A Missão - Lembrança de uma Revolução

A Revolução Possível Revista Aplauso/ 2007 Crítica de Fábio Prikladnicki
(Fotos Cisco Vasques)



De um espetáculo do tipo “teatro de vivência" da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz se espera muitas coisas, sendo uma delas a utilização de uma narrativa descontÍnua, fazendo com que o espectador se pergunte, a cada cena, "O que está acontecendo". Assim também é em A Missão (Lembrança de uma Revolução), do dramaturgo alemão Heiner Muller (1929-1995), que faz novatemporada no final de marco, na Terreira da Tribo, em PortoAlegre, depois de ter estreado em novembrode 2006. Aocontrário de outros trabalhos, nesse não se opera nenhumtipo de colagem textual: a marca do Ói Nóis está essencialmentena encenação. O que não é pouca coisa. Escrito em 1979, o texto parece, ainda hoje, vanguardista e ousado. Não apenas porque Muller é um dos maiores dramaturgos pós-modernos. Nem apenas porque sua produção, escrita em plena Alemanha comunista, tenha mantido vitalidade mesmo depois da queda d…

Mostra de encerramento do projeto Mais Cultura nas Escolas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará realizando a Mostra do projeto “Teatro, Escola e Comunidade” que faz parte do encerramento do Projeto Mais Cultura nas Escolas, realizado pelo grupo no ano de 2015, nas Escolas: Max Adolfo Oderich (Canoas) e Tolentino Maia (Viamão).
Na mostra os alunos de ambas as escolas estarão apresentando um Exercício Cênico realizado durante as oficinas do projeto e também terão a oportunidade de assistir as apresentações teatrais das oficinas do projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social (também realizadas pelo grupo). 



Toda a Programação tem entrada Franca!
Confira: 

24/11 – 20h: Apresentação do exercício cênico “Os Sinos da Candelária” com a oficina Popular de Teatro de Canoas, no Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social. A apresentação será na Sala Álvaro Moreira (Av. Érico Veríssimo, 307).

25/11 – 20h: Apresentação do exercício cênico “Central do Brasil”, com a Oficina Popular de Teatro do projeto “Teatro, Escola e Comunidade” da E. M. E. F. Max Adolf Oderich (Canoas), seguido da apresentação do exercício cênico “Terror e Miséria do Terceiro Reich” com a Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo, do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social. As apresentações serão na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186).

2/12 – 20h: Apresentação do exercício cênico “Parcelados” com a Oficina Popular de Teatro do projeto “Teatro, Escola e Comunidade” da E. E. E. M Tolentino Maia (Viamão), seguido da apresentação do exercício cênico “Terror e Miséria do Terceiro Reich” com a Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo, do Projeto Teatro Como Instrumento de Discussão Social. As apresentações serão na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186).

“Os Sinos da Candelária”
Orientação Paula Carvalho

“Os Sinos da Candelária” da escritora e compositora Aurea Charpinel, com a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na cidade de Canoas. 
Em 1993 o Rio de Janeiro foi sacudido por um crime covarde, onde crianças foram assassinadas enquanto dormiam em frente à Igreja da Candelária. Este fato originou a peça “Os Sinos da Candelária” da escritora e compositora Aurea Charpinel. E é sobre este texto teatral que a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na cidade de Canoas vem desenvolvendo o seu trabalho no ano de 2013/2014, abordando uma das questões mais agudas da exclusão social no Brasil – o menor abandonado.
Adaptação livre do texto de Aurea Charpinel a peça traz para cena esses meninos e meninas de rua no seu cotidiano, personagens reais trazendo no corpo e na alma a marca da violência. Através de cenas do cotidiano – nas ruas e nas instituições do governo - a peça conta a história de um grupo de crianças e adolescentes nos dias que antecederam o Massacre da Candelária, culminando na cena de violência extrema que consternou o mundo “civilizado” e encheu de vergonha e tristeza os muitos brasileiros que não compactuam com este tipo de bestialidade.

Oficina Popular de Teatro de Canoas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve desde dezembro de 2011, uma oficina teatral na Antiga Estação Férrea de Canoas. Espaço este, que permanece aberto há mais de 20 anos para atividades culturais, devido à resistência de diversos artistas para preservá-la. Á convite do grupo “Pode ter inço no Jardim”, a Tribo se soma aos artistas de Canoas na luta pela preservação da Estação Cultural.
A oficina que acontece no centro reúne pessoas oriundas de diversos bairros, e ao longo desses anos desenvolveu diversas ações artísticas na cidade e realizou os exercícios cênicos “Bate Asas Bate” e “Os Sinos da Candelária”.

Terror e Miséria no III Reich
Orientação Marta Haas

Terror e Miséria no III Reich é uma obra do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht. Foi escrita entre 1935 e 1938 – período em que Brecht estava exilado na Dinamarca – fazendo uso de recortes de jornal, notícias recebidas da resistência e rádio, tentando atingir principalmente os exilados alemães. É um panorama da sociedade alemã sob o domínio nazista. A peça é composta de múltiplos quadros independentes, aparentemente desconexos, em que cada cena nos mostra uma faceta do regime. Analisa opressores e oprimidos, assim como a penetração do terror e do medo no cotidiano das famílias alemãs. Brecht retrata os diversos segmentos sociais da Alemanha, tais como a polícia, o governo, a pequena burguesia e a classe operária. Terror e Miséria no III Reich é um estudo do medo e da delação, da desconfiança generalizada e da violência.

OFICINA POPULAR DO BAIRRO SÃO GERALDO

A Oficina Popular do bairro São Geraldo existe desde 2009, quando a Terreira da Tribo mudou-se para a rua Santos Dumont. A partir de encontros semanais o Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve no bairro um trabalho de criação de núcleo teatral.