domingo, 27 de novembro de 2016

Os Sinos tocaram em Montenegro!

Na última quarta feira, 23 de novembro, a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz da cidade de Canoas, apresentou o exercício cênico "Os Sinos da Candelária" no Teatro Terezinha Petry Cardona na Fundarte UERGS em Montenegro.
Com o teatro lotado, após a apresentação tivemos um bate papo sobre Teatro e Resistência e sobre o fazer teatral através da ação Teatro como Instrumento de Discussão Social, um dos projetos mais antigos e significativos dentro da vertente pedagógica da Tribo.

Confira abaixo as fotos:




















Fotos Marina Machado

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Os Sinos da Candelária na UERGS!!!

Nesta quarta feira, 23 de novembro, às 20h, a Oficina Popular de Teatro de Canoas, da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz irá apresentar o Exercício Cênico "Os Sinos da Candelária", no Teatro Terezinha Petry Cardona na Fundarte UERGS em Montenegro. ENTRADA FRANCA!

Em 23 de julho de 1993 o Rio de Janeiro foi sacudido por um crime covarde, onde crianças foram assassinadas enquanto dormiam em frente à Igreja da Candelária. Na próxima quarta feira, data que marca os 21 anos deste massacre, a Oficina Popular de Teatro, do projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará apresentando o exercício cênico “Os Sinos da Candelária”. A montagem aborda uma das questões mais agudas da exclusão social no Brasil – o menor abandonado, e através de cenas do cotidiano retrata os meninos e meninos de rua nos dias que antecedem a chacina. 



“Os Sinos da Candelária”

Os Sinos da Candelária é um exercício cênico da Oficina Popular de Teatro, que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz ministra na cidade de Canoas. Esta oficina faz parte do projeto “Teatro com Instrumento de Discussão Social”.

O projeto “Teatro com Instrumento de Discussão Social” é desenvolvido através de oficinas de teatro realizadas pelos atuadores da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em diversos bairros da cidade de Porto Alegre e no centro de Canoas. As oficinas pretendem abrir espaço para sensibilização e experiência do fazer teatral, apostando no teatro como instrumento de indagação e conhecimento de si mesmo e do mundo, assim como veículo de formação, informação e transformação social. Entendendo a cultura como agente formador de mentalidades com conseqüente influência direta na condução dos rumos da sociedade, e a atividade teatral como a mais objetiva das manifestações artísticas na reflexão do homem sobre si e sua realidade social.


Sobre a peça:

Em 1993 o Rio de Janeiro foi sacudido por um crime covarde, onde crianças foram assassinadas enquanto dormiam em frente à Igreja da Candelária. Este fato originou a peça “Os Sinos da Candelária” da escritora e compositora Aurea Charpinel. E é sobre este texto teatral que a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na cidade de Canoas vem desenvolvendo o seu trabalho no ano de 2013/2014, abordando uma das questões mais agudas da exclusão social no Brasil – o menor abandonado. 


Adaptação livre do texto de Aurea Charpinel a peça traz para cena esses meninos e meninas de rua no seu cotidiano, personagens reais trazendo no corpo e na alma a marca da violência. Através de cenas do cotidiano – nas ruas e nas instituições do governo - a peça conta a história de um grupo de crianças e adolescentes nos dias que antecederam o Massacre da Candelária, culminando na cena de violência extrema que consternou o mundo “civilizado” e encheu de vergonha e tristeza os muitos brasileiros que não compactuam com este tipo de bestialidade.

Este trabalho é orientado pela atuadora Paula Carvalho da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. A Oficina tem parceria com o grupo “Pode ter Inço no Jardim” da cidade de Canoas.

Sonoplastia: Pascal Berten

Fotos Eugênio Barboza

Com: Com: Duda Máximo, Lucas Gheller, Sirlandia Gheller, Thaynan Kraetzig, Janete Costa, Raquel Amsberg, Giovane Nunes, Júlio César Santos, Sara Oliveira, Yasmin Oliveira, Maria Senilda Oliveira, Jana Farias, Djean Bueno, Bárbara Hoch, Gabriel Botelho, Roberta Carolina e Márcio Pereira.


Ói Nóis na ABRACE!


A atuadora Marta Haas participou do IX Congresso da ABRACE - Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas / Poéticas e estéticas descoloniais: artes cênicas em campo expandido, que aconteceu na Universidade Federal de Uberlândia (MG), de 11 a 15/11/2016.

