Faca e gesto consequentes

  Antônio Hohlfeldt (Diário do Sul, 22 de dezembro de 1986) Fotos de Isabella Lacerda      Beckett é conhecido por seu niilismo e sua descrença em qualquer valor que ultrapasse a humanidade. Mais do que isso, o grande escritor irlandês desacredita na própria criatura humana, que visualiza como um ser sem caminho e sem lógica, sobrevivendo sem qualquer objetivo na vida, ou, quando os tem, sendo enganado por um falso objetivo (como em “Esperando Godot”, já que o tal Godot, em última análise, jamais virá porque jamais pensou em vir).       No caso de “Fim de Partida”, pode-se dividir a situação dramática em duas abordagens. A mais imediata é exatamente aquela que, em nível de realidade, pode ser desprendida das alusões, nem tão escassas assim, que pontuam todo o texto, talvez um dos primeiros trabalhos literários a abordarem a traumatizante experiência da bomba nuclear dos Estados Unidos em 1945. Pode-se pressupor que há muito aqueles quatro sobrevivem em uma construção quase subterrâ

A Tribo conta a história de Carlos Marighella no centro da cidade de São Paulo!

3º dia, quinta feira, 18 de dezembro, o espetáculo de teatro de rua “O Amargo Santo da Purificação - Uma Visão Alegórica e Barroca da Vida, Paixão e Morte do Revolucionário Carlos Marighella” foi encenado na Praça da República – local histórico – considerado um elo entre o chamado "centro velho" e o "centro novo" da cidade de São Paulo. Espaço que também foi palco de muitas manifestações de luta, e ontem foi palco da Mostra Conexões para uma Arte Pública!

A Praça da República conheceu o olhar da Tribo, sobre o século XX no Brasil. O Teatro de Rua, cumprindo o seu papel na tradição oral, levou para as ruas de SP a história de coragem, ousadia e perseverança do revolucionário, poeta e cidadão Carlos Marighella.

Neste dia estiveram com a Tribo, amigos que fazem parte da vertente de teatro de grupo no Brasil. Artistas e grupos de longa trajetória, que desenvolvem uma pesquisa continuada e que movimentam – ainda hoje – a paisagem cultural no país.  

Grupos que como o Ói Nóis, se organizaram de diversas formas para manterem os seus espaços de compartilhamento, e que desenvolvem trabalhos vitais com a sua arte, sendo no centro das grandes cidades, nas periferias, no interior, ou dentro de suas próprias sedes.

Um salve a estas transformadoras e vibrantes conexões! Evoé!

Confira abaixo as fotos da apresentação:







Fotos: Pedro Isaias Lucas