MEDEIA: DO MITO ATÉ MEDEIA VOZES | Jorge Arias

Fotos de Pedro Isaías Lucas Medeia é um dos grandes enigmas da literatura ou, talvez, da história. O primeiro enigma é se existiu uma Medeia, real e histórica, uma mulher de carne e ossos, sobre a qual foi construído um mito, uma lenda, como aconteceu com os heróis lendários de Troia, que realizaram grandes, difíceis e impossíveis façanhas, mas tiveram como base alguma realidade, de alguma forma existiram. Alguns aspectos negam o caráter puramente mítico da história: a viagem dos argonautas até a Cólquida na margem oriental do Mar Negro, em busca do velocino de ouro, está de acordo com as expedições comerciais dos gregos; as intrigas do palácio, como o exílio de Medeia em Corinto, têm uma cor de verdade; e, acima de tudo, a apaixonada controvérsia sobre se ela matou ou não seus filhos. Não se discute ou, ao menos, não é comum discutir o que faz ou não faz uma personagem de ficção.     O segundo enigma é o caráter dela. Medeia é neta de Hélio, sacerdotisa de Hécate, feiticeira, brux

"É preciso abrir uma clareira no bosque"

Há exatos 102 anos atrás, nascia na Bahia o homem que iria se tornar o "Inimigo nº1" da ditadura militar. Filho de um operário, imigrante italiano e de uma negra, filha de escravos africanos trazidos do Sudão, ele trouxe no sangue a força, a coragem e a combatividade dos seus antepassados.

Político, Guerrilheiro e Poeta brasileiro, inspirou e inspira até hoje gerações e gerações de seres apaixonados pela vida, que incansavelmente acreditam na possibilidade de um mundo melhor, mais justo, mais igualitário.



Evoééé!
CARLOS MARIGHELLA VIVE!

LIBERDADE

Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.
Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.
E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome

Carlos Marighella