MEIERHOLD NA SALA ÁLVARO MOREYRA

Meierhold, o último espetáculo da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, apresenta do dia 18 ao dia 21 de julho na Sala Álvaro Moreyra, no Centro Municipal de Cultura, sempre às 20h com entrada franca. As apresentações fecharão a mostra de repertório do grupo na programação do I Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz – uma imersão poética na estética do grupo através de oficinas, espetáculos, filmes e seminários.

A encenação de “Meierhold” que estreou no final de 2018 na Terreira da Tribo, com o prêmio açorianos 2018 de melhor ator para Paulo Flores, parte da livre adaptação da peça da chamada dramaturgia de "micropolítica de resistência” do argentino Eduardo Pavlovsky “Variaciones Meyerhold” (2005). “Meierhold” mostra o encenador russo num tempo fora da realidade, póstumo, como um espectro que reflete sobre o seu discurso artístico e os relaciona com momentos dramáticos de sua trajetória pessoal, sujeito ao cárcere, tortura e humilhações até o seu br…

Performance Onde? Ação nº2 no "Dopinha"


No próximo dia 18 de dezembro o Comitê Carlos de Ré da Verdade e da Justiça do Rio Grande do Sul promoverá um ato público no "Dopinha" (rua Santo Antônio, nº 600).
Na década de 60 esta casa funcionou como um centro clandestino de tortura e desaparecimento de pessoas contrárias à ditadura cívico militar.

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz participa deste ato realizando a performance "Onde? Ação nº2" que trata deste nosso passado recente. A apresentação será às 16h30.

Esse ato objetiva chamar a atenção da população e pressionar os governos estadual, federal e municipal para a criação, ali, do Sítio de Memória Ico Lisboa, um memorial da luta de resistência e reparação dos crimes contra a humanidade.

Foto: Cláudio Etges

Performance “Onde? Ação nº2”

A performance “Onde? Ação nº2” de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. 

Participam da performance: Tânia Farias, Marta Haas, Paula Carvalho, Sandra Steil, Leticia Virtuoso, Leila Carvalho, Mayura de Matos, Paola Mallmann, Keter Velho, Luana da Rocha, Paulo Flores, Clélio Cardoso, Eugênio Barbosa, Roberto Corbo, Jorge Gil e Geison Burgedurf.



O homem deve ser livre...
O amor é que não se detém ante
Nenhum obstáculo, e pode mesmo
existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que
houver de mais livre em todas as
gamas do sentimento humano.

É preciso não ter medo,
É preciso ter a coragem de dizer.

Carlos Marighella