CAMINHO PARA UM TEATRO POPULAR

Domingo, dia 8 de março, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz inicia o Projeto Caminho Para Um Teatro Popular, com a encenação do espetáculo de Teatro de Rua “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” no bairro da Restinga. A apresentação será às 17 horas na Praça em frente ao Condomínio Belise (próximo da rua Dr. João Dentice). O Projeto foi contemplado com o Prêmio Culturas Populares 2019 – Edição Teixeirinha, do Ministério da Cidadania do Governo Federal.




O Projeto Caminho Para Um Teatro Popular, criado pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em 1988, é um circuito regular de apresentações em praças, bairros e vilas populares de Porto Alegre. Esta ação tem como principal objetivo democratizar o espaço da arte, oportunizando vivências e reflexões para um público sem acesso aos meios culturais hegemônicos.O projeto, nesta etapa, prevê a circulação da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz com seu mais novo espetáculo de teatro de rua Caliban - A Tempestade de Augusto Boal em …

Confira a programação de Hoje (20/12) - Conexões para uma Arte Pública - SP!

O penúltimo dia da Mostra Conexões para uma Arte Pública em SP, conta com a exibição do filme "Viúvas - Performance sobre a Ausência", às 15h, na sede da Cia do Feijão (Rua Dr. Teodoro Baima, 68 - República) e às  20h, a Mostra Pedagógica da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz apresenta o exercício cênico “Yerma”, na  sede do grupo Pombas Urbanas - Centro Cultural Arte em Construção (Av. dos Metalúrgicos, 2100 - Tiradentes).

ENTRADA FRANCA!


O filme “Viúvas, performance sobre a ausência” mostra a encenação homônima realizada na Ilha do Presídio - situada entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - nas ruínas do presídio onde foram encarcerados presos políticos no período da ditadura civil militar no Brasil. O espetáculo faz parte da pesquisa teatral que o grupo vem realizando sobre o imaginário latino-americano e sua história recente. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. “Viúvas” mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer. 



O exercício cênico “Yerma” foi elaborado na Oficina Popular de Teatro do Bairro Bom Jesus (situado numa das regiões mais violentas de Porto Alegre) com coordenação de Tânia Farias. “Yerma” foi escrita por Federico García Lorca (1898-1936) em 1934. É uma obra popular de caráter trágico, ambientada em Andaluzia, no início do século XX. Conta a história de um casal que segue, segundo as tradições de sua comunidade, as prescrições cotidianas do casamento. É uma tragédia sobre todos os que não conseguem realizar a sua plenitude vital ou que vêm definhar o seu potencial criativo em razão da ignorância, do preconceito, da repressão ou das forças desencontradas do destino.