TERREIRA DA TRIBO 37 ANOS DE (R)EXISTÊNCIA

Artigo publicado no Correio do Povo em 11 de setembro de 2021. Fotos de Pedro Isaias Lucas.     No dia 14 de julho de 1984 a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz abria as suas portas para o público. Com um show de rock-punk que reuniu as bandas Replicantes e Urubu Rei, entre outras. Logo em seguida o Ói Nóis Aqui Traveiz encenou na nova casa “A Visita do Presidenciável ou Os Morcegos estão Comendo os Abacates Maduros”, uma parábola sobre o momento político que o Brasil vivia, com a saída dos militares de cena e a entrada de um governo civil. E anunciava para toda cidade “...todas as pessoas gostam de cantar, dançar, representar, pintar, fotografar. Qualquer pessoa é capaz de criar e a Terreira da Tribo está aí para isso”. E nesses 37 anos de atividades a Terreira da Tribo abrigou as mais diversas manifestações culturais como espetáculos de teatro, shows musicais, ciclos de filmes e vídeos, seminários, debates, performances e celebrações. Hoje a Terreira é reco

9/12 - A Tribo dá inicio a Mostra Conexões para uma Arte Pública em Belo Horizonte


O espetáculo de teatro de rua “O Amargo Santo da Purificação”, que conta a história do herói popular Carlos Marighella, fará a abertura da Mostra Conexões Para uma Arte Pública em BH. A apresentação será às 15h, no Parque Municipal. E a noite, às 20h, o grupo anfitrião Casa do Beco, apresenta o espetáculo “Quando eu Vim para Belo Horizonte” na sua sede (Rua Av. Artur Bernardes, 3876). Entrada franca.



Para o seu trabalho de pesquisa de Teatro de Rua “O amargo santo da purificação” a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz escolheu a história do revolucionário brasileiro Carlos Marighella, que viveu e morreu durante períodos críticos da história contemporânea do nosso país, sendo protagonista na luta contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar. Na sequência de cenas o público assiste momentos importantes desta trajetória: origens na Bahia, juventude, poesia, ditadura do Estado Novo, resistência, prisão, Democracia, Constituinte, clandestinidade, Ditadura Militar, luta armada, morte em emboscada e o resgate histórico, buscando um retrato humano do que foi o Brasil no século XX. É uma história de coragem e ousadia, perseverança e firmeza em todas as convicções. A coerência dos ideais socialistas atravessando uma vida generosa e combatente, de ponta a ponta. Marighella não abdicou ao direito de sonhar com um mundo livre de todas as opressões. Viveu, lutou e morreu por esse sonho. 



Grupo do Beco (Belo Horizonte)
Espetáculo “Quando eu vim para um Belo Horizonte” – dia 09 de dezembro, 20h, na Casa do Beco

O Grupo do Beco, criado em 1995, trabalha com foco na pesquisa do cotidiano do morador da favela. Seus espetáculos teatrais buscam representar a vida no morro a partir das perspectivas de quem nele vive. Procuram também dialogar com outras referências que não os estigmas de violência e miséria. No ano de 2003 adquiriu sua sede própria, a Casa do Beco, com recursos obtidos por meio da Lei Estadual de Incentivo. Em 2010 o espaço passa a ser gerido por uma nova equipe,  que foca seus esforços na formação de novos cidadãos com olhares sensibilizados pelo poder da arte, reforçando a ideia de que o teatro, atividade popular em sua origem mas elitizada em nossos tempos, seja acessível a todos os cidadãos.

Programação Completa: