CAMINHO PARA UM TEATRO POPULAR

Domingo, dia 8 de março, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz inicia o Projeto Caminho Para Um Teatro Popular, com a encenação do espetáculo de Teatro de Rua “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” no bairro da Restinga. A apresentação será às 17 horas na Praça em frente ao Condomínio Belise (próximo da rua Dr. João Dentice). O Projeto foi contemplado com o Prêmio Culturas Populares 2019 – Edição Teixeirinha, do Ministério da Cidadania do Governo Federal.




O Projeto Caminho Para Um Teatro Popular, criado pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em 1988, é um circuito regular de apresentações em praças, bairros e vilas populares de Porto Alegre. Esta ação tem como principal objetivo democratizar o espaço da arte, oportunizando vivências e reflexões para um público sem acesso aos meios culturais hegemônicos.O projeto, nesta etapa, prevê a circulação da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz com seu mais novo espetáculo de teatro de rua Caliban - A Tempestade de Augusto Boal em …

Lembrar é resistir!

Performance “Onde? Ação nº2” - No ano em que completamos 50 anos de um Golpe Militar!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz apresenta no próximo domingo, dia 9 de março, às 15h no Parque da Redenção a Performance “Onde? Ação nº2”. Esta apresentação faz parte do ciclo de apresentações que a Tribo realizará este ano com o tema “Lembrar é resistir – Teatro e Memória nos 50 anos do Golpe Militar”. Para que nunca se esqueça, para que não se repita!

Foto: Pedro Isaias Lucas

A performance “Onde? Ação nº2” de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a
investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis. 

Participam da performance: Tânia Farias, Marta Haas, Paula Carvalho, Sandra Steil, Mayura de Matos, Leticia Virtuoso, Paola Mallmann, Luana Rocha, Ketter Velho, Paulo Flores, Eugênio Barbosa, Pascal Berten, Roberto Corbo, Alex Pantera, Geison Burgedurf, Clélio Cardoso e Jorge Gil.

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

Com propósitos irreverentes a Tribo estreou o seu primeiro espetáculo em 31 de março de 1978, data em que os militares comemoravam o golpe de 1964. Nestes 35 anos o Ói Nóis Aqui Traveiz vem instigando o público porto-alegrense com o seu teatro marcado pela ousadia e liberdade criativa. Os atuadores têm uma técnica própria, desenvolvida desde seu início e que passa por diferentes fases, fundamentada no uso da improvisação e da cena como processo, da criação coletiva e da corporalidade no trabalho do ator. As suas três principais vertentes são: o teatro de rua, nascido das manifestações políticas - de linguagem popular e intervenção direta no cotidiano da cidade - o teatro de Vivência, no sentido de experiência partilhada, em que o espectador torna-se participante da cena – e o trabalho artístico pedagógico, desenvolvido junto a comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica – a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (rua Santos Dumont 1186), que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população. A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto a novos participantes.