ÚLTIMA SEMANA PARA INSCRIÇÕES no I Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

As inscrições para o I Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz vão até o dia 20 de junho pelo e-mail terreira.oinois@gmail.com com envio de carta de intenção e currículo do proponente. Em sintonia com o teatro independente latino-americano e dos principais grupos europeus, o Ói Nóis Aqui Traveiz realiza o seu I Laboratório Aberto para partilhar – com atores, pesquisadores e estudantes de artes cênicas do Brasil e de outras partes do mundo – a pesquisa e o trabalho continuado realizado pela Tribo nesses quarenta e um anos. Como já é comum em diversos países, Porto Alegre receberá de 30 de junho a 21 de julho artistas interessados em realizar uma imersão na poética da Tribo. Durante três semanas os artistas selecionados vivenciarão a metodologia de criação e treinamento desenvolvida pelo grupo por meio de oficinas, seminários, filmes e espetáculos teatrais. Os seminários, filmes e espetáculos teatrais serão abertos ao público em geral com entrada franca.
O Labo…

de Norte a Sur... Argentina!


LAS MASACRES
Pero entonces la sangre fue escondida 
detrás de las raíces, fue lavada
y negada (fue tan lejos), la lluvia del Sur la borró 
        de la tierra (tan lejos fue), el salitre la devoró en la 
        pampa: y la muerte del pueblo fue como siempre 
        ha sido: como si no muriera nadie, nada, 
como si fueran piedras las que caen 
sobre la tierra, o agua sobre el agua.

        De Norte a Sur, adonde trituraron
        o quemaron los muertos,
        fueron en las tinieblas sepultados,
        o en la noche quemados en silencio,
        acumulados en un pique
        o escupidos al mar sus huesos:
        nadie sabe dónde están ahora, 
        no tienen tumba, están dispersos 
        en las raíces de la patria 
        sus martirizados dedos:
        sus fusilados corazones:
        la sonrisa de los chilenos:
        los valerosos de la pampa:
        los capitanes del silencio.

        Nadie sabe dónde enterraron 
        los asesinos estos cuerpos, 
        pero ellos saldrán de la tierra 
        a cobrar la sangre caída 
        en la resurrección del pueblo.

        En medio de la Plaza fue este crimen.
        No escondió el matorral la sangre 
                  pura del pueblo, ni la tragó la arena de la pampa.
        Nadie escondió este crimen.
        Este crimen fue en medio de la Patria.

 Canto General 
Pablo Neruda