A arte de transformar a realidade em poesia | Sebastião Milaré

No barco, sobre as Águas do Guaíba, afastando da Ilha do presídio e vendo as luzes de Porto Alegre às margens, tive a sensação de ver o passo derradeiro de um ritual sagrado. O que vivenciei na Ilha do presídio, ou Ilha das Pedras Brancas, tinha natureza própria ao ato litúrgico, mas era ato teatral. Teatro na acepção da arte que atualiza símbolos no Imaginário do espectador. E liturgia.

Não há contradição, pois no ato litúrgico o oficiante atualiza símbolos no imaginário dos fiéis. E foi isso que vivenciei naquela noite, caminhando pelas ribanceiras escuras, cheias de buracos e pedras, atrás de imagens que conduziam a inesperados ambientes, como as ruínas do antigo presídio ou a uma espécie de jardim de estátuas. Atores e atrizes surgiam da vegetação ou das trevas como gnomos. Ou sacerdotes de mítica seita, em celebração.




E o ritual, animado por cenas evocativas, assumidamente poéticas em atrito com as outras mais definidas e realistas, só terminaria no momento em que o barco apo…

Matéria sobre os 35 Anos da Tribo!


Confira a reportagem de Samantha Klein no Jornal da UFRGS do mês de maio, que conta um pouco sobre os 35 anos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. O texto completo pode ser acessado através da edição online do jornal. Confira abaixo.

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Neste álbum abaixo, as imagens permitem vislumbrar um pouco da ousadia e originalidade do Ói Nóis em uma apresentação comemorativa ao 35º aniversário, no parque da Redenção, em frente ao Monumento ao Expedicionário. Fonte: JU (Fotos: Flávio Dutra/JU)

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