Bolívia, em entrevistas deliciosas realizadas na Argentina.Também vamos entrar em contato com a Ação solidária de divulgação da dramaturgia latino-americana do projeto Periférico, da Escola Sesc do Rio de Janeiro, que vem publicando e distribuindo parte dessa produção. Marcos Steuernagel nos traz uma interessante reflexão sobre a performance e a temporalidade do período de transição para a democracia no Brasil.Vocês poderão conferir como foi o IV Festival de Teatro Popular –Jogos de Aprendizagem, na análise de Newton Pinto da Silva, que observa a participação latina no Festival.Gina Monge nos fala sobre os princípios da formação dos atores do teatro de grupo na América Latina.Entre outras surpresas dessa edição especial trazemos um artigo da cubana Vivian Tabares sobre o teatro cubano contemporâneo e um texto de Ana Carneiro sobre o acervo e a memória do Grupo Tá na Rua. Na seção Magos do Teatro Contemporâneo, trazemos um pouquinho da obra do argentino Osvaldo Dragún.

Para fechar estas páginas,tínhamos decido fazer uma homenagem ao grande homem de teatro que foi Eduardo “Tato” Pavlovski, que se despediu no dia 04 de outubro de 2015. Mas seguindo as confissões deste editorial, lhes contamos que mudamos de ideia e deixamos por aqui nossa homenagem a Pavlovski. Vamos dedicar a última página desta celebração à nossa grande atuadora Sandra Steil. Evoé, Sandra!Estás em cada atuador. 

Deixamos este editorial com as palavras de Tato Pavlovski:

Não se pode jogar pela metade
Se se joga, se joga a fundo
para jogar tem que apaixonar-se
para apaixonar-se tem que sair do mundo do concreto
sair do mundo do concreto é incursionar no mundo da loucura
do mundo da loucura deve-se aprender a entrar e sair
sem meter-se na loucura não há criatividade
sem criatividade se burocratiza
se torna homem concreto
repete palavras de outro.

Eduardo “Tato” Pavlovsky (10/12/1933 - 04/10/2015)

Hoje 4/11, às 20h na Terreira da Tribo teremos o lançamento da Cavalo Louco nº16! Compareça e pegue gratuitamente e o seu exemplar!

Teremos também um bate papo com Rosyane Trotta (UNIRIO) e Narciso Telles (UFU) sobre “As publicações e o Teatro de grupo”.




segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Seminário “Cavalo Louco – 10 ANOS!”


A Cavalo Louco – Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, está completando 10 anos e para celebrar estaremos realizando nos dias 3 e 4 de novembro, às 20h na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) um seminário que contará com importantes presenças. Confira:

03/11: A crítica, professora e pesquisadora teatral Vivian Tabares (Cuba) estará falando sobre o “Teatro Cubano Contemporâneo e os 50 anos da Revista Conjunto” (a revista é uma das principais publicações na América Latina, que une teatro e jornalismo).

4/11: Rosyane Trotta (UNIRIO) e Narciso Telles (UFU) que compõem o Conselho editorial da Cavalo Louco, estarão falando sobre “As publicações e o Teatro de grupo”. Neste dia teremos também o lançamento da Cavalo Louco nº16.

Te esperamos!
O Seminário tem entrada franca!


“O teatro é uma construção cultural que nasce de valores determinados de acordo com a comunidade onde surge, respondendo a relações sociais específicas, como foram as que operaram em diferentes momentos da história. O teatro que chega da Espanha é o teatro do pai, que veio e se impôs ao teatro da mãe, da América pré-hispânica, gerado em contextos ritualísticos, celebrações, jogo, dança, mascaramento. Essas formas seguem vivas e cruzaram o tempo com uma mitologia que as sustenta e desde onde se constroem acontecimentos únicos, que evocam formas ancestrais da representação. As novas gerações não têm modelos e nossas fronteiras cênicas estão saudavelmente movidas. Há zonas cada vez mais indefinidas e nelas novos espectadores. Tudo isso situado em um marco cultural expandido e trans-universal.

