ESTÍMULO CEREBRAL

Dirceu Alves Jr. (Veja SP, 4 de dezembro de 2019)      Foto de Pedro Isaías Lucas   A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz é o principal coletivo da cena de Porto Alegre. Fundado há 21 anos, o grupo se firmou graças a uma estética provocadora e um permanente diálogo crítico junto ao público em montagens de rua ou desenvolvidas em salas fechadas. Cartaz do Teatro do Sesc Bom Retiro, Meierhold, adaptação da peça do dramaturgo argentino Eduardo Pavlovsky, concentra toda a sua força na reflexão de ideias em uma encenação com raros momentos surpreendentes. Paulo Flores interpreta o ator, diretor e teórico russo Vsevolod Emilevich Meierhold (1874-1940), preso, torturado e fuzilado pela ditadura stalinista por ter sua obra considerada como inadequada. O próprio personagem, tal como um fantasma, reconstitui seu passado e se mune de convicção para ressaltar o firme caráter e a necessidade de liberdade. Em algumas passagens, assume, inclusive, um saudável didatismo. A estrutura de monólogo, b

A Tribo conta a história de Carlos Marighella no centro da cidade de São Paulo!

3º dia, quinta feira, 18 de dezembro, o espetáculo de teatro de rua “O Amargo Santo da Purificação - Uma Visão Alegórica e Barroca da Vida, Paixão e Morte do Revolucionário Carlos Marighella” foi encenado na Praça da República – local histórico – considerado um elo entre o chamado "centro velho" e o "centro novo" da cidade de São Paulo. Espaço que também foi palco de muitas manifestações de luta, e ontem foi palco da Mostra Conexões para uma Arte Pública!

A Praça da República conheceu o olhar da Tribo, sobre o século XX no Brasil. O Teatro de Rua, cumprindo o seu papel na tradição oral, levou para as ruas de SP a história de coragem, ousadia e perseverança do revolucionário, poeta e cidadão Carlos Marighella.

Neste dia estiveram com a Tribo, amigos que fazem parte da vertente de teatro de grupo no Brasil. Artistas e grupos de longa trajetória, que desenvolvem uma pesquisa continuada e que movimentam – ainda hoje – a paisagem cultural no país.  

Grupos que como o Ói Nóis, se organizaram de diversas formas para manterem os seus espaços de compartilhamento, e que desenvolvem trabalhos vitais com a sua arte, sendo no centro das grandes cidades, nas periferias, no interior, ou dentro de suas próprias sedes.

Um salve a estas transformadoras e vibrantes conexões! Evoé!

Confira abaixo as fotos da apresentação:







Fotos: Pedro Isaias Lucas