Santos Amargos

Paulo Bio Toledo - (Cavalo Louco Revista de teatro, dezembro de 2009)
[...] O dom de Despertar no passado as centelhas da esperança é um privilégio exclusivo do Historiador convencido de que também os mortos não estarão em segurança se o inimigo vencer. E esse inimigo não tem cessado de vencer.
Walter Benjamin Sobre o conceito da história
Necrofilia é o amor ao futuro Heiner Müller

Fotos de Pedro Isaias Lucas 
Anjos
A famosa metáfora do anjo da história do pensador alemão Walter Benjamin – interpretação poética da pintura Angelus Novus, de Paul Klee – retrata um anjo que observa o passado amontoado de entulho e destroços da civilização, mas não pode parar, é incessamente puxado ao futuro pelos ventos do Progresso.
Heiner Müller reescreve a imagem. Seu anjo olha a frente. Observa o futuro “represado, esmagando seus olhos”, mas a pilha de destroços é mais rápida que ele e o comprimento no instante: entre o passado e o futuro.Imobilizado, esmagado. Até que: “um renovado rufar de pod…

A Tribo conta a história de Carlos Marighella no centro da cidade de São Paulo!

3º dia, quinta feira, 18 de dezembro, o espetáculo de teatro de rua “O Amargo Santo da Purificação - Uma Visão Alegórica e Barroca da Vida, Paixão e Morte do Revolucionário Carlos Marighella” foi encenado na Praça da República – local histórico – considerado um elo entre o chamado "centro velho" e o "centro novo" da cidade de São Paulo. Espaço que também foi palco de muitas manifestações de luta, e ontem foi palco da Mostra Conexões para uma Arte Pública!

A Praça da República conheceu o olhar da Tribo, sobre o século XX no Brasil. O Teatro de Rua, cumprindo o seu papel na tradição oral, levou para as ruas de SP a história de coragem, ousadia e perseverança do revolucionário, poeta e cidadão Carlos Marighella.

Neste dia estiveram com a Tribo, amigos que fazem parte da vertente de teatro de grupo no Brasil. Artistas e grupos de longa trajetória, que desenvolvem uma pesquisa continuada e que movimentam – ainda hoje – a paisagem cultural no país.  

Grupos que como o Ói Nóis, se organizaram de diversas formas para manterem os seus espaços de compartilhamento, e que desenvolvem trabalhos vitais com a sua arte, sendo no centro das grandes cidades, nas periferias, no interior, ou dentro de suas próprias sedes.

Um salve a estas transformadoras e vibrantes conexões! Evoé!

Confira abaixo as fotos da apresentação:







Fotos: Pedro Isaias Lucas