ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 2]

    Com um mês de atividades o Teatro Ói Nóis Aqui Traveiz foi interditado pela Secretaria de Segurança. Aí começou uma longa campanha pela reabertura do teatro. O fechamento agravou a situação econômica do grupo e a saída de alguns dos seus integrantes. Para vencer a crise o grupo buscou outros espaços para encenar o seu espetáculo. Também é o momento em que o grupo começou a compartilhar as suas experiências através de uma oficina de teatro. E é principalmente com os jovens desta oficina que criou a montagem de “A Bicicleta do Condenado”, do espanhol Fernando Arrabal: um preTexto para a reVolta do Ói Nóis Aqui Traveiz. Durante o processo de criação integrantes do grupo foram presos em manifestações contra a ditadura. Essa experiência de repressão e violência foi canalizada para a cena. A reabertura do Teatro trouxe para a encenação uma história de opressão e horror, onde duas pessoas tentam sobreviver em um lugar comandado por uma ordem militar. Se no primeiro espetáculo o público fi

Ói Nóis Aqui Traveiz atua com grupos de Direitos Humanos na Argentina!

QUANDO AS AUSÊNCIAS SE FAZEM PRESENTES!

A ação performática “Onde? Ação nº2”, que de forma poética contribui para a discussão sobre os desaparecidos políticos na America Latina está sendo apresentada em diversas províncias da Argentina, através do 9º Circuito Nacional de Teatro, e segue em turnê até o início de outubro.

A performance que provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar, tem encontrado ecos em solos argentinos, através de parcerias com militantes e grupos de direitos humanos de todo o país. Com esta ação, mais uma vez, o Ói Nóis Aqui Traveiz se soma ao movimento por Memória, Verdade e Justiça.

Abaixo fotos da performance em frente a Polícia Federal de Neuquén, que ficou conhecida como um centro de tortura e detenção de presos políticos durante a ditadura militar na Argentina. Está apresentação contou com a participação de diversos artistas e grupos de direitos humanos da cidade.









Fotos: Pedro Rosauro