DUAS CARTAS PARA MEIERHOLD (Continuação)

  Caríssimo Meyerhold, Desculpe a formalidade, mas ela deve-se ao fato de ter te conhecido há pouco tempo, apesar de já fazer praticamente 1 ano (ou seria mais?) desde que fui convidada pelo Henrique Saidel a ver a encenação de um texto criado pelo dramaturgo argentino Eduardo Pavlovsky que mistura sua trajetória com os desassossegos vividos por ti no cárcere. Ao lembrar daquela noite muitas sensações e sentimentos se misturam, há pouco havia me mudado para Porto Alegre, era a primeira vez no espaço Terreira da Tribo e que via a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em um espaço fechado. Mergulhar no seu imaginário criativo naquele momento acompanhava novas aberturas no meu próprio cárcere privado que constantemente é renovado pelo nomadismo voluntário que me impulsiona a viver em constante revolução cultural, estética e política por esse Brasil.     No entanto, me sinto um pouco envergonhada de ter te conhecido tão tardiamente e esta ser a primeira vez que te escrevo. Sint

Laboratório do Ator!

Nesta e na próxima semana, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará realizando um laboratório físico/prático com a atriz e pesquisadora teatral Beatriz Britto. 
O laboratório aborda a busca pela essência orgânica do trabalho do ator, através das ações físicas, partituras corporais e improvisação. E tem como referências inspiradoras, o legado de Antonin Artaud, Heiner Muller, Jerzy Grotowski entre outros.

Foto: Eugênio Barbosa

BEATRIZ BRITTO

Beatriz de Araújo Britto, atriz, diretora e pesquisadora de teatro, doutora pela PUC/USP, graduada em Artes Cênicas pela UFRGS – Habilitação Direção Teatral. Mestrado em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo com o projeto “O Inconsciente no Processo Criativo do Ator – Por uma Cena dos Sentidos(A Experiência da Criação Coletiva)”. Atriz e encenadora nos espetáculos ‘A Visita do Presidenciável’ (1984) e ‘Antígona Ritos de Paixão e Morte’ (1990), atriz nos espetáculos ‘Nietzsche no Paraguai’ (1985) e ‘Ostal Rito Teatral’ (1989), dirigiu o espetáculo ‘Cinzas’ (1998). 

Autora do livro “Uma Tribo Nômade” que fala sobre o processo de criação no Ói Nóis Aqui Traveiz,  e sobre o discurso midiático e a ação do grupo como um espaço de resistência. O livro foi lançado pelo selo Ói Nóis na Memória em 2008 e já está na sua segunda edição. 

Livro a venda pela Livraria Cultura.
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O livro "UMA TRIBO NÔMADE - A Ação do Ói Nóis Aqui Traveiz como Espaço de Resistência" analisa a relação entre os discursos da mídia e a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Valendo-se da obra de Deleuze e Guattari, Beatriz Britto analisa como se processa a reação da mídia jornalística, considerada como 'potência de controle', em relação à linguagem e à atuação do Ói Nóis, partindo do princípio de que a ação do grupo pode ser vista como uma estratégia de resistência à homogeneização do pensamento, porque rompe com os significados pré-fixados. Sob o título "Arte e Mídia - A Ação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz como Espaço de Resistência e suas recepções na Mídia", a autora apresentou este estudo como tese de doutorado em Comunicação e Semiótica - Signo e Significações nas Mídias na Universidade Pontifícia Católica de São Paulo, recebendo conceito máximo de aprovação. A publicação deste estudo se insere na ação “Ói Nóis na Memória” que vem registrando a trajetória da Tribo.