quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A Galeria Mario Quintana homenageia os 38 anos de trajetória da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz com exposição na Estação Mercado do Trensurb!

No mês de março a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz está completando 38 anos e a Galeria Mario Quintana presta uma homenagem a esta bonita trajetória de ousadia e resistência! 

A partir do dia 1º de março os transeuntes da Estação Mercado, do Trensurb poderão conferir um grande painel com imagens da Tribo.

A Exposição intitulada “A Arte Pública da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz” traz ao público imagens de grandes obras que marcaram a história do Teatro Brasileiro, assim como um apanhado das principais vertentes que permeiam o trabalho da Tribo: Teatro de Rua, Teatro de vivência, Projeto Pedagógico e o Ói Nóis na Memória! 

Foto: Ari Pacheco

Arte Pública é aquela que se destina ao aprimoramento e à melhoria das condições de vida da maior parte da população. Com nosso fazer teatral queremos contribuir para que a cidade seja um LUGAR habitável, um LUGAR sem exclusão, um LUGAR para a construção da cidadania, um LUGAR que seja terreno fértil para semear ideias.

Foto: Pedro Isaias Lucas
A trajetória de 38 anos construída pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz marcou a história do teatro no país, ao fundir arte e política através da investigação e produção de espetáculos de grande mérito cultural. Suas obras nunca deixaram de ser contemporâneas pelo forte enraizamento na comunidade e realidade social, levando à cena questões importantes da atualidade.

O teatro do Ói Nóis Aqui Traveiz dialoga com o espaço público e intervém no cotidiano da cidade, sempre em defesa terna e intransigente de uma humanidade criativa e solidária.

A Tribo provocou e segue provocando o público a refletir sua condição individual e social, através de uma estética experimental, um modo de atuação envolvente e a colocação de perguntas urgentes da sociedade.

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978, durante mais de três décadas construiu uma trajetória que marcou definitivamente a paisagem cultural do Brasil. Com a iniciativa de subverter a estrutura das salas de espetáculos e o ímpeto de levar o teatro para a rua, abriu novas perspectivas na tradicional performance cênica do sul do país. A determinação em experimentar novas linguagens a fez seguir caminhos nunca trilhados por aqui. Com base nos preceitos de Antonin Artaud e do teatro revolucionário, investiga com rigor todas as possibilidades da encenação. Na busca de uma identidade, desenvolveu uma estética própria, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator, estabelecendo um novo modo de atuação. Seu centro de produção, a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, ocupa lugar de destaque entre os espaços culturais do Estado, sendo igualmente apontada como uma referência de âmbito nacional. Funciona como escola de formação de atores e, principalmente, como ponto de aglutinação de pessoas e profissionais dos mais diversos segmentos, fomentando a criação artística em diferentes áreas. A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz o teatro é instrumento de desvelamento e análise da realidade; a sua função é social: contribuir para o conhecimento dos homens e o aprimoramento da sua condição.

Num mundo marcado pela exclusão, marginalização, pela homogeneização, pelo pensamento único, enfim, pela desumanização e pela barbárie, cada vez mais é vital e necessário denunciar a injustiça, as vendas de opinião, o autoritarismo, a mediocridade e a falta de memória.

Esta é a defesa que o Ói Nóis faz: o teatro como resistência e manutenção de valores fundamentais que diferenciam uns de outros: a solidariedade, a honestidade pessoal e a liberdade. Fazendo um teatro a serviço da arte e da política, que não se enquadra nos padrões da ética e da estética de mercado. O teatro como um modo de vida e veículo de idéias: um teatro que não comenta a vida, mas participa dela!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A atuadora Tânia Farias participa nesta semana do V Simpósio Internacional - Reflexões Cênicas Contemporâneas!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz está neste momento participando do V Simpósio Internacional  - Reflexões Cênicas Contemporâneas realizado pelo grupo LUME de Campinas.

Hoje (23/02) a Atuadora Tânia Farias apresenta a desmontagem Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência juntamente com a atriz Tereza Ralli do grupo Yuyachkani do Peru.

A atividade tem como objetivo problematizar o conceito de desmontagem. Serão apresentados processos criativos que explicitam, num só tempo, uma forma estética que contempla os caminhos da pesquisa do artista, expõe-se os modos de produção, as metodologias e conceitos de suporte da criação. Uma desconstrução de processos artísticos no qual revela-se os conteúdos imbricados no modo de fazer do artista. Desnuda os pontos de partida, seus desvios de rota e sua construção processual.


