Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política Na Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo

A Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo/Ponto de Cultura abre inscrições para Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política, de 17 a 21 de fevereiro, das 15 às 18 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), gratuita e aberta a todos interessados a partir dos 15 anos. Inscrição presencial mediante carta de intenção e currículo. A Oficina acontecerá de 2 de março a 31 de julho, diariamente de segundas a sextas-feiras, das 14 às 18:30 horas, com aulas práticas e teóricas, somando 550 horas/aula. Mais informações pelo telefone 3028 1358 e pelas redes sociais do Ói Nóis Aqui Traveiz.

      A Oficina de Teatro de Rua – Arte e Políticacom a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveizabordará os princípios básicos do teatro político e popular com a perspectiva de que a rua seja palco de um teatro que se assuma como um constante repensar da sociedade, motivando uma releitura da vida cotidiana. Investigará o movimento, o gesto e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do…

Minha cabeça era uma Marreta na Terreira da Tribo!


Foto: Paula Carvalho

A Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz - Jogos de Aprendizagem apresenta o exercício cênico “Minha Cabeça Era Uma Marreta”, de Richard Foreman, na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186 – São Geraldo). As apresentações serão nos dias 3, 4, 5 e 10, 11 e 12 de abril, sempre às 20h. O trabalho foi realizado pela Oficina Para Formação de Atores da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo no ano de 2013, com coordenação dos atuadores Tânia Farias, Paulo Flores e Clélio Cardoso. A temporada faz parte da programação comemorativa aos 36 anos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz!  Entrada Franca! 


Mais informações pelo fone 3028 13 58 ou 3286 57 20








“Minha Cabeça era uma Marreta”

Foto: Paula Carvalho
Minha Cabeça Era Uma Marreta é uma das mais polêmicas e enigmáticas peças de Richard Foreman, um dos dramaturgos mais controvertidos e badalados dos Estados Unidos. Em cena um professor, um aluno e uma aluna. Onde estão? Numa sala de aula? No santuário do saber? Ou num manicômio? Durante todo tempo o jogo incessante entre quem detém o saber e aqueles que o desejam. Fechados em conceitos, os donos da verdade condicionam a vida. A peça é a indagação do próprio processo do pensamento e dos mecanismos que intervem no pensamento. Nem o olho nem o ouvido do espectador são capazes de encontrar um ponto fixo no qual se concentrarem, bombardeado por uma multiplicidade de eventos visuais e auditivos.  O roteiro é fragmentado, composto de frases curtas, aforísticas, desconectadas. A peça funciona como um poema aberto possibilitando que os espectadores façam suas próprias associações. Seu tratamento formal é produto da reflexão de que a sociedade se expressa com uma linguagem fossilizada que se deve destruir, refletindo aquilo em que se converteu: fórmulas vazias, diálogos que na realidade são trágicos monólogos, perguntas que não exigem respostas, puros automatismos, paradoxos e incoerências. Seu teatro requer novos instrumentos de análises: se faz necessário pensar em termos de energia, tensão, linhas de força e variações de intensidade. Artistas como Foreman operam o fragmento enquanto discurso buscando uma linguagem que estruture a polifonia cênica. A cena de Richard Foreman é emblemática da narrativa caótica, fragmentária, suportada numa textualidade minimal – e plena de marcações, a exemplo de Beckett -, em estruturas invisíveis, constitutivas da linguagem, que estabelecem tensões dialéticas entre a encenação e movimento dos atores. Sobre a recepção, Foreman coloca: ‘o público precisa aprender a ver pequeno, nas entrelinhas, porque fazer isto significa engajar-se no nível quântico da realidade em que as contradições estão ancoradas’.

Elenco: Felipe Fiorenza, Carlos Eduardo de Oliveira Arruda e Rochelle Luiza da Silveira.