A arte de transformar a realidade em poesia | Sebastião Milaré

No barco, sobre as Águas do Guaíba, afastando da Ilha do presídio e vendo as luzes de Porto Alegre às margens, tive a sensação de ver o passo derradeiro de um ritual sagrado. O que vivenciei na Ilha do presídio, ou Ilha das Pedras Brancas, tinha natureza própria ao ato litúrgico, mas era ato teatral. Teatro na acepção da arte que atualiza símbolos no Imaginário do espectador. E liturgia.

Não há contradição, pois no ato litúrgico o oficiante atualiza símbolos no imaginário dos fiéis. E foi isso que vivenciei naquela noite, caminhando pelas ribanceiras escuras, cheias de buracos e pedras, atrás de imagens que conduziam a inesperados ambientes, como as ruínas do antigo presídio ou a uma espécie de jardim de estátuas. Atores e atrizes surgiam da vegetação ou das trevas como gnomos. Ou sacerdotes de mítica seita, em celebração.




E o ritual, animado por cenas evocativas, assumidamente poéticas em atrito com as outras mais definidas e realistas, só terminaria no momento em que o barco apo…

Seminário e Workshop na Mostra Conexões Para Uma Arte Pública!!!


Hoje (12/12) a mostra realiza um workshop, às 14h na Casa do Beco, e às 20h, no mesmo local, acontece o Seminário Conexões Para Uma Arte Pública. O seminário conta com a presença de Amir Haddad (Tá na Rua), Paulo Flores (Ói Nóis Aqui Traveiz), Marcelo Palmares (Pombas Urbanas), Nil César (Grupo do Beco), Chico Pelúcio (Galpão) e Marcelo Bones (Platô).

ENTRADA FRANCA!