Torna-se necessário que a linguagem do nosso ofício não resista a usar novos termos e que possamos ir ao encontro de uma teatralidade complexa, que tenha a ver com reconhecer-nos em todos os matizes de uma identidade inclusiva, onde se encontrem os elementos de uma América pré hispânica, e nela o híbrido, a arte conceitual, o artista objeto e sujeito de sua obra, a negação da representatividade, a intervenção de espaços públicos, as ambientações, a apropriação de tecnologia etc. Todas essas possibilidades cobram sentido e são pertinentes como objeto de exploração, devido à complexidade de nossas sociedades, onde cidadania, exclusão, corrupção e racismo são objetos de protesto permanente. O bom teatro sempre será aquele que funciona nos códigos de sua comunidade sem renunciar a essa complexa relação entre o real e o artifício.

América Latina e Caribe não significam uma coisa única. É o indígena, o africano, o europeu e o contemporâneo, um lugar aberto a todas as práticas cênicas do século XXI. Nosso teatro recolhe o espírito dos três continentes e se alimenta culturalmente dessas três raízes e com elas dialoga em igualdade de condições com os teatros de todo o mundo”. 

Discurso de Miguel Rubio Zapata, diretor do Grupo Cultural Yuyachkani, em agradecimento do Título de Doutor Honoris Causa em Arte pela Universidade de Artes de Havana, Cuba.
Publicado na Revista Urdimento, julho 2014.



Vivian Tabares 
Crítica e pesquisadora teatral, editora e professora. Membro da comissão de especialistas da Faculdade de Artes Cênicas do Instituto Superior de Artes (ISA) desde 1998, do Conselho de Direção da Escola Internacional de Teatro da América Latina e Caribe, do Conselho Assessor do Editorial Letras Cubanas, do Festival Internacional de Teatro Latino de Los Angeles (FITLA) e da revista emisférica, do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Entre 1987 e 1990 dirigiu a revista Tablas. Desde 2000 dirige a revista Conjunto e o Departamento de Teatro da Casa de las Américas, onde organiza a Temporada Mayo Teatral.
Formada em Teatrologia pela Faculdade de Artes Cênicas do ISA e Doutora em Ciências sobre a Arte pela mesma instituição, é Professora Titular do ISA, onde leciona o Seminário de Crítica Teatral.
Tem inúmeros livros publicados dentre os quais destacam-se:
Teatro por el Gran Octubre, José Sanchis Sinisterra: explorar las vías del texto dramático e antologia de teatro cubano Escena y tensión social, pela Letras Cubanas.

Revista Conjunto -  CUBA
A revista Conjunto é uma produção da Casa de Las Américas, instituição latino americana de promoção da arte, que se destina a fornecer um espaço para o teatro latino-americano, especialmente aquele que não encontra espaço para difusão nos grandes meios, e criar uma ponte entre os criadores do continente.
Suas edições são compostas por críticas, estudos teóricos e informações sobre o movimento teatral latino americano, além de textos completos de obras.
É uma das revistas mais antigas – e relevantes – no espaço teatral latino americano, com publicação de quatro números por ano.

Sobre o Teatro Cubano
O teatro cubano, nas suas múltiplas formas de expressão, tem mantido diálogo com a vida cultural, social e política. Os caminhos da encenação cubana das últimas cinco décadas coincidem com o período em que, após o triunfo da Revolução, a sociedade cubana se empenha em um complexo processo de aprendizagem e construção de uma nova ordem. A criação cênica, que compreende tanto a dramaturgia escrita como os discursos da representação, relaciona-se de um modo ou de outro com o esplendor da vida revolucionária e com seus tropeços e contratempos, por meio de linguagens e estilos que abarcam o realismo e outras tendências experimentais do teatro do século XX, como a dança e as novas tecnologias. Não é uma criação complacente, mas uma arte que, não sem problemas e com aguada perspectiva crítica, permite refletir sobre quem somos e como nós, os cubanos, vivemos. ("Teatro em revolução (1959-2010)" Vivian Martínez Tabares

Rosyane Trotta 
É doutora em teatro e professora da UNIRIO, onde desenvolve pesquisa em Dramaturgia Cênica. Dedica-se também ao estudo dos sistemas de organização e de criação em grupo, tema da maioria dos seus escritos teóricos. Como dramaturga, atua principalmente em processos colaborativos e é colaboradora da Cia Marginal, sediada no Complexo da Maré, desde 2006.

