Anti-heroína de Pindaíba

Antônio Hohlfeldt (Jornal do Comércio18 de abril de 1997)
Fotos de Adriana Franciosi
Ao completar 19 anos de vida, traída pela Administração Popular que se nega a dar qualquer apoio à  idéia de sua permanência no local em que fez história na cidade, nem por isso a trupe de atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz perde sua fleuma e sua força. Aniversário se faz com festa e festa, para um grupo de teatro, é representar. Foi o que fez o Ói Nóis..., estreando seu novo espetáculo de teatro de rua, A Heroína de Pindaíba.
   Trata-se da adaptação de uma peça de Augusto Boal, dos tempos do seu exílio na Argentina (1975), originalmente intitulada O homem que era uma fábrica. O texto original era uma fábula e, apesar ou justamente por causa das adaptações sofridas, mais fábula e mais farsa ficou ainda o espetáculo que conta a história de Matilda Silva da Silva (o povo brasileiro) que sonha emigrar para os Estados Unidos, deixando Pindaíba (Brasil). Para tanto, e após passar por um sem-número de exigências…

Vai ter arte na rua SIM!!!!!!

Na sexta feira, dia 28/08, diversas ruas de Porto Alegre foram tomadas por centenas de artistas, em um ato de repúdio a minuta divulgada pela prefeitura no dia 13 deste mês. O documento regra as manifestações culturais de rua e promove uma série de mudanças na lei nº 11.586, de 5 de março de 2014. O documento faz uma série de exigências e proibições que não foram construídas de acordo com as necessidades e demandas dos artistas que provem arte nas ruas. 

Ao som de tambores, cantos e diversos outros instrumentos, os artistas marcharam do Largo Glênio Peres até o Largo Zumbi dos Palmares. Colorindo as ruas com seus figurinos e estandartes. 

Vai ter arte na rua SIM!!!!!!
Evoé !













Fotos do atuador Eugenio Barboza