Faca e gesto consequentes

  Antônio Hohlfeldt (Diário do Sul, 22 de dezembro de 1986) Fotos de Isabella Lacerda      Beckett é conhecido por seu niilismo e sua descrença em qualquer valor que ultrapasse a humanidade. Mais do que isso, o grande escritor irlandês desacredita na própria criatura humana, que visualiza como um ser sem caminho e sem lógica, sobrevivendo sem qualquer objetivo na vida, ou, quando os tem, sendo enganado por um falso objetivo (como em “Esperando Godot”, já que o tal Godot, em última análise, jamais virá porque jamais pensou em vir).       No caso de “Fim de Partida”, pode-se dividir a situação dramática em duas abordagens. A mais imediata é exatamente aquela que, em nível de realidade, pode ser desprendida das alusões, nem tão escassas assim, que pontuam todo o texto, talvez um dos primeiros trabalhos literários a abordarem a traumatizante experiência da bomba nuclear dos Estados Unidos em 1945. Pode-se pressupor que há muito aqueles quatro sobrevivem em uma construção quase subterrâ

Laboratório do Ator!

Nesta e na próxima semana, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará realizando um laboratório físico/prático com a atriz e pesquisadora teatral Beatriz Britto. 
O laboratório aborda a busca pela essência orgânica do trabalho do ator, através das ações físicas, partituras corporais e improvisação. E tem como referências inspiradoras, o legado de Antonin Artaud, Heiner Muller, Jerzy Grotowski entre outros.

Foto: Eugênio Barbosa

BEATRIZ BRITTO

Beatriz de Araújo Britto, atriz, diretora e pesquisadora de teatro, doutora pela PUC/USP, graduada em Artes Cênicas pela UFRGS – Habilitação Direção Teatral. Mestrado em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo com o projeto “O Inconsciente no Processo Criativo do Ator – Por uma Cena dos Sentidos(A Experiência da Criação Coletiva)”. Atriz e encenadora nos espetáculos ‘A Visita do Presidenciável’ (1984) e ‘Antígona Ritos de Paixão e Morte’ (1990), atriz nos espetáculos ‘Nietzsche no Paraguai’ (1985) e ‘Ostal Rito Teatral’ (1989), dirigiu o espetáculo ‘Cinzas’ (1998). 

Autora do livro “Uma Tribo Nômade” que fala sobre o processo de criação no Ói Nóis Aqui Traveiz,  e sobre o discurso midiático e a ação do grupo como um espaço de resistência. O livro foi lançado pelo selo Ói Nóis na Memória em 2008 e já está na sua segunda edição. 

Livro a venda pela Livraria Cultura.
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O livro "UMA TRIBO NÔMADE - A Ação do Ói Nóis Aqui Traveiz como Espaço de Resistência" analisa a relação entre os discursos da mídia e a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Valendo-se da obra de Deleuze e Guattari, Beatriz Britto analisa como se processa a reação da mídia jornalística, considerada como 'potência de controle', em relação à linguagem e à atuação do Ói Nóis, partindo do princípio de que a ação do grupo pode ser vista como uma estratégia de resistência à homogeneização do pensamento, porque rompe com os significados pré-fixados. Sob o título "Arte e Mídia - A Ação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz como Espaço de Resistência e suas recepções na Mídia", a autora apresentou este estudo como tese de doutorado em Comunicação e Semiótica - Signo e Significações nas Mídias na Universidade Pontifícia Católica de São Paulo, recebendo conceito máximo de aprovação. A publicação deste estudo se insere na ação “Ói Nóis na Memória” que vem registrando a trajetória da Tribo.