MEDEIA: DO MITO ATÉ MEDEIA VOZES | Jorge Arias

Fotos de Pedro Isaías Lucas Medeia é um dos grandes enigmas da literatura ou, talvez, da história. O primeiro enigma é se existiu uma Medeia, real e histórica, uma mulher de carne e ossos, sobre a qual foi construído um mito, uma lenda, como aconteceu com os heróis lendários de Troia, que realizaram grandes, difíceis e impossíveis façanhas, mas tiveram como base alguma realidade, de alguma forma existiram. Alguns aspectos negam o caráter puramente mítico da história: a viagem dos argonautas até a Cólquida na margem oriental do Mar Negro, em busca do velocino de ouro, está de acordo com as expedições comerciais dos gregos; as intrigas do palácio, como o exílio de Medeia em Corinto, têm uma cor de verdade; e, acima de tudo, a apaixonada controvérsia sobre se ela matou ou não seus filhos. Não se discute ou, ao menos, não é comum discutir o que faz ou não faz uma personagem de ficção.     O segundo enigma é o caráter dela. Medeia é neta de Hélio, sacerdotisa de Hécate, feiticeira, brux

Atuadora Tânia Farias realiza vivência artística com o Grupo Vilavox (BA)


De 15 a 18 de novembro a atuadora Tânia Farias estará realizando uma vivência artística com o grupo Vilavox em Salvador. A atuadora realizará a desmontagem “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência” e uma Oficina/vivência de três dias.

Confira a programação:

De 15 a 17 de novembro – das 16 às 22h: Oficina/Vivência com Tânia Farias e Vilavox na Casa Preta (Rua Areial de Cima - Largo de Julho).

Dia 16 de novembro– 19h: Desmontagem “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência” na Casa Preta (Rua Areial de Cima - Largo de Julho).



EVOCANDO OS MORTOS – POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.
 Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.

 Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.