segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Seminário “Cavalo Louco – 10 ANOS!”


A Cavalo Louco – Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, está completando 10 anos e para celebrar estaremos realizando nos dias 3 e 4 de novembro, às 20h na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) um seminário que contará com importantes presenças. Confira:

03/11: A crítica, professora e pesquisadora teatral Vivian Tabares (Cuba) estará falando sobre o “Teatro Cubano Contemporâneo e os 50 anos da Revista Conjunto” (a revista é uma das principais publicações na América Latina, que une teatro e jornalismo).

4/11: Rosyane Trotta (UNIRIO) e Narciso Telles (UFU) que compõem o Conselho editorial da Cavalo Louco, estarão falando sobre “As publicações e o Teatro de grupo”. Neste dia teremos também o lançamento da Cavalo Louco nº16.

Te esperamos!
O Seminário tem entrada franca!


“O teatro é uma construção cultural que nasce de valores determinados de acordo com a comunidade onde surge, respondendo a relações sociais específicas, como foram as que operaram em diferentes momentos da história. O teatro que chega da Espanha é o teatro do pai, que veio e se impôs ao teatro da mãe, da América pré-hispânica, gerado em contextos ritualísticos, celebrações, jogo, dança, mascaramento. Essas formas seguem vivas e cruzaram o tempo com uma mitologia que as sustenta e desde onde se constroem acontecimentos únicos, que evocam formas ancestrais da representação. As novas gerações não têm modelos e nossas fronteiras cênicas estão saudavelmente movidas. Há zonas cada vez mais indefinidas e nelas novos espectadores. Tudo isso situado em um marco cultural expandido e trans-universal.

Torna-se necessário que a linguagem do nosso ofício não resista a usar novos termos e que possamos ir ao encontro de uma teatralidade complexa, que tenha a ver com reconhecer-nos em todos os matizes de uma identidade inclusiva, onde se encontrem os elementos de uma América pré hispânica, e nela o híbrido, a arte conceitual, o artista objeto e sujeito de sua obra, a negação da representatividade, a intervenção de espaços públicos, as ambientações, a apropriação de tecnologia etc. Todas essas possibilidades cobram sentido e são pertinentes como objeto de exploração, devido à complexidade de nossas sociedades, onde cidadania, exclusão, corrupção e racismo são objetos de protesto permanente. O bom teatro sempre será aquele que funciona nos códigos de sua comunidade sem renunciar a essa complexa relação entre o real e o artifício.

América Latina e Caribe não significam uma coisa única. É o indígena, o africano, o europeu e o contemporâneo, um lugar aberto a todas as práticas cênicas do século XXI. Nosso teatro recolhe o espírito dos três continentes e se alimenta culturalmente dessas três raízes e com elas dialoga em igualdade de condições com os teatros de todo o mundo”. 

Discurso de Miguel Rubio Zapata, diretor do Grupo Cultural Yuyachkani, em agradecimento do Título de Doutor Honoris Causa em Arte pela Universidade de Artes de Havana, Cuba.
Publicado na Revista Urdimento, julho 2014.



Vivian Tabares 
Crítica e pesquisadora teatral, editora e professora. Membro da comissão de especialistas da Faculdade de Artes Cênicas do Instituto Superior de Artes (ISA) desde 1998, do Conselho de Direção da Escola Internacional de Teatro da América Latina e Caribe, do Conselho Assessor do Editorial Letras Cubanas, do Festival Internacional de Teatro Latino de Los Angeles (FITLA) e da revista emisférica, do Instituto Hemisférico de Performance e Política. Entre 1987 e 1990 dirigiu a revista Tablas. Desde 2000 dirige a revista Conjunto e o Departamento de Teatro da Casa de las Américas, onde organiza a Temporada Mayo Teatral.
Formada em Teatrologia pela Faculdade de Artes Cênicas do ISA e Doutora em Ciências sobre a Arte pela mesma instituição, é Professora Titular do ISA, onde leciona o Seminário de Crítica Teatral.
Tem inúmeros livros publicados dentre os quais destacam-se:
Teatro por el Gran Octubre, José Sanchis Sinisterra: explorar las vías del texto dramático e antologia de teatro cubano Escena y tensión social, pela Letras Cubanas.

Revista Conjunto -  CUBA
A revista Conjunto é uma produção da Casa de Las Américas, instituição latino americana de promoção da arte, que se destina a fornecer um espaço para o teatro latino-americano, especialmente aquele que não encontra espaço para difusão nos grandes meios, e criar uma ponte entre os criadores do continente.
Suas edições são compostas por críticas, estudos teóricos e informações sobre o movimento teatral latino americano, além de textos completos de obras.
É uma das revistas mais antigas – e relevantes – no espaço teatral latino americano, com publicação de quatro números por ano.

