“VIRAL” NA TERREIRA DA TRIBO DIA 30 DE ABRIL – ÀS 20 HORAS ENTRADA FRANCA

A dramaturgia original de "Viral", escrita por Daniel Colin, apresenta cenas avulsas sobre duas famílias que vão, pouco a pouco, se entrecruzando na narrativa do espetáculo. O texto é verborrágico, irônico, mordaz e perverso, cujas ideias - do dramaturgo e das personagens - alastram-se e disseminam-se como vírus a contaminar a quem as escuta. Daniel Colin elabora a dramaturgia original e interpreta mais de 10 personagens neste trabalho solo, com direção do próprio em parceria com Denis Gosch.


Ficha Técnica
Direção e argumento de texto: Daniel Colin e Denis Gosch Dramaturgia: Daniel Colin Supervisão de dramaturgia: Felipe Vieira de Galisteo Assistente de direção: Juliana Kersting Atuação: Daniel Colin Iluminação: Claudia de Bem Video design: Thais Fernandes Figurino: Daniel Colin Sonoplastia: Daniel Colin e Denis Gosch Design gráfico: Ricardo Zigomático Fotos: Claudio Etges Produção: Daniel Colin Realização: Teatro Sarcáustico
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"Hamlet Envenenado ou o Gosto do Azedo"

O Grupo Rito estará apresentando o espetáculo “Hamlet Envenenado ou o Gosto do Azedo” nos dias 8, 15 e 22 de abril (sextas feiras), às 20h na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186 - São Geraldo). Entrada Franca!
Distribuição de senhas às 19h30!

"Hamlet Envenenado ou o Gosto do Azedo"

Inspirado no personagem ícone do teatro universal de Shakespeare, “Hamlet envenenado, ou o gosto do azedo”, é uma visita na obra do bardo inglês, abrindo janelas por Heiner Müller e por poemas de exílio e de resistência de alguns poetas palestinos, com suas respectivas obras: Hamlet Máquina e Lamentos dos Oprimidos.
Esse farrapo de Shakespeare, que perdido na corrupção familiar promete vingança ao fantasma do pai assassinado e que serve de moldura ao grito de Ofélia, que clama por vingança. É uma história atual, amparada pelos fragmentos de Heiner Müller e por sua violenta visão de mundo.

Embora seja uma metáfora do homem moderno e de suas consequências de vida, Hamlet é o espelho do teatro e dos homens de teatro diante da crise do artista-intelectual em sua consciência de impotência. Nosso drama não se realiza mais, estamos saturados. O vicio da modernidade tem gosto azedo e nos envenena com a ausência de referencias. O sexo, o poder, o dinheiro e a ganância são ingredientes desse veneno que bebemos cotidianamente, sentados, vestindo a máscara de espectador. Tirai-vos essa máscara!

O RITO – Grupo de Teatro – é um grupo experimental que entende nessa possibilidade de montagem, a importância de fazer um teatro social, crítico e com tantas interrogações para dividir com o público e dialogando com a História da Humanidade e nesse sentido afirmamos: "é preciso aceitar a presença dos mortos como parceiros de diálogo ou como destruidores - somente o diálogo com os mortos engendra o futuro", como já dizia Müller.
O Grupo se constituiu após a formação de atores na Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo, com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Hoje desenvolve uma pesquisa no campo da dramaturgia pós-dramática e com o Teatro Ritual.

Fotos: Alissa Gottfried