A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em circulação pela Região Sul

De 22 de agosto a 1 de setembro a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, de Porto Alegre, realizará um circuito de apresentações da Desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência em cidades da região sul do país. O Projeto foi selecionado pelo Programa Petrobras Distribuidora 2017/2018, através da Lei de Incentivo à Cultura. O Programa Petrobras Distribuidora de Cultura é uma seleção pública que tem como objetivo contemplar projetos de circulação de espetáculos teatrais não inéditos, em parceria do Ministério da Cultura. No último edital foram investidos R$ 15 milhões. Ao todo, foram escolhidos 57 espetáculos, representantes de todas as regiões do País, com apresentações em todos os estados. As cidades de Curitiba no Paraná, Joinville, Blumenau e Joaçaba em Santa Catarina, receberão a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz com a Desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência, a Oficina Vivência com a Tribo e um Debate Sobre questões de gênero no teatro brasilei…

Confira a programação de Hoje (13/12) - Conexões para uma Arte Pública - BH!

O penúltimo dia da Mostra Conexões para uma Arte Pública em BH, conta com a exibição do filme "Viúvas - Performance sobre a Ausência", às 17h, no Instituto Helena Greco (Rua Hermilo Alves, 290 – Sta Tereza) e às  20h, a Mostra Pedagógica da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz apresenta o exercício cênico “Yerma”, na Casa do Beco (Av. Arthur Bernardes, 3876 – Barragem Sta Lúcia).

ENTRADA FRANCA!


O exercício cênico “Yerma” foi elaborado na Oficina Popular de Teatro do Bairro Bom Jesus (situado numa das regiões mais violentas de Porto Alegre) com coordenação de Tânia Farias. “Yerma” foi escrita por Federico García Lorca (1898-1936) em 1934. É uma obra popular de caráter trágico, ambientada em Andaluzia, no início do século XX. Conta a história de um casal que segue, segundo as tradições de sua comunidade, as prescrições cotidianas do casamento. É uma tragédia sobre todos os que não conseguem realizar a sua plenitude vital ou que vêm definhar o seu potencial criativo em razão da ignorância, do preconceito, da repressão ou das forças desencontradas do destino.





O filme “Viúvas, performance sobre a ausência” mostra a encenação homônima realizada na Ilha do Presídio - situada entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - nas ruínas do presídio onde foram encarcerados presos políticos no período da ditadura civil militar no Brasil. O espetáculo faz parte da pesquisa teatral que o grupo vem realizando sobre o imaginário latino-americano e sua história recente. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. “Viúvas” mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer.