Artistas na Rua Fora Bolsonaro - Porque derrubá-lo é Urgente!

 Culuna de Tânia Farias em Brasil de Fato . Ato Fora Bolsonaro em Porto Alegre: "Há muitas ações sendo gestadas, não sairemos das ruas enquanto não derrubarmos o genocida do poder" - Foto: Mari Martinez A clareza de que Bolsonaro hoje é mais letal que o vírus fez com que perdessem o medo "É preciso estancar essa sangria!!! Um homem sem juízo e sem noção não pode governar essa nação!" Essas são algumas das frases da canção de Zeca Baleiro, entoada pelo movimento Artistas pelo Impeachment, que reúne artistas de todo o país. O clipe “Desgoverno” tem claramente incomodado os ainda apoiadores do governo genocida e corrupto de Bolsonaro, Mourão e os militares. A população, atingida pelo descaso e pela fome, tem saído as ruas. A clareza de que Bolsonaro hoje é mais letal que o vírus fez com que perdessem o medo. Nesse caldo e ação estamos também nós, os artistas e trabalhadores da cultura

Desmontagem “Evocando os Mortos Poéticas da Experiência” em Cuba!

A performance “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência” da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz participa neste mês do principal Festival Cubano, o Maio Teatral. 

Esta edição do Festival que acontece de 13 a 22 de maio e que pretende refletir sobre o papel do Teatro de Grupo no Teatro Latino Americano, conta com grupos de longa trajetória e extrema relevância no continente, como o Teatro La Candelária da Colômbia, o Grupo Yuyachkani do Peru, o Teatro Gayumba da República Dominicana e contará pela primeira vez com a presença do grupo brasileiro Ói Nóis Aqui Traveiz. 

Além de apresentações da perfomance, a atuadora Tânia Farias participará de debates e seminários com teatreiros Latino Americanos e Caribenhos e também de um bate papo sobre publicações teatrais, apresentando ao Festival a Cavalo Louco – a Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.


Sobre o Festival:

“Não se pode compreender a cena Latino Americana contemporânea, sem refletir sobre o papel do Teatro de Grupo. Ao tratar de uma noção que transmuta em categoria, sobrepassa seu sentido literal, alusivo a natureza coletiva do teatro que afeta a todas as suas formas de organização. Neste caso implica o compromisso com uma ética por parte do ator, formas singulares de participação e da relação entre indivíduo e coletivo, assim como especificidades nos procedimentos e perspectivas de trabalho criador que envolvem a todos os integrantes e as múltiplas disciplinas em jogo, cruzadas e compartilhadas de inúmeros modos”.


“Evocando os mortos – Poéticas da Experiência”

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.

Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.

Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011 a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. A ativação da memória corporal, fazendo surgir e desaparecer as personagens.
Realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

Fotos Rafael Saes