A Casa de Fausto sob o Signo do Cruzeiro do Sul [Parte 3/Final]

Anátema e sagração da primaveraO grupo brasileiro Ói Nóis Aqui Traveiz encena o Fausto de Goethe em Porto AlegrePor Friedrich Dieckmann para a revista alemã Theater Der Zeit
 O princípio do palco simultâneo, que define toda a encenação, repete-se nas cenas de Margarida nas dimensões de um espaço com forma de sala, e o espectador pode escolher os pontos, a partir dos quais ele quer assistir aos acontecimentos; ele pode também mudar de lugar. Nos dois lados estreitos tornam-se presentes duas instâncias polares: num lado, o grupo de imobilidade estatuária, no qual aparecem, ao lado de um sacerdote, um cavaleiro e uma mulher (trata-se de Valentim e da mãe de Margarida), à semelhança de estátuas; no outro lado, a área do jardim com o lago, as pedras e as plantas, que aparece atrás de véus. O lado da igreja estende-se por todo o espaço na forma de figuras de santos (aquelas figuras carregadas da rua para dentro do recinto); a roda de fiar se encontra aqui, em cuja caixa Mefisto deposita o …

O Exercício Cênico "Os Sinos da Candelária" entra em cartaz na sala Álvaro Moreira nas quartas de maio!


O Exercício Cênico "Os Sinos da Candelária" da Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz - Canoas, estará em cartaz nas quartas feiras de maio (4, 11, 18 e 25) na Sala Álvaro Moreira (Av. Erico Veríssimo, 307 – Menino Deus) com entrada franca!


O trabalho foi contemplado pelo edital Novas Caras da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

Em 1993 o Rio de Janeiro foi sacudido por um crime covarde, onde crianças foram assassinadas enquanto dormiam em frente à Igreja da Candelária. Este fato originou a peça “Os Sinos da Candelária” da escritora e compositora Aurea Charpinel. E é sobre este texto teatral que a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz na cidade de Canoas vem desenvolvendo o seu trabalho no ano de 2013/2014, abordando uma das questões mais agudas da exclusão social no Brasil – o menor abandonado.


Adaptação livre do texto de Aurea Charpinel a peça traz para cena esses meninos e meninas de rua no seu cotidiano, personagens reais trazendo no corpo e na alma a marca da violência. Através de cenas do cotidiano – nas ruas e nas instituições do governo - a peça conta a história de um grupo de crianças e adolescentes nos dias que antecederam o Massacre da Candelária, culminando na cena de violência extrema que consternou o mundo “civilizado” e encheu de vergonha e tristeza os muitos brasileiros que não compactuam com este tipo de bestialidade.


Com: Duda Máximo, Lucas Gheller, Sirlandia Gheller, Thaynan Kraetzig, Janete Costa, Raquel Amsberg, Giovane Nunes, Júlio César Santos, Maitê Astigarraga, Sara Oliveira, Yasmin Oliveira, Maria Senilda Oliveira, Jana Farias, Dijean Bueno, Bárbara Hoch, Gabriel Botelho, Márcio Pereira e Roberta Millarch.

Orientação: Paula Carvalho
Sonoplastia: Pascal Berten

*Oficina Popular de Teatro de Canoas

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve desde dezembro de 2011, uma oficina teatral na Antiga Estação Férrea de Canoas. Espaço este, que permanece aberto há mais de 20 anos para atividades culturais, devido à resistência de diversos artistas para preservá-la. Á convite do grupo “Pode ter inço no Jardim”, a Tribo se soma aos artistas de Canoas na luta pela preservação da Estação Cultural.

A oficina que acontece no centro reúne pessoas oriundas de diversos bairros, e ao longo desses anos desenvolveu diversas ações artísticas na cidade e realizou os exercícios cênicos “Bate Asas Bate” e “Os Sinos da Candelária”.

Atualmente a Oficina tem o apoio da PIC (Programa de Incentivo a Cultura - Canoas).


Fotos: Eugênio Barboza