SANTO/AMARGO

Quase todo mundo conhece a expressão de Marx: “é preciso mudar o mundo e não interpretá-lo”. Hélio Oiticica vislumbrou uma outra direção: “é preciso que o mundo seja mundo do homem e não mundo do mundo”. A encenação de O Amargo Santo da Purificação, novo trabalho de rua criado pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, de Porto Alegre, segue essa mesma vereda, trazendo à agenda um tema – a transformação do mundo – e uma personagem – Carlos Marighella – bem pouco convencionais. A realização, estreada em setembro de 2008, insere-se nas manifestações que recordam os quarenta anos de morte do líder revolucionário brasileiro. Dado o contexto, teríamos todos os elementos para mais uma peça de agitação dos oprimidos, mais um exercício para a retórica coletivista, mais uma encenação épica erigida sobre chavões. Não é o que ocorre. A primeira grande aventura do Ói Nóis foi a de privilegiar os poemas escritos pelo revolucionário e não seus discursos ou textos de militância. O material dramátic…

E a Tribo cai no samba no Carnaval de Guaíba!

Hoje a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará em Guaíba participando de mais um carnaval ao lado da Escola de Samba Império Serrano.

A Escola fundada em 1974, que tem suas atividades realizadas no bairro Ermo, já homenageou o grupo duas vezes em carnavais anteriores, e neste ano contará a história de Chico Rei na avenida, para abordar também um tema de extrema importância: o preconceito racial no Brasil.

Será mais uma vez uma experiência humana, um encontro entre o teatro e uma das mais potentes manifestações populares do nosso país, o carnaval. Estaremos lá! O teatro militante do Ói Nóis Aqui Traveiz, que neste ano completa 38 anos de trajetória, também prestará a sua homenagem a esta figura lendária. Salve Chico Rei!