O Simpósio Internacional Reflexões Cênicas Contemporâneas é um evento integrante da Jornada Internacional Atuação e Presença, que em 2016 encontra-se em sua quinta edição. Esse evento tem como ponto aglutinador a reflexão cênica contemporânea: a partir dessa questão ampla e central, geram-se temas diários de relevância para a discussão cênica na atualidade, com o intuito de balizar e problematizar o debate a partir do foco escolhido.

Fotos: Rafael Saes

“Evocando os mortos – Poéticas da experiência”

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.
Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.
Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011 a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. A ativação da memória corporal, fazendo surgir e desaparecer as personagens.
Realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

A apresentação será no Auditório do Instituto de Artes - IA - UNICAMP - Rua Elis Regina, 50 - Cidade Universitária “Zeferino Vaz”, às 18h30.



sábado, 20 de fevereiro de 2016

E a Tribo cai no samba no Carnaval de Guaíba!

Hoje a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará em Guaíba participando de mais um carnaval ao lado da Escola de Samba Império Serrano.

A Escola fundada em 1974, que tem suas atividades realizadas no bairro Ermo, já homenageou o grupo duas vezes em carnavais anteriores, e neste ano contará a história de Chico Rei na avenida, para abordar também um tema de extrema importância: o preconceito racial no Brasil.

Será mais uma vez uma experiência humana, um encontro entre o teatro e uma das mais potentes manifestações populares do nosso país, o carnaval. Estaremos lá! O teatro militante do Ói Nóis Aqui Traveiz, que neste ano completa 38 anos de trajetória, também prestará a sua homenagem a esta figura lendária. Salve Chico Rei!


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Oficina de teatro do Ói Nóis Aqui Traveiz em Canoas - Gratuita!!!

Todas as quartas feiras - na antiga Estação Férrea de Canoas - acontece a Oficina Popular de Teatro, do Projeto “Teatro Como Instrumento de Discussão Social”. A oficina é uma realização da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, com orientação da atuadora Paula Carvalho. Gratuita e aberta a qualquer interessado a partir dos 15 anos.



                                                                                                                                                                                                                                              A oficina que trabalha com improvisação, expressão corporal, interpretação e jogos dramáticos, também prevê a elaboração de exercícios cênicos. Fazendo parte do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social a oficina segue os fundamentos principais da Escola Popular de Teatro da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e tem como objetivo fomentar a organização de grupos culturais nos bairros.





A oficina também pretende abrir espaço para sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como veículo de formação, informação e transformação social. Entendendo a cultura como agente formador de mentalidades com conseqüente influência direta na condução dos rumos da sociedade, e a atividade teatral como a mais objetiva das manifestações artísticas na reflexão do homem sobre si e sua realidade social.



A oficina tem parceria com o grupo  teatral Pode ter Inço no Jardim da cidade de Canoas!



Local: Antiga Estação Férrea
de Canoas (centro)

Dia: todas as quartas feiras
Horário: das 19h às 22h
Oficineira: Paula Carvalho
Informações: 3286 57 20 ou 9396 11 40





As inscrições podem ser feitas no local, na própria quarta feira.

“A Arte em todas as suas modalidades tem por função básica a estruturação e o desenvolvimento da sensibilidade e do pensamento dos seres humanos. O Teatro tem por objeto a análise crítica e a exposição das relações inter-humanas, o que faz dele um dos mais poderosos aliados na luta permanente em favor da construção da cidadania.”


Oficina Popular de Teatro de Canoas


A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve desde dezembro de 2011, uma oficina teatral na Antiga Estação Férrea de Canoas. Espaço este, que permanece aberto há mais de 20 anos para atividades culturais, devido à resistência de diversos artistas para preservá-la. Á convite do grupo “Pode ter inço no Jardim”, a Tribo se soma aos artistas de Canoas na luta pela preservação da Estação Cultural.
A oficina que acontece no centro reúne pessoas oriundas de diversos bairros, e ao longo desses anos desenvolveu diversas ações artísticas na cidade e realizou os exercícios cênicos “Bate Asas Bate” e “Os Sinos da Candelária”.

*Fotos de Lala Gheller, Luana Rocha e Paula Carvalho - Exercícios Cênicos realizados pela oficina.