MEIERHOLD NA SALA ÁLVARO MOREYRA

Meierhold, o último espetáculo da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, apresenta do dia 18 ao dia 21 de julho na Sala Álvaro Moreyra, no Centro Municipal de Cultura, sempre às 20h com entrada franca. As apresentações fecharão a mostra de repertório do grupo na programação do I Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz – uma imersão poética na estética do grupo através de oficinas, espetáculos, filmes e seminários.

A encenação de “Meierhold” que estreou no final de 2018 na Terreira da Tribo, com o prêmio açorianos 2018 de melhor ator para Paulo Flores, parte da livre adaptação da peça da chamada dramaturgia de "micropolítica de resistência” do argentino Eduardo Pavlovsky “Variaciones Meyerhold” (2005). “Meierhold” mostra o encenador russo num tempo fora da realidade, póstumo, como um espectro que reflete sobre o seu discurso artístico e os relaciona com momentos dramáticos de sua trajetória pessoal, sujeito ao cárcere, tortura e humilhações até o seu br…

OFICINA DE TEATRO DE RUA - Arte e Política

 A Oficina acontecerá de 12 de abril a 2 de setembro de 2016
terças, quintas e sextas-feiras
das 14 às 18 horas na Terreira da Tribo 
(Rua Santos Dumont, 1186 - São Geraldo)


Inscrições  de 28 de março a 8 de abril de 2016
de segundas a sextas-feiras
das 14 às 18 horas
na Terreira da Tribo
Rua Santos Dumont 1186
3286.5720 / 30281358
terreira.oinois@gmail.com
gratuita e aberta a todos interessados a partir dos 16 anos

Espetáculo: A Saga de Canudos, da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (2000)
Foto: Cláudio Etges


ESCOLA DE TEATRO POPULAR DA TERREIRA DA TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ

A Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política abordará os princípios básicos do teatro político e popular com a perspectiva que a rua seja palco de um teatro que se assuma como um constante repensar da sociedade, motivando uma releitura da vida cotidiana. Investigará o movimento, o gesto e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço urbano, proporcionando experimentação de linguagens para o desenvolvimento de personagens, situações, fábulas. Trabalhará elementos e recursos plásticos e musicais que auxiliam a criação poética da cena na rua. 

As aulas da Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política serão ministradas na  Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) e  será desenvolvida de 12 de abril a 2 de setembro de 2016, terças, quintas e sextas-feiras, das 14 às 18 horas. O resultado da seleção será divulgado a partir das 14 horas do dia 9 de abril de 2016. 

A seleção será feita através de inscrição (pessoalmente) e carta de intenção.

TERREIRA DA TRIBO

A Terreira da Tribo acredita na importância da função social do artista, e pretende que essa formação favoreça a emergência do artista competente não apenas no  seu ofício, mas também preocupado com o seu desempenho como cidadão.
A Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo dentro da sua proposta de trabalho realiza anualmente seminários, ciclos de debates e oficinas de iniciação teatral, pesquisa de linguagem e treinamento do ator. 

“A função do teatro de rua está em sua fusão com o cotidiano, em sua interação com a vida e as pessoas. Antes de tudo o teatro vai chegar a um público novo, inclusive a pessoas que, na sua grande maioria, nunca vão ao teatro. O teatro de rua exigiu do Ói Nóis Aqui Traveiz uma pesquisa estética que foi levada às últimas consequências. Onde surgiram elementos como o uso da máscara, a criação de bonecos de grandes proporções, a utilização da música, do canto e da dança, das pernas-de-pau, e a confecção de figurinos e adereços criativos e coloridos. Por tudo isso é que o teatro de rua da Tribo é contagiante e conquista a empatia dos mais diversos públicos. Através dos cortejos que geralmente abrem os espetáculos, o Ói Nóis Aqui Traveiz vai surpreendendo todo tipo de pessoas das mais variadas idades, que involuntariamente se vêem fazendo parte de uma roda,  onde a magia que, em algum momento da história da humanidade deu origem ao teatro,  retorna   e rompe as regras do cotidiano cinzento e tenso da cidade. Na sociedade de consumo a rua significa a libertação do teatro enquanto mercadoria, já que busca o envolvimento direto entre o público e a criação artística. Representa uma forma de escapar do sistema capitalista e do aparelho cultural, não apenas trazendo para cena uma estética e uma ética libertária, mas também uma reavaliação completa dos meios de produção dessa cultura hegemônica. Atuar nas ruas, nas praças públicas e nos parques, atuar para todos os que estão ali, de forma gratuita. Atuar como uma forma constante de se compreender e repensar a vida, no espaço onde a vida acontece com maior agilidade, diante de um público vivo, é quando o teatro torna-se revolucionário. Este teatro da vida real suprime de forma eficaz o espaço entre a arte e a vida. Um teatro a tal ponto coincidente com a vida parece prolongar, se não mesmo ultrapassar, a reivindicação artaudiana de uma cultura não distanciada da existência.” (Ói Nóis Aqui Traveiz Um Cavalo Louco no Sul do Brasil de Paulo Flores).


O Projeto "A Arte Pública do Ói Nóis Aqui Traveiz" é financiado pelo Programa Municipal de Fomento ao Trabalho Continuado em Artes Cênicas para a cidade de Porto Alegre.