Denúncia atualizada de Heiner Muller

Antônio Holfeldt (Jornal do Comércio, 13 de Agosto de 1999) Fotos de Claudio Etges
A estreia de Hamlet Máquina, do dramaturgo alemão contemporâneo Heiner Müller, pelo grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, é um acontecimento verdadeiramente ambíguo. A ambiguidade nasce do fato de a montagem desta peça, que consagrou e projetou internacionalmente o dramaturgo da Antiga Alemanha Popular, ser, por certo, uma feliz oportunidade para nosso teatro, mas, por outro lado, comemorando os quinze de localização da Terreira da Tribo, espaço cênico onde o Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve suas pesquisas e interferências na cidade, constitui-se também em seu canto de cisne: ao final de agosto, interrompendo a sua temporada, a Terreira da Tribo fechará suas portas e o Ói Nóis Aqui Traveiz estará na rua, motivado, dentre outras coisas, pela decisão (ambígua) da Prefeitura Municipal de Porto Alegre em se negar a dar qualquer apoio ao grupo.
A ambiguidade é mais significativa, se formos capazes de fazer a correta leitu…

O Amargo Santo da Purificação encerra a Mostra Conexões para uma Arte Pública no Rio de Janeiro – 7/12


Hoje (7/12), às 17h, a Tribo apresenta o espetáculo de Teatro de Rua “O Amargo Santo da Purificação” no Cais do Valongo – Gamboa!!



Para o seu trabalho de pesquisa de Teatro de Rua “O amargo santo da purificação” a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz escolheu a história do revolucionário brasileiro Carlos Marighella, que viveu e morreu durante períodos críticos da história contemporânea do nosso país, sendo protagonista na luta contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar. Na sequência de cenas o público assiste momentos importantes desta trajetória: origens na Bahia, juventude, poesia, ditadura do Estado Novo, resistência, prisão, Democracia, Constituinte, clandestinidade, Ditadura Militar, luta armada, morte em emboscada e o resgate histórico, buscando um retrato humano do que foi o Brasil no século XX. É uma história de coragem e ousadia, perseverança e firmeza em todas as convicções. A coerência dos ideais socialistas atravessando uma vida generosa e combatente, de ponta a ponta. Marighella não abdicou ao direito de sonhar com um mundo livre de todas as opressões. Viveu, lutou e morreu por esse sonho.