Narciso Telles
É ator e professor do curso de teatro e do programa de pós graduação em artes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), pesquisador do GEAC/UFU e membro do Coletivo Teatro da Margem. Autor do livro Pedagogia do Teatro e o Teatro de Rua (Mediação/2008) e organizador com Adilson Florentino do livro Cartografia do Ensino do Teatro (EDUFU, 2009).


Fotos: Arquivo e Gilmar Luis (JC)

sábado, 24 de outubro de 2015

Ói Nóis Aqui Traveiz no Festival "O Mundo Inteiro é um Palco"

A atuadora Tânia Farias da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, participa nesta semana do 3º Festival "O Mundo Inteiro é um Palco", realizado pelo grupo Clowns de Shakespeare, na cidade de Natal - Rio Grande do Norte. 


A atuadora estará realizando um workshop/vivência de três dias e também apresentando a Desmontagem "Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência",

Confira a programação completa aqui:
http://www.clowns.com.br/o-mundo-inteiro-e-um-palco-3/





Sobre a Desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência”
Por Tânia Farias

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.
Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.
Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011 a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. A ativação da memória corporal, fazendo surgir e desaparecer as personagens.
Realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.



domingo, 18 de outubro de 2015

Todo o nosso AMOR e toda a nossa GRATIDÃO a esta grande mulher!!!


Amigos,
É com profunda tristeza que comunicamos o FALECIMENTO da nossa querida companheira, amiga e irmã, Sandra Regina Steil.
O VELÓRIO acontecerá na Capela D do Cemitério Municipal São João, a partir das 11h30 de hoje (18/10) e o sepultamento será ás 16h.
Obrigada a todos pelas energias e orações! Foi uma batalha muito difícil, e esta grande mulher guerreira lutou até o fim.
Gratidão companheira por tantos anos e tantos sonhos compartilhados... 
Vá em paz... evoé!

























segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Oficinas gratuitas de Teatro em Canoas!

Todas as quartas feiras - na antiga Estação Férrea de Canoas - acontece a Oficina Popular de Teatro, do Projeto “Teatro Como Instrumento de Discussão Social”. A oficina é uma realização da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, com orientação da atuadora Paula Carvalho. Gratuita e aberta a qualquer interessado a partir dos 15 anos.



                                                                                                                                                                                                                                              A oficina que trabalha com improvisação, expressão corporal, interpretação e jogos dramáticos, também prevê a elaboração de exercícios cênicos. Fazendo parte do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social a oficina segue os fundamentos principais da Escola Popular de Teatro da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e tem como objetivo fomentar a organização de grupos culturais nos bairros.





A oficina também pretende abrir espaço para sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como veículo de formação, informação e transformação social. Entendendo a cultura como agente formador de mentalidades com conseqüente influência direta na condução dos rumos da sociedade, e a atividade teatral como a mais objetiva das manifestações artísticas na reflexão do homem sobre si e sua realidade social.



A oficina tem parceria com o grupo  teatral Pode ter Inço no Jardim da cidade de Canoas!



Local: Antiga Estação Férrea
de Canoas (centro)

Dia: todas as quartas feiras
Horário: das 19h às 22h
Oficineira: Paula Carvalho
Informações: 3286 57 20 ou 9396 11 40






As inscrições podem ser feitas no local, na própria quarta feira.