Sobre o Teatro Cubano
O teatro cubano, nas suas múltiplas formas de expressão, tem mantido diálogo com a vida cultural, social e política. Os caminhos da encenação cubana das últimas cinco décadas coincidem com o período em que, após o triunfo da Revolução, a sociedade cubana se empenha em um complexo processo de aprendizagem e construção de uma nova ordem. A criação cênica, que compreende tanto a dramaturgia escrita como os discursos da representação, relaciona-se de um modo ou de outro com o esplendor da vida revolucionária e com seus tropeços e contratempos, por meio de linguagens e estilos que abarcam o realismo e outras tendências experimentais do teatro do século XX, como a dança e as novas tecnologias. Não é uma criação complacente, mas uma arte que, não sem problemas e com aguada perspectiva crítica, permite refletir sobre quem somos e como nós, os cubanos, vivemos. ("Teatro em revolução (1959-2010)" Vivian Martínez Tabares

Rosyane Trotta 
É doutora em teatro e professora da UNIRIO, onde desenvolve pesquisa em Dramaturgia Cênica. Dedica-se também ao estudo dos sistemas de organização e de criação em grupo, tema da maioria dos seus escritos teóricos. Como dramaturga, atua principalmente em processos colaborativos e é colaboradora da Cia Marginal, sediada no Complexo da Maré, desde 2006.

Narciso Telles
É ator e professor do curso de teatro e do programa de pós graduação em artes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), pesquisador do GEAC/UFU e membro do Coletivo Teatro da Margem. Autor do livro Pedagogia do Teatro e o Teatro de Rua (Mediação/2008) e organizador com Adilson Florentino do livro Cartografia do Ensino do Teatro (EDUFU, 2009).


Fotos: Arquivo e Gilmar Luis (JC)

sábado, 24 de outubro de 2015

Ói Nóis Aqui Traveiz no Festival "O Mundo Inteiro é um Palco"

A atuadora Tânia Farias da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, participa nesta semana do 3º Festival "O Mundo Inteiro é um Palco", realizado pelo grupo Clowns de Shakespeare, na cidade de Natal - Rio Grande do Norte. 


A atuadora estará realizando um workshop/vivência de três dias e também apresentando a Desmontagem "Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência",

Confira a programação completa aqui:
http://www.clowns.com.br/o-mundo-inteiro-e-um-palco-3/





Sobre a Desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência”
Por Tânia Farias

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.
Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.
Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011 a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. A ativação da memória corporal, fazendo surgir e desaparecer as personagens.
Realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.



domingo, 18 de outubro de 2015

Todo o nosso AMOR e toda a nossa GRATIDÃO a esta grande mulher!!!


Amigos,
É com profunda tristeza que comunicamos o FALECIMENTO da nossa querida companheira, amiga e irmã, Sandra Regina Steil.
O VELÓRIO acontecerá na Capela D do Cemitério Municipal São João, a partir das 11h30 de hoje (18/10) e o sepultamento será ás 16h.
Obrigada a todos pelas energias e orações! Foi uma batalha muito difícil, e esta grande mulher guerreira lutou até o fim.
Gratidão companheira por tantos anos e tantos sonhos compartilhados... 
Vá em paz... evoé!

























segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Oficinas gratuitas de Teatro em Canoas!

Todas as quartas feiras - na antiga Estação Férrea de Canoas - acontece a Oficina Popular de Teatro, do Projeto “Teatro Como Instrumento de Discussão Social”. A oficina é uma realização da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, com orientação da atuadora Paula Carvalho. Gratuita e aberta a qualquer interessado a partir dos 15 anos.



                                                                                                                                                                                                                                              A oficina que trabalha com improvisação, expressão corporal, interpretação e jogos dramáticos, também prevê a elaboração de exercícios cênicos. Fazendo parte do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social a oficina segue os fundamentos principais da Escola Popular de Teatro da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e tem como objetivo fomentar a organização de grupos culturais nos bairros.





A oficina também pretende abrir espaço para sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como veículo de formação, informação e transformação social. Entendendo a cultura como agente formador de mentalidades com conseqüente influência direta na condução dos rumos da sociedade, e a atividade teatral como a mais objetiva das manifestações artísticas na reflexão do homem sobre si e sua realidade social.



A oficina tem parceria com o grupo  teatral Pode ter Inço no Jardim da cidade de Canoas!



Local: Antiga Estação Férrea
de Canoas (centro)

Dia: todas as quartas feiras
Horário: das 19h às 22h
Oficineira: Paula Carvalho
Informações: 3286 57 20 ou 9396 11 40






As inscrições podem ser feitas no local, na própria quarta feira.

“A Arte em todas as suas modalidades tem por função básica a estruturação e o desenvolvimento da sensibilidade e do pensamento dos seres humanos. O Teatro tem por objeto a análise crítica e a exposição das relações inter-humanas, o que faz dele um dos mais poderosos aliados na luta permanente em favor da construção da cidadania.”


Oficina Popular de Teatro de Canoas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve desde dezembro de 2011, uma oficina teatral na Antiga Estação Férrea de Canoas. Espaço este, que permanece aberto há mais de 20 anos para atividades culturais, devido à resistência de diversos artistas para preservá-la. Á convite do grupo “Pode ter inço no Jardim”, a Tribo se soma aos artistas de Canoas na luta pela preservação da Estação Cultural.
A oficina que acontece no centro reúne pessoas oriundas de diversos bairros, e ao longo desses anos desenvolveu diversas ações artísticas na cidade e realizou os exercícios cênicos “Bate Asas Bate” e “Os Sinos da Candelária”.

*Fotos de Lala Gheller, Luana Rocha e Paula Carvalho - Exercícios Cênicos realizados pela oficina.