VOLTA O CINECLUBE DA TERREIRA DA TRIBO DIA 3 DE MARÇO COM “A TRANSMISSÃO DA FLOR”

Na terça-feira, dia 3 de março, o CineClube da Terreira da Tribo está de volta com a exibição do documentário “A Transmissão da Flor” dirigido por Mariana Rotili, às 20 horas, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186), com entrada franca. O CineClube terá programação todas as terças-feiras de março – no dia 10 com “Cinema de Animação:Mulheres fora do Eixo”, com filmes curtas metragens de diretoras de diferentes partes do país e curadoria de Maíra Coelho e Marina Kerber; no dia 17 com “Édipo Rei' (1967) de Pier Paolo Pasolini e no dia 24 com “A Paixão de Joana D'Arc”(1928) de Carl Theodor Dreyer. Após os filmes haverá sempre uma roda de conversa. O CineClube faz parte da programação “Terreira da Tribo Eu Apoio!” - que é uma campanha de financiamento coletivo e permanente para a manutenção do espaço cultural Terreira da Tribo, através de uma plataforma online. As pessoas interessadas em colaborar na campanha podem fazer uma assinatura mensal no link www.benfeitoria.com/terr…

OFICINA DE TEATRO DE RUA - Arte e Política

 A Oficina acontecerá de 12 de abril a 2 de setembro de 2016
terças, quintas e sextas-feiras
das 14 às 18 horas na Terreira da Tribo 
(Rua Santos Dumont, 1186 - São Geraldo)


Inscrições  de 28 de março a 8 de abril de 2016
de segundas a sextas-feiras
das 14 às 18 horas
na Terreira da Tribo
Rua Santos Dumont 1186
3286.5720 / 30281358
terreira.oinois@gmail.com
gratuita e aberta a todos interessados a partir dos 16 anos

Espetáculo: A Saga de Canudos, da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (2000)
Foto: Cláudio Etges


ESCOLA DE TEATRO POPULAR DA TERREIRA DA TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ

A Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política abordará os princípios básicos do teatro político e popular com a perspectiva que a rua seja palco de um teatro que se assuma como um constante repensar da sociedade, motivando uma releitura da vida cotidiana. Investigará o movimento, o gesto e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço urbano, proporcionando experimentação de linguagens para o desenvolvimento de personagens, situações, fábulas. Trabalhará elementos e recursos plásticos e musicais que auxiliam a criação poética da cena na rua. 

As aulas da Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política serão ministradas na  Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) e  será desenvolvida de 12 de abril a 2 de setembro de 2016, terças, quintas e sextas-feiras, das 14 às 18 horas. O resultado da seleção será divulgado a partir das 14 horas do dia 9 de abril de 2016. 

A seleção será feita através de inscrição (pessoalmente) e carta de intenção.

TERREIRA DA TRIBO

A Terreira da Tribo acredita na importância da função social do artista, e pretende que essa formação favoreça a emergência do artista competente não apenas no  seu ofício, mas também preocupado com o seu desempenho como cidadão.
A Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo dentro da sua proposta de trabalho realiza anualmente seminários, ciclos de debates e oficinas de iniciação teatral, pesquisa de linguagem e treinamento do ator. 

“A função do teatro de rua está em sua fusão com o cotidiano, em sua interação com a vida e as pessoas. Antes de tudo o teatro vai chegar a um público novo, inclusive a pessoas que, na sua grande maioria, nunca vão ao teatro. O teatro de rua exigiu do Ói Nóis Aqui Traveiz uma pesquisa estética que foi levada às últimas consequências. Onde surgiram elementos como o uso da máscara, a criação de bonecos de grandes proporções, a utilização da música, do canto e da dança, das pernas-de-pau, e a confecção de figurinos e adereços criativos e coloridos. Por tudo isso é que o teatro de rua da Tribo é contagiante e conquista a empatia dos mais diversos públicos. Através dos cortejos que geralmente abrem os espetáculos, o Ói Nóis Aqui Traveiz vai surpreendendo todo tipo de pessoas das mais variadas idades, que involuntariamente se vêem fazendo parte de uma roda,  onde a magia que, em algum momento da história da humanidade deu origem ao teatro,  retorna   e rompe as regras do cotidiano cinzento e tenso da cidade. Na sociedade de consumo a rua significa a libertação do teatro enquanto mercadoria, já que busca o envolvimento direto entre o público e a criação artística. Representa uma forma de escapar do sistema capitalista e do aparelho cultural, não apenas trazendo para cena uma estética e uma ética libertária, mas também uma reavaliação completa dos meios de produção dessa cultura hegemônica. Atuar nas ruas, nas praças públicas e nos parques, atuar para todos os que estão ali, de forma gratuita. Atuar como uma forma constante de se compreender e repensar a vida, no espaço onde a vida acontece com maior agilidade, diante de um público vivo, é quando o teatro torna-se revolucionário. Este teatro da vida real suprime de forma eficaz o espaço entre a arte e a vida. Um teatro a tal ponto coincidente com a vida parece prolongar, se não mesmo ultrapassar, a reivindicação artaudiana de uma cultura não distanciada da existência.” (Ói Nóis Aqui Traveiz Um Cavalo Louco no Sul do Brasil de Paulo Flores).


O Projeto "A Arte Pública do Ói Nóis Aqui Traveiz" é financiado pelo Programa Municipal de Fomento ao Trabalho Continuado em Artes Cênicas para a cidade de Porto Alegre.