“A Arte em todas as suas modalidades tem por função básica a estruturação e o desenvolvimento da sensibilidade e do pensamento dos seres humanos. O Teatro tem por objeto a análise crítica e a exposição das relações inter-humanas, o que faz dele um dos mais poderosos aliados na luta permanente em favor da construção da cidadania.”


Oficina Popular de Teatro de Canoas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve desde dezembro de 2011, uma oficina teatral na Antiga Estação Férrea de Canoas. Espaço este, que permanece aberto há mais de 20 anos para atividades culturais, devido à resistência de diversos artistas para preservá-la. Á convite do grupo “Pode ter inço no Jardim”, a Tribo se soma aos artistas de Canoas na luta pela preservação da Estação Cultural.
A oficina que acontece no centro reúne pessoas oriundas de diversos bairros, e ao longo desses anos desenvolveu diversas ações artísticas na cidade e realizou os exercícios cênicos “Bate Asas Bate” e “Os Sinos da Candelária”.

*Fotos de Lala Gheller, Luana Rocha e Paula Carvalho - Exercícios Cênicos realizados pela oficina.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

A Tribo de Atadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará esta semana na Mostra Internacional de Maringá!!!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz participa nesta semana, da Mostra Internacional de Maringá – MIM / Teatro Contemporâneo em Cena. Serão diversas atividades dentre apresentação, filme, desmontagem, bate papo e muito mais. Confira! Entrada Franca!

Dia: 02/10 - (sexta-feira)
“Onde? Ação nº2”
Tribo de Atuadores ÓiNóis Aqui Traveiz (Porto Alegre/RS)
Horário: 15h
Local: Praça Napoleão Moreira da Silva (Pernambucanas).
Duração: 40 minutos
Recomendação etária: livre.



Dia: 03/10 - (sábado)
Exibição do filme “Viúvas – Performance sobre a ausência” e mesa-redonda com Alexandre Villibor Flory (DTL-UEM) e Tânia Farias ÓiNóis Aqui Traveiz (Porto Alegre/RS).
Horário: 19h30.
Local: Teatro Barracão
Entrada gratuita.
Fotos de Pedro Isaias Lucas

Dia: 04/10 - (domingo)
“Desmontagem: Evocando os mortos – Poéticas da experiência”
Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Porto Alegre/RS)
Horário: 20h30.
Local: Teatro Barracão
Duração: 70 minutos
Recomendação etária: 16 anos.
Entrada gratuita

Assista ao clip da Desmontagem 
"Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência"



Palestra “Arte e Sociedade na estética do Ói Nóis Aqui Traveiz” com Alexandre V. Flory (DTL-UEM).
Horário: 19h30
Local: Auditório Hélio Pelegrini - DTL UEM (Bloco G-34)

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

ÚLTIMO FINAL DE SEMANA DE MEDEIA VOZES!!!

O atual espetáculo de vivência da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz "Medeia Vozes" faz suas últimas apresentações nesta temporada. Dias 25 e 26/09 (sexta e sábado), às 19h30 na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186. ENTRADA FRANCA! 

Foto: Pedro Isaias Lucas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz toma uma versão antiga e desconhecida do mito, trazendo uma mulher que não cometeu nenhum dos crimes de que Eurípides a acusa. O mito é questionado e reelaborado de maneira original, para analisar o fundamento das ordens de poder e como estas se mantêm ou se destroem. Medeia é uma mulher que enxerga seu tempo e sua sociedade como são. As forças que estão no poder manifestam-se contra ela, chegando mesmo à perseguição e banimento, ela é um bode expiatório numa sociedade de vítimas. A voz de Medeia somam-se vozes de mulheres contemporâneas como as revolucionárias alemãs Rosa Luxemburgo e Ulrike Meinhof, a somali Waris Diriiye, a indiana Phoolan Devi e a boliviana Domitila Chungara, que enfrentaram de diferentes maneiras a sociedade patriarcal em várias 
partes do mundo.

