TEM MÚSICA NA TABA! COM ENTRADA FRANCA

Nos dias 14 e 15 de outubro, às 20 horas, com entrada franca, TEM MÚSICA NA TABA! na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186). Na segunda-feira, dia 14 de outubro,  Mariana Stedele, cantora e atuadora da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, convida os amigos Tiago Bra, Ana Clara e Charlotte para cantarem e compartilharem suas composições numa celebração com o público. A terça-feira, dia 15 de outubro, reunirá os grupos musicais Guará e Expresso Livre. As apresentações fazem parte da campanha TERREIRA DA TRIBO EU APOIO!
A Guará é uma alcatéia antropomórfica e musical reunida desde 2017, quando músicos estudantes do curso de Música Popular da UFRGS se encontram e começam a compor juntos. Com uma proposta de antropofagia musical traz um eco tropicalista, misturando ritmos brasileiros com funk americano e rock progressivo/psicodélico. Integrada por Carlo Gianlupi (Bateria), Duda Raupp (Guitarra, teclado e voz), Gabriel Campão (Guitarra e voz), Rodrigo Hirsch (Voz) e Wolf Peters (Ba…

"Hamlet Envenenado ou o Gosto do Azedo"

O Grupo Rito estará apresentando o espetáculo “Hamlet Envenenado ou o Gosto do Azedo” nos dias 8, 15 e 22 de abril (sextas feiras), às 20h na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186 - São Geraldo). Entrada Franca!
Distribuição de senhas às 19h30!

"Hamlet Envenenado ou o Gosto do Azedo"

Inspirado no personagem ícone do teatro universal de Shakespeare, “Hamlet envenenado, ou o gosto do azedo”, é uma visita na obra do bardo inglês, abrindo janelas por Heiner Müller e por poemas de exílio e de resistência de alguns poetas palestinos, com suas respectivas obras: Hamlet Máquina e Lamentos dos Oprimidos.
Esse farrapo de Shakespeare, que perdido na corrupção familiar promete vingança ao fantasma do pai assassinado e que serve de moldura ao grito de Ofélia, que clama por vingança. É uma história atual, amparada pelos fragmentos de Heiner Müller e por sua violenta visão de mundo.

Embora seja uma metáfora do homem moderno e de suas consequências de vida, Hamlet é o espelho do teatro e dos homens de teatro diante da crise do artista-intelectual em sua consciência de impotência. Nosso drama não se realiza mais, estamos saturados. O vicio da modernidade tem gosto azedo e nos envenena com a ausência de referencias. O sexo, o poder, o dinheiro e a ganância são ingredientes desse veneno que bebemos cotidianamente, sentados, vestindo a máscara de espectador. Tirai-vos essa máscara!

O RITO – Grupo de Teatro – é um grupo experimental que entende nessa possibilidade de montagem, a importância de fazer um teatro social, crítico e com tantas interrogações para dividir com o público e dialogando com a História da Humanidade e nesse sentido afirmamos: "é preciso aceitar a presença dos mortos como parceiros de diálogo ou como destruidores - somente o diálogo com os mortos engendra o futuro", como já dizia Müller.
O Grupo se constituiu após a formação de atores na Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo, com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Hoje desenvolve uma pesquisa no campo da dramaturgia pós-dramática e com o Teatro Ritual.

Fotos: Alissa Gottfried