segunda-feira, 24 de julho de 2017

Roteiro de agosto da Tribo!

O espetáculo “Caliban - A Tempestade de Augusto Boal” que está percorrendo o país através do circuito Palco Giratório, neste mês de agosto irá passar por São Paulo, Curitiba, Aracaju e Florianópolis. 

Além das apresentações estaremos realizando oficinas, intercâmbios, palestras e mostra de repertório.  
Para a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz é uma grata alegria ser o grupo homenageado do 20º circuito Palco Giratório em vésperas de completar 40 anos de atuação. Evoé!

Foto: Pedro Isaias Lucas

Confira a nossa programação em São Paulo e Curitiba:

SÃO PAULO:
- 2 e 3 de agosto, 20h, SESC Campo Limpo: “Caliban - A Tempestade de Augusto Boal”  

- 3 de agosto, 15h, SESC Campo Limpo: Pensamento Giratório com a palestra “A Censura no Teatro Brasileiro”

- 4 de agosto, das 18 às 22h, SESC Campo Limpo: Workshop Vivência com a Tribo.

CURITIBA:
- 10 de agosto, 20h, Teatro SESC da Esquina: “Desmontagem Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência”

- 11 de agosto, 15h, Praça Osório - Boca Maldita: “Caliban - A Tempestade de Augusto Boal”

Em breve nosso roteiro detalhado em Aracaju e Florianópolis.

“Caliban - A Tempestade de Augusto Boal”

Para dar continuidade à pesquisa de teatro de rua, o Ói Nóis escolheu a versão de Augusto Boal de A Tempestade. Ele apropria-se da peça de Shakespeare e do pensamento do cubano Retamar para questionar a exploração da América do Sul pelo colonialismo europeu e para discutir a postura neocolonialista dos Estados Unidos.
A figura de Caliban em A Tempestade, de Boal, ratifica a fundação mais firme de uma representação voltada para as margens. Falar em Caliban como símbolo de nossa identidade e do teatro latino-americano, nos leva a explorar novas sendas, novas categorias e a possibilidade de pensar e fazer teatro de outro modo. Implica em tornar visíveis as inumeráveis contradições e complexidades que configuram as sociedades contemporâneas marcadas pela ferida colonial.
Para o Ói Nóis Aqui Traveiz, encenar “A Tempestade de Augusto Boal” é gerar outros discursos, histórias e narrativas, produzir e reconhecer outros lugares de enunciação. Caliba é a reivindicação da legitimidade do “diferente”.

O espetáculo foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz/2015 e faz parte do Projeto Caliban – Apontamentos sobre O Teatro de Nuestra América, selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural, na edição 2015-2016


“Evocando os mortos – Poéticas da experiência”

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho da atriz na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação.

Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência, espetáculo de repertório da Cia., é criação da Atuadora Tânia Farias a partir de quatro personagens de espetáculos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Concepção e atuação: Tânia Farias Produção:Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz Operação de luz: Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

“A Censura no Teatro Brasileiro”

A palestra aborda um dos piores momentos da história do teatro brasileiro, devido à repressão e à censura exercidas pelo regime autoritário. No período da ditadura, a partir de 1964, o teatro sofreu grandes perseguições. Em especial dois grupos, o Oficina, em torno de seu diretor José Celso Martinez Corrêa, e o Arena, em torno de Augusto Boal, que se dedicaram a criar uma dramaturgia brasileira e uma nova formação do ator. Extremamente engajados, e invocando o teórico e dramaturgo alemão Bertolt Brecht como nome tutelar, marcariam a história do teatro no país. Essa situação só piorou após a promulgação do Ato Institucional Nº 5 (AI-5) em 1968, que deflagrou o terror de Estado e exterminou aquilo que fora o mais importante ensaio de socialização da cultura jamais havido no país.

“Vivência com a Tribo”
O workshop Vivência com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz consiste em um encontro coordenado pelos atuadores do grupo, que investiga o movimento e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço teatral. 
A ênfase é colocada na corporalidade do ator (como forma de perceber o próprio corpo) e na contracenação (para perceber o outro). A vivência vai intensificar a dinâmica teatral do corpo, através de exercícios de desinibição, sensibilização, musicalidade, expressividade e coordenação rítmica, aliados a jogos de inter-relacionamento dramático.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Chegou a vez de Brasília conhecer a história de "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal"

Primeiramente FORA TEMER!!!! DIRETAS  JÁ!!!