Medeia Vozes ganhou o Prêmio Açorianos em 8 categorias (melhor espetáculo, atriz para Tânia Farias, cenografia, iluminação, trilha para Johann Alex de Souza, dramaturgia, produção e direção), além do troféu do Júri Popular. E em 2014 ganhou mais um prêmio açorianos na categoria de melhor espetáculo, concedido pela EEPA (Escola de Espectadores de Porto Alegre).

Foto: Pedro Isaias Lucas

Serviço da Temporada: 

Medeia vozes - Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

Local: Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186)

Dias: 18, 19, 25 e 26 de setembro (sextas e sábados)

Horário: 19h30

Distribuição de senhas: 19h

Classificação etária: 16 anos

Duração: 210 min

Ficha Técnica: Criação, Direção, Dramaturgia, cenografia, figurinos criados coletivamente pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

Música: Johann Alex de Souza

Preparação Vocal: Leonor Melo

Participam da encenação os atuadores: Tânia Farias, Paulo Flores, Marta Haas, Sandra Steil, Eugênio Barbosa, Paula Carvalho, Jorge Gil Nazário, Clélio Cardoso, Roberto Corbo, Letícia Virtuoso, Fabiano Ávila, Mayura Matos, Keter Atácia, Pedro Rosauro, Daniel Steil, Luana Rocha, Alex dos Santos, Pascal Berten, Márcio Leandro e Thales Rangel.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Onde? Ação nº4 - Vivos os levaram. Vivos os queremos! Todos somos Ayotzinapa!!!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, em solidariedade a Caravana 43 - que este ano percorreu diversos países da América Latina, denunciando o Terrorismo de Estado no México e exigindo a volta dos 43 estudantes desaparecidos em Ayotzinapa - realiza nesta segunda feir feira (28/06), às 17h, na Esquina Democrática, o ato performático "Onde? Ação nº4".

Resignificando a performance "Onde? Ação nº2" que de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar, trazendo o nome dos nossos desaparecidos políticos brasileiros, a Tribo realiza agora, a performance "Onde? Ação nº4", onde um a um os nomes dos 43 estudantes mexicanos desaparecido serão evocados nas ruas de Porto Alegre. 

Vivos los llevaron, vivos los queremos!




Fotos retiradas do site Jornalismo B - Alexandre Haubrich

Milhares de pessoas foram às ruas no México exigir que o governo do presidente Enrique Peña Nieto invstigue o desaparecimento dos 43 estudantes da Escola Normal Rural de Ayotzinapa, atacados e levados por policiais da cidade de Iguala, estado de Guerrero (México), na noite de 26 de setembro de 2014, quando outros seis foram mortos, dois deles de maneira brutal.

Depois de um ano, muitas são as duvidas e as perguntas na cabeça de todas as pessoas que dentro e fora do México acompanharam essa tragédia que chocou o mundo. O que teria acontecido realmente? Quem ordenou o ataque? Onde estão os que faltam? Dos 43 estudantes que não foram localizados, um foi identificado por exame de ossos, mas os pais e os milhares de estudantes que foram as ruas continuam repetindo o lema “Vivo os levaram, vivos os queremos!”

Todos os anos são feitas milhares de denúncias por familiares, mas dificilmente os casos de desaparecimento são investigados e solucionados, como pode ser verificado no episódio Ayotzinapa. Apesar da comoção nacional e internacional em torno do caso e da reivindicação por respostas do governo, não houve, até o momento, uma solução considerada satisfatória por parte dos pais e estudantes seguem convocando protestos em todo o país.

Ao considerar o teatro como uma arte de resistência capaz de capturar o espectador e removê-lo de sua confortabilidade, o Ói Nóis tem promovido o debate e a reflexão por meio do exercício da performance, visando à formação de uma consciência crítica e sócio-política, uma exigência para a ideia de “exercício da cidadania”.
Desde a sua fundação na simbólica data de 31 de março de 1978, o Ói Nóis Aqui Traveiz busca um teatro comprometido eticamente com o momento político vivido no país e no mundo.