Ela apresentou a comunicação intitulada “Resistência à colonialidade nas práticas artísticas e pedagógicas dos grupos Yuyachkani e Ói Nóis Aqui Traveiz” no GT de Etnocenologia. Marta Haas, além de atuadora do Ói Nóis, é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS, com orientação do Prof. Dr. Gilberto Icle.

A comunicação discute o modo como a prática artística e pedagógica do Grupo Cultural Yuyachkani (Peru) e da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Brasil) resiste à colonialidade dos saberes e das relações de poder. Demonstra-se como essa resistência à colonialidade participa na constituição de sujeitos e subjetividades, uma vez que produz saberes que ensinam modos de ser e estar na cultura e na época em que se vive. Evoca-se a independência e a potência do local e do emergente frente aos imperativos universalizantes e hierárquicos. Problematiza-se o trabalho desses grupos latino-americanos a partir da descentralização e da democratização dos saberes, contrapondo-se ao poder hegemônico e produzindo subjetividades autônomas.

ABRACE

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sobre intensidades...

Intercâmbio Ói Nóis Aqui Traveiz e Obragem de Teatro!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz se sente imensamente grata e feliz por este potente encontro com o grupo curitibano Obragem de Teatro, que esteve durante toda esta semana emanando energias e intensidades na nossa casa, a Terreira da Tribo! 

Vida longa aos encontros e ao teatro de grupo!
Evoé!

Confira abaixo as fotos da desmontagem "Evocando os Mortos Poéticas da Experiência" e do espetáculo "Essencial":




















quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Grupo Obragem de Teatro (Curitiba) apresenta na Terreira da Tribo!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz recebe na sua sede o grupo Obragem de Teatro, de Curitiba. O grupo irá apresentar nos dias 15, 16 e 17 de novembro, às 20h na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) o espetáculo "Essencial" com entrada franca.

Abrindo os trabalhos, no dia 14 de novembro a atuadora Tânia Farias apresenta a desmontagem "Evocando os Mortos Poéticas da Experiência", também na Terreira da Tribo.

A distribuição de senhas será 30 minutos antes das apresentações.

ESSENCIAL é uma peça de teatro, com fortes características performáticas, que provoca uma transformação no modo de perceber a Vida e o Teatro. Com a ideia de movimento e de contato, os participantes ampliam suas visões sobre o Tempo; sobre as suas experiências de vida e sobre a potência que a memória exerce sobre o nosso presente. O contato com as histórias de outro ser humano; com as emergências individuais e com os modos dinâmicos de criação artística, promovem um espaço propício, para uma percepção surpreendente sobre o humano. 


A peça propõe o questionamento sobre o que é essencial para a manutenção da vida humana e para que o Teatro, como fenômeno, aconteça. A dramaturgia da peça foi construída a partir da reflexão sobre o que é realmente necessário para a vida humana e para a experiência de olhar para si mesmo e para o outro, como princípios de reencontrar as qualidades essencialmente humanas.  O Grupo Obragem enfatiza o trabalho do ator e a sua relação com a plateia. Artistas e público PARTICIPAM, juntos, de uma experiência capaz de gerar ACONTECIMENTOS no espaço.



GRUPO OBRAGEM DE TEATRO

O Grupo Obragem de Teatro foi criado pelos artistas Eduardo Giacomini e Olga Nenevê.  É caracterizado por seu perfil investigativo e pela construção de uma linguagem particular de expressão artística, para adultos e crianças. Desde a sua formação, em 2002, em Curitiba, o grupo trabalha de forma contínua em ações integradas de criação; intercâmbios artísticos e formação de plateia. O Grupo Obragem acredita na ARTE como meio de transformação dos modos sedimentados de agir, pensar e participar da sociedade.
Com 14 anos de existência e trabalho contínuo, o Grupo Obragem já encenou 16 peças para adultos e 05 para crianças. Apresentou seus trabalhos em várias cidades do Brasil e em Lisboa – Portugal. Participou de importantes eventos culturais (SESI SP e PR/SESC PR/Caixa Cultural) e festivais internacionais do Brasil, como o FIT Rio Preto e o FILO. 


Grupo Obragem de Teatro
Alameda Júlia da Costa, 204 – São Francisco – Curitiba – PR
Cep: 80.410-070 - Fone: (41) 3077.0293 e (41) 8414.0292
www.grupoobragemdeteatro.com.br
FACEBOOK/Obragem

Desmontagem Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.

Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.

Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011 a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. A ativação da memória corporal, fazendo surgir e desaparecer as personagens.
Realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

Foto: Rafael Saes