Nos dias 20 e 21 de julho a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará desembarcando em Brasília para mais apresentações do espetáculo "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal" que segue percorrendo o país através do 20º Palco Giratório.

As apresentações serão nos dias 20 e 21.07, às 12h30 na Praça Central do Setor Comercial Sul – Praça do BRB.

Foto: Antônio Garcia Couto

Quando a gente se depara com o teatro de rua do Ói Nóis Aqui Traveiz experimentamos tantas sensações que ao final da peça estamos completos. São cheiros, cores, sons, cenografias, adereços, maquiagens e figurinos únicos, que só eles sabem fazer. Os personagens entram e saem de cena em plena rua como se estivéssemos dentro de um teatro com coxia, cortinas e camarins, tamanha intimidade que o grupo tem com esse tipo de teatro. Numa cena estão todos lá, atuando e, do nada, surgem eles com outro figurino, outra cor, outro cheiro, outra estética. Em Caliban - A Tempestade de Augusto Boal, o grupo encena a onda conservadora que nos assola, onde estão claros os retrocessos dos direitos sociais e a resistência possível do povo. Nessa história com início, meio e fim, estão os elementos que marcam a trajetória de 39 anos desse grupo singular.

Seu estilo está muito presente no novo espetáculo, embora seja totalmente diferente dos demais. 

A montagem, não por acaso, está hiperconectada com nossa realidade atual: se vale da versão de Augusto Boal, escrita no exílio na Argentina em 1974,  de "A Tempestade" de Shakespeare, para abordar os acontecimentos da América de hoje e seus colonizadores habituais. Sob a ótica do oprimido "Caliban" vemos as alegorias do poder, as tramas, as traições e o povo, como sempre, sofrendo as consequências da ganância do imperialismo. Tudo contado com máscaras, bonecos, pernas de pau, dança, música e atuações impecáveis. E já que "somos todos Caliban", fica a dica: não percam este espetáculo, pois ali na rua, durante a encenação do Ói Nóis, está exposta nossa alma latino-americana.

Bebê Baumgarten
(texto postado originalmente no site CENICAS)


Impulsionada pela ideia de que “somos todos Caliban”, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz propõe nesta encenação analisar criticamente a “tempestade” conservadora que sofre atualmente a América Latina, e, especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil. A encenação é criada a partir do texto “A Tempestade” de Boal, escrita pelo autor no exílio em 1974, período em que os movimentos sociais latino-americanos sofriam uma grande derrota frente ao imperialismo estadunidense e eram terrivelmente reprimidos pelas ditaduras civil-militares. A Tribo, sem trair a sua vocação artística, quer com o seu teatro de rua instaurar a alegria e a indignação nos seus mi

segunda-feira, 17 de julho de 2017

SELECIONADOS PARA A OFICINA DE TEATRO DE RUA – ARTE E POLÍTICA


1. Antônio Augusto Costa Lima
2. Christian Silva dos Santos
3. Cíntia Florence Nunes
4. Cristiano Batista Machado
5. Dijean Wilian Bueno da Costa
6. Elisa dos Santos
7. Fabrício Cuña Miranda
8. Fernanda da Fontoura Gil
9. Fernanda Hari
10. Humberto Böck Fagundes
11. Isabella Paiva
12. Jean Lucas Magnus Rodrigues
13. Jules Renan Dutra Bemfica
14. Júlia do Nascimento Marchant
15. Kenny Souza Varela
16. Luan Lourenço Hoffmann
17. Márcio Fransen Pereira
18. Nathália Dias Maciel
19. Natalie de Queiroz Macedo
20. Nílton Luiz Feijó Silva
21. Pedro Rafael Cardoso dos Santos
22. Rafael Torres Fernandes
23. Renata Martins Fialho
24. Sophia Cardozo
25. Tiana Godinho de Azevedo

SUPLENTES*:
1. Marina Silva Alves
2. Daniel Cardoso dos Santos
3. Gabriel Ramos Campão
4. Milena Louschner Lopes


Os selecionados devem estar presentes no dia 24.07.2017 (ínicio das aulas) no horário das 19 horas, sem atraso, para a confirmação da vaga. Trazer roupa confortável para exercícios práticos.)
*No caso de não confirmação da vaga pelo selecionado no dia 24.07.2017 será chamado o suplente pela ordem.


domingo, 16 de julho de 2017

Evoé!