Por isso a Tribo vem mais uma vez para a rua lembrar os 43 estudantes desaparecidos no México.
A ação performática se soma ao movimento de milhares de ativistas dos direitos humanos de todo o mundo que exigem que o Governo do México proceda a investigação sobre o paradeiro destes estudantes desaparecidos e que  identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis.


Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz


Este ato se soma ao Movimento Utopia e Luta e outras organizações, que também estarão realizando ações na cidade, em virtude de estar completando neste mês 1 ano do desaparecimento dos 43 estudantes Mexicanos.
El otro soy yo!


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Medeia Vozes em curta Temporada!

O premiado espetáculo "Medeia Vozes", da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará em cartaz nos dias 18, 19, 25 e 26 de setembro (sextas e sábados), às 19h30, na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186). ENTRADA FRANCA!

“Medeia Vozes”


Foto: Pedro Isaias Lucas


A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz toma uma versão antiga e desconhecida do mito, trazendo uma mulher que não cometeu nenhum dos crimes de que Eurípides a acusa. O mito é questionado e reelaborado de maneira original, para analisar o fundamento das ordens de poder e como estas se mantêm ou se destroem. Medeia é uma mulher que enxerga seu tempo e sua sociedade como são. As forças que estão no poder manifestam-se contra ela, chegando mesmo à perseguição e banimento, ela é um bode expiatório numa sociedade de vítimas. A voz de Medeia somam-se vozes de mulheres contemporâneas como as revolucionárias alemãs Rosa Luxemburgo e Ulrike Meinhof, a somali Waris Diriiye, a indiana Phoolan Devi e a boliviana Domitila Chungara, que enfrentaram de diferentes maneiras a sociedade patriarcal em várias 
partes do mundo.

Medeia Vozes ganhou o Prêmio Açorianos em 8 categorias (melhor espetáculo, atriz para Tânia Farias, cenografia, iluminação, trilha para Johann Alex de Souza, dramaturgia, produção e direção), além do troféu do Júri Popular. E em 2014 ganhou mais um prêmio açorianos na categoria de melhor espetáculo, concedido pela EEPA (Escola de Espectadores de Porto Alegre).

Foto: Pedro Isaias Lucas
Serviço: 

Medeia vozes - Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

Local: Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186)

Dias: 18, 19, 25 e 26 de setembro (sextas e sábados)

Horário: 19h30

Distribuição de senhas: 19h

Classificação etária: 16 anos

Duração: 210 min

Ficha Técnica: Criação, Direção, Dramaturgia, cenografia, figurinos criados coletivamente pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

Música: Johann Alex de Souza

Preparação Vocal: Leonor Melo

Participam da encenação os atuadores: Tânia Farias, Paulo Flores, Marta Haas, Sandra Steil, Eugênio Barbosa, Paula Carvalho, Jorge Gil Nazário, Clélio Cardoso, Roberto Corbo, Letícia Virtuoso, Fabiano Ávila, Mayura Matos, Keter Atácia, Pedro Rosauro, Daniel Steil, Luana Rocha, Alex dos Santos, Pascal Berten, Márcio Leandro e Thales Rangel.

domingo, 30 de agosto de 2015

Vai ter arte na rua SIM!!!!!!

Na sexta feira, dia 28/08, diversas ruas de Porto Alegre foram tomadas por centenas de artistas, em um ato de repúdio a minuta divulgada pela prefeitura no dia 13 deste mês. O documento regra as manifestações culturais de rua e promove uma série de mudanças na lei nº 11.586, de 5 de março de 2014. O documento faz uma série de exigências e proibições que não foram construídas de acordo com as necessidades e demandas dos artistas que provem arte nas ruas. 

Ao som de tambores, cantos e diversos outros instrumentos, os artistas marcharam do Largo Glênio Peres até o Largo Zumbi dos Palmares. Colorindo as ruas com seus figurinos e estandartes. 

Vai ter arte na rua SIM!!!!!!
Evoé !













Fotos do atuador Eugenio Barboza