Denúncia atualizada de Heiner Muller

Antônio Holfeldt (Jornal do Comércio, 13 de Agosto de 1999) Fotos de Claudio Etges
A estreia de Hamlet Máquina, do dramaturgo alemão contemporâneo Heiner Müller, pelo grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, é um acontecimento verdadeiramente ambíguo. A ambiguidade nasce do fato de a montagem desta peça, que consagrou e projetou internacionalmente o dramaturgo da Antiga Alemanha Popular, ser, por certo, uma feliz oportunidade para nosso teatro, mas, por outro lado, comemorando os quinze de localização da Terreira da Tribo, espaço cênico onde o Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve suas pesquisas e interferências na cidade, constitui-se também em seu canto de cisne: ao final de agosto, interrompendo a sua temporada, a Terreira da Tribo fechará suas portas e o Ói Nóis Aqui Traveiz estará na rua, motivado, dentre outras coisas, pela decisão (ambígua) da Prefeitura Municipal de Porto Alegre em se negar a dar qualquer apoio ao grupo.
A ambiguidade é mais significativa, se formos capazes de fazer a correta leitu…

Confira como foi a programação de 37 anos do Ói Nóis Aqui Traveiz!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz que na semana passada completou 37 anos de trajetória, realizou uma semana intensa de programação cultural aberta e gratuita a toda cidade!

Confira as fotos das nossas celebrações!

A exibição do filme “Viúvas – Performance sobre a Ausência” no Cine Bancários contou com a presença dos amigos e militantes políticos Enrique Padrós e Suzana Lisboa.


A performance “Onde Ação nº2” foi apresentada na Esquina Democrática nos dias 31 e 1º abril. Mais uma vez, nesta data simbólica, a Tribo foi para ruas questionar a sociedade sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar. ONDE?!

 Os papeizinhos com uma pequena biografia dos nossos homens e mulheres desaparecidos foram espalhados pelas principais ruas do centro da cidade.





Também no dia 1º de abril a Tribo participou de um ato no Palácio da Polícia para marcar os 51 anos do golpe civil-militar. Nesta cerimônia foi inaugurada uma placa que denuncia que aquele, foi um lugar de tortura. Esta ação faz parte do projeto Marcas da Memória. Outras placas foram fixadas, também na Capital, na praça Raul Pilla, onde funcionou a sede da Polícia do Exército, e no prédio do Colégio Paulo da Gama, cujas salas de aula serviram de celas para cerca de 80 brigadianos que se opuseram ao regime militar.




Noite de celebração na Terreira da Tribo e lançamento da Cavalo Louco nº15!!!





O brinde ficou por conta dos parceiros Porto Chopp!



Desmontagem "Evocando os Mortos Poéticas da Experiência" por Tânia Farias. 
Noite vibrante e de compartilhamento!