UBU TROPICAL!

UBU REI DE ALFRED JARRY - TRAD. FERREIRA GULLAR Ói Nóis ConVIDA   💥💥💥💥💥💥 OFICINA PRESENCIAL NA TERREIRA DA TRIBO 💥💥💥💥💥💥 Essa vai pra todes que vem perguntando sobre as oficinas da Terreira. A boa nova é que faremos duas oficinas ainda este mês. Para quem ainda não está sabendo, neste momento o grupo começa a se debruçar sobre nova pesquisa com o intento de criar um UBU TROPICAL. A partir da personagem Pai Ubu, icônica para todo o teatro ocidental que influenciou as vanguardas em todas as partes do mundo, o grupo visa criar um estudo público do teatro de Alfred Jarry e do Tropicalismo.  Ainda no "Ciclo I: Estudos", iremos oferecer duas oficinas de compartilhamento que acontecerão nos dias 26 e 28 de outubro, das 19 às 22H na Terreira da Tribo. Dia 26 o mote será a personagem PAI UBU e dia 28 o TROPICALSIMO. Atenção para os detalhes. 👇🏼👇🏼👇🏼 🔥serão oferecidas 12 vagas para cada oficina. As oficinas serão gratuitas e independentes uma da outra.  Portanto, preci

11/12 - Mostra Pedagógica "Minha Cabeça era uma Marreta" na Casa do Beco - BH

Hoje, às 20h, a Mostra Jogos de Aprendizagem da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, apresenta "Minha Cabeça era uma Marreta" na sede da Casa do Beco (Av. Artur Bernardes, 3876 - Barragem Santa Lúcia). A apresentação faz parte da programação do projeto Mostra Conexões Para uma Arte Pública em Belo Horizonte.

Toda a programação tem Entrada Franca!


“Minha Cabeça era uma Marreta”

Minha Cabeça Era Uma Marreta é uma das mais polêmicas e enigmáticas peças de Richard Foreman, um dos dramaturgos mais controvertidos e badalados dos Estados Unidos. Em cena um professor, um aluno e uma aluna. Onde estão? Numa sala de aula? No santuário do saber? Ou num manicômio? Durante todo tempo o jogo incessante entre quem detém o saber e aqueles que o desejam. Fechados em conceitos, os donos da verdade condicionam a vida. A peça é a indagação do próprio processo do pensamento e dos mecanismos que intervem no pensamento. Nem o olho nem o ouvido do espectador são capazes de encontrar um ponto fixo no qual se concentrarem, bombardeado por uma multiplicidade de eventos visuais e auditivos. O roteiro é fragmentado, composto de frases curtas, aforísticas, desconectadas. A peça funciona como um poema aberto possibilitando que os espectadores façam suas próprias associações. Seu tratamento formal é produto da reflexão de que a sociedade se expressa com uma linguagem fossilizada que se deve destruir, refletindo aquilo em que se converteu: fórmulas vazias, diálogos que na realidade são trágicos monólogos, perguntas que não exigem respostas, puros automatismos, paradoxos e incoerências.
Seu teatro requer novos instrumentos de análises: se faz necessário pensar em termos de energia, tensão, linhas de força e variações de intensidade. Artistas como Foreman operam o fragmento enquanto discurso buscando uma linguagem que estruture a polifonia cênica. A cena de Richard Foreman é emblemática da narrativa caótica, fragmentária, suportada numa textualidade minimal – e plena de marcações, a exemplo de Beckett -, em estruturas invisíveis, constitutivas da linguagem, que estabelecem tensões dialéticas entre a encenação e movimento dos atores. Sobre a recepção, Foreman coloca: ‘o público precisa aprender a ver pequeno, nas entrelinhas, porque fazer isto significa engajar-se no nível quântico da realidade em que as contradições estão ancoradas’.

Elenco: Felipe Fiorenza, Carlos Eduardo de Oliveira Arruda e Rochelle Luiza da Silveira.