"Eu, Pessoa e os Outros Eus" Teatro com Entrada Franca Na Terreira da Tribo

"Eu, Pessoa e os Outros Eus" monólogo sobre a vida e obra do poeta português Fernando Pessoa, com o ator Jairo Klein, será encenado nos dias 18 e 19 de novembro, às 20 horas, com entrada franca, na Terreira da Tribo(rua Santos Dumont, 1186). As apresentações fazem parte da campanha TERREIRA DA TRIBO EU APOIO!



                 "Eu, Pessoa e os Outros Eus" é um espetáculo que dá vida e voz à obra literária de Fernando Pessoa, poeta português, e aos seus heterônimos mais conhecidos: Alberto Caeiro (Seu mestre e poeta da natureza; Ricardo Reis (das Odes, clássico, pagão, existencialista radical) e  Álvaro de Campos  (o poeta das sensações). O ator Jairo Klein traz uma dramaturgia visceral na interpretação desse personagem, o qual surgiu após uma pesquisa e performance ao longo de mais de vinte anos. No espetáculo solo vê-se a passagem nítida e múltipla por cada um dos heterônimos mais conhecidos de Fernando Pessoa num jogo dinâmico e vibrante de um perso…

A Oficina de Teatro Livre está de volta! Aberta e gratuita

A partir deste sábado o Ói Nóis Aqui Traveiz retoma as Oficinas de Teatro Livre na Terreira da Tribo.
A Oficina de tem a proposta de iniciação teatral a partir de jogos dramáticos, expressão corporal e improvisações. Visa estimular o interesse pelo teatro e a busca da descolonização corporal do artista/cidadão.
A oficina é aberta e gratuita a todos os interessados a partir dos 15 anos.

Local: Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186)
Dia: Todos os sábados
Horário: das 14h às 17h
Oficineira: Marta Haas

Informações: 3286 57 20 ou 989 31319

Foto: Cláudio Etges

A partir da experiência desenvolvida há mais de vinte e cinco anos com Oficinas Populares de Teatro, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, acredita na importância da função social do artista, e pretende que essa formação favoreça a emergência do artista competente não apenas no desempenho de seu ofício, mas também preocupado com o seu desempenho como cidadão.

...Então, que estes jovens que escolheram o teatro provem a cada dia a necessidade de sua escolha, também através desse programa inconseqüente. Que se deparem com um ofício que impõe exigências tão inumanas que somente alguns resistem: aqueles animados por uma necessidade irredutível; aqueles que não se contentam com soluções superficiais; as bestas de trabalho que aniquilam a inércia que se satisfaz com resultados superficiais. São aqueles que com seu próprio eu, com seu corpo e sua alma, chegam ao julgamento final sobre eles mesmos como representantes de uma sociedade que continua anunciando: ‘amarás a teu próximo’. E que cheguem a isso sem caos, sem exageros, sem transbordamentos emocionais, porém com lucidez e sangue-frio. Não se trata de ser missionário ou artista original, trata-se de ser realista. Nosso ofício é a possibilidade de mudar a nós mesmos e desse modo mudar a sociedade. Não é preciso perguntar-se: o que significa o teatro para o povo? Esta é uma pergunta demagógica e estéril. É preciso perguntar-se: o que significa o teatro para mim? A resposta, transformada em ação, sem compromissos nem precauções, será a revolução no teatro.”


(Eugenio Barba)