Saudações Mestre!
Vida longa
Estamos juntos! Seguimos!
Com amor
A Tribo🌾


quinta-feira, 13 de julho de 2017

A Terreira da Tribo segue aberta há 33 anos em Porto Alegre!

O espaço “Terreira da Tribo”, sede do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, Centro de Experimentação e Pesquisa Cênica e Escola de Teatro Popular está completando neste  14 de julho, 33 anos de existência.

Um salve a este espaço que acolhe os nossos corpos, serve de embrião para os nossos sonhos e mesmo com tantas dificuldades, segue com suas portas abertas há mais de três décadas, realizando a sua arte pública, na luta constante pela democratização do acesso a arte.
Seguimos.  Em movimento, sempre!

Evoé!



"Todas todas todas
Utopias Possíveis
Tudo o que se imaginar
Que quebre este sistema
Que faça mais jorrar do que pingar"!

Chegou a vez de Brasília conhecer a história de "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal"


Primeiramente FORA TEMER!!!! DIRETAS  JÁ!!!

Nos dias 20 e 21 de julho a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará desembarcando em Brasília para mais apresentações do espetáculo "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal" que segue percorrendo o país através do 20º Palco Giratório.

As apresentações serão nos dias 20 e 21.07, às 12h30 na Praça Central do Setor Comercial Sul – Praça do BRB.

Foto: Antônio Garcia Couto

Quando a gente se depara com o teatro de rua do Ói Nóis Aqui Traveiz experimentamos tantas sensações que ao final da peça estamos completos. São cheiros, cores, sons, cenografias, adereços, maquiagens e figurinos únicos, que só eles sabem fazer. Os personagens entram e saem de cena em plena rua como se estivéssemos dentro de um teatro com coxia, cortinas e camarins, tamanha intimidade que o grupo tem com esse tipo de teatro. Numa cena estão todos lá, atuando e, do nada, surgem eles com outro figurino, outra cor, outro cheiro, outra estética. Em Caliban - A Tempestade de Augusto Boal, o grupo encena a onda conservadora que nos assola, onde estão claros os retrocessos dos direitos sociais e a resistência possível do povo. Nessa história com início, meio e fim, estão os elementos que marcam a trajetória de 39 anos desse grupo singular.

Seu estilo está muito presente no novo espetáculo, embora seja totalmente diferente dos demais. 

A montagem, não por acaso, está hiperconectada com nossa realidade atual: se vale da versão de Augusto Boal, escrita no exílio na Argentina em 1974,  de "A Tempestade" de Shakespeare, para abordar os acontecimentos da América de hoje e seus colonizadores habituais. Sob a ótica do oprimido "Caliban" vemos as alegorias do poder, as tramas, as traições e o povo, como sempre, sofrendo as consequências da ganância do imperialismo. Tudo contado com máscaras, bonecos, pernas de pau, dança, música e atuações impecáveis. E já que "somos todos Caliban", fica a dica: não percam este espetáculo, pois ali na rua, durante a encenação do Ói Nóis, está exposta nossa alma latino-americana.

Bebê Baumgarten
(texto postado originalmente no site CENICAS)


Impulsionada pela ideia de que “somos todos Caliban”, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz propõe nesta encenação analisar criticamente a “tempestade” conservadora que sofre atualmente a América Latina, e, especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil. A encenação é criada a partir do texto “A Tempestade” de Boal, escrita pelo autor no exílio em 1974, período em que os movimentos sociais latino-americanos sofriam uma grande derrota frente ao imperialismo estadunidense e eram terrivelmente reprimidos pelas ditaduras civil-militares. A Tribo, sem trair a sua vocação artística, quer com o seu teatro de rua instaurar a alegria e a indignação nos seus milhares de espectadores.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O espetáculo “Caliban - A Tempestade de Augusto Boal” abre o Festival Palco Giratório em Porto Velho/RO.

