DUAS CARTAS PARA MEYERHOLD

  Carta de Henrique Saidel   Fotos de Eugênio Barboza, Lucas Gheller e Pedro Isaias Lucas Porto Alegre, inverno de 2020 Querido Meyerhold, Escrevo esta carta como quem escreve algo de muito importante, como quem escreve algo que lhe causa um tanto de medo e hesitação, como alguém que deseja escrever coisas bonitas, coisas inesquecíveis, inteligentes, coisas revolucionárias, coisas que estejam à altura da tua arte, do teu teatro, da tua vida. Escrevo esta carta depois de ter escrito “Querido Meyerhold”, ali no topo da página, há vários dias e depois de ter ficado vários dias sem escrever mais nada, apenas olhando a página em branco e pensando em todas as coisas bonitas, inesquecíveis, inteligentes e revolucionárias que eu poderia dizer para você e a teu respeito. Escrevo esta carta mais de um ano depois de ter visto (duas vezes) a peça que o Ói Nóis Aqui Traveiz fez com você no título e como personagem, e mais de dezenove ou vinte anos depois de te ler pela primeira v

A Atuadora Tânia Farias participa esta semana do Festival Aldeia do Velho Chico em Petrolina


A atuadora Tânia Farias da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz participa do décimo Festival de Artes do Vale do São Francisco – Aldeia do Velho Chico em Petrolina. A atriz apresenta a desmontagem “Evocando os Mortos Poéticas da Experiência”, lança o mais novo livro do grupo “Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz – Poéticas de Ousadia e Ruptura” e ministra um workshop “Vivência e Laboratório com a Tribo”. 
Foto: Paula Carvalho

Confira a Programação:

Quarta feira - dia 13/08
20h – Desmontagem “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência” por Tânia Farias - Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

Quinta feira - dia 14/08
16h – Sala de Teatro | Lançamento do Livro “Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz – Poéticas de Ousadia e Ruptura”

Sexta e Sábado 15 e 16/08 
09h às 13h – Sala de Dança | Vivência e Laboratório com a tribo

Confira a Programação completa no site:

Aldeia do Velho Chico comemora 10 anos

De 28 de julho a 16 de agosto, o Vale do São Francisco recebe uma programação cultural diversificada, com mais de 100 atividades artísticas e de formação
Comemorando 10 anos de existência, a Aldeia do Velho Chico – Festival de Artes do Vale do São Francisco, realizado pelo Sesc Petrolina, traz uma programação diversificada com mais de 100 atividades artísticas e de formação. De 28 de julho a 16 de agosto, Petrolina, Ilha do Massangano e Lagoa Grande, recebem espetáculos teatrais, música, circo, dança, literatura, cinema, fotografia, gastronomia, artesanato e oficinas.
Idealizado e desenvolvido pelo Sesc, o Aldeia do Velho Chico é considerado o maior acontecimento multicultural do Vale e tem como objetivo a valorização e a descentralização da cultura. São mais de 100 atividades, envolvendo cerca de 900 artistas e com a previsão de atrair um público de cerca de 70 mil pessoas. Durante 20 dias, o Festival movimentará Petrolina e região com uma programação voltada para todas as tribos, contemplando ainda 16 atividades formativas, a exemplo de palestras, bate-papos, oficinas gratuitas de capacitação e oficinas para alunos de escolas públicas.
Segundo o coordenador da Aldeia do Velho Chico, Jailson Lima, além de reencontrar artistas que marcaram as edições anteriores, os 10 anos do Festival também serão vivenciados com muitas novidades, entre elas: o Domingo do Lambedor, o projeto Um escritor na minha escola e a Cena Gastrô, que alia arte e gastronomia em pratos personalizados,
de acordo com espetáculos da programação, no espaço Café de Bule.
A programação é gratuita, exceto os espetáculos no Teatro Dona Amélia, que custam R$ 5 e R$ 10. Informações sobre inscrições e compra de ingressos também poderão ser obtidas pelo telefone (87) 3866-7480 ou (87) 3866-7454.

Histórico | Criado em 2005 na forma de um festival que reunia, pela primeira vez na região, várias linguagens artísticas, o Aldeia surpreendeu, logo no primeiro dia, com o “Abre Alas pro Velho Chico”, um animado cortejo de artistas que invadiu as ruas do centro da cidade. Nos anos seguintes, a Aldeia do Velho Chico continuou inovando e promovendo um intercâmbio e descentralização da cultura.
Nestes 10 anos de atuação, a Aldeia do Velho Chico ofereceu mais de 500 atrações artísticas nas linguagens de teatro, dança, circo, música, artes plásticas, literatura, artesanato e fotografia, além de 300 atividades formativas para artistas, estudantes e para a comunidade. Foram mais de 5 mil artistas e cerca de 400 grupos que passaram pelos palcos dessa Aldeia. Projetos como o Palco Giratório e o Sonora Brasil possibilitaram um intercâmbio entre a cultura local e o que é produzido em outros estados. Mais de 380 mil pessoas acompanharam a programação.