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz que neste ano está sendo o grupo homenageado do 20º Festival Palco Giratório, percorrendo diversos cidades do país com apresentações, palestras e oficinas, nos dias 8 e 9 de julho estará realizando a abertura do Festival em Porto Velho com apresentação do espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal”.

O grupo também fará a abertura da Mostra Ji-Paraná no dia 11 de julho e participará do PENSAMENTO GIRATÓRIO.



Agenda em Rondonia:
Porto Velho:
Espetáculo Caliban – A Tempestade de Augusto Boal
Dias 8 e 9 de julho
Local: Praça Aluísio Ferreira (Av. Farquar)
Hora: 17h

Pensamento Giratório com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz 
Dia 10
Local: Unir Centro
Hora: 9h

Ji-Paraná:
Espetáculo Caliban – A Tempestade de Augusto Boal
Dia 11 de julho
Local: Praça Dominguinhos
Hora: 17h

A TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ escolheu a versão de Augusto Boal de A Tempestade. Ele apropria-se da peça de Shakespeare e do pensamento do cubano Retamar para questionar a exploração da América do Sul pelo colonialismo europeu e para discutir a postura neocolonialista dos Estados Unidos.

A figura de Caliban em A Tempestade, de Boal, ratifica a fundação mais firme de uma representação voltada para as margens. Falar em Caliban como símbolo de nossa identidade e do teatro latino-americano, nos leva a explorar novas sendas, novas categorias e a possibilidade de pensar e fazer teatro de outro modo. Implica em tornar visíveis as inumeráveis contradições e complexidades que configuram as sociedades contemporâneas marcadas pela ferida colonial.

Para o Ói Nóis Aqui Traveiz, encenar “A Tempestade de Augusto Boal” é gerar outros discursos, histórias e narrativas, produzir e reconhecer outros lugares de enunciação. Caliban é a reivindicação da legitimidade do “diferente”.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

A “Oficina de Teatro de Rua - Arte e Política” está com inscrições abertas na Terreira da Tribo - Gratuita!!!

ATENÇÃO!
ÚLTIMOS DIAS PARA INSCRIÇÃO!!!

Uma das oficinas mais procuradas do projeto pedagógico da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz está com inscrições abertas, somente até quinta feira (6.07). As aulas da Oficina de Teatro de Rua - Arte e Política serão ministradas na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) e será desenvolvida de 24 de julho a 29 de dezembro de 2017, segundas, terças, quintas e sextas-feiras, das 19 às 22 horas.

O resultado da seleção será divulgado a partir das 14 horas do dia 17 de julho de 2017.
Inscrições de 26 de junho a 6 de julho de 2017
de segundas a sextas-feiras, das 19 às 22 horas
na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont 1186)

Fone 30281358
terreira.oinois@gmail.com
www.oinoisaquitraveiz.com.br
Gratuita e aberta a todos interessados a partir dos 18 anos!





ESCOLA DE TEATRO POPULAR DA TERREIRA DA TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ

OFICINA DE TEATRO DE RUA

Arte e Política

A Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política da Tribo de Atuadores Òi Nóis Aqui Traveiz abordará os princípios básicos do teatro político e popular com a perspectiva que a rua seja palco de um teatro que se assuma como um constante repensar da sociedade, motivando uma releitura da vida cotidiana. Investigará o movimento, o gesto e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço urbano, proporcionando experimentação de linguagens para o desenvolvimento de personagens, situações, fábulas. Trabalhará elementos e recursos plásticos e musicais que auxiliam a criação poética da cena na rua.

TERREIRA DA TRIBO

A Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz acredita na importância da função social do artista, e pretende que essa formação favoreça a emergência do artista competente não apenas no seu ofício, mas também preocupado com a sua atuação como cidadão.

A Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo dentro da sua proposta de trabalho realiza anualmente seminários, ciclos de debates e oficinas de iniciação teatral, pesquisa de linguagem e treinamento do ator.