TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 19]

“Se Não Tem Pão, Comam Bolo!” tem por referência a célebre frase da rainha da França, Maria Antonieta,quando no princípio da Revolução Francesa, pressionada em seu próprio palácio pelo povo que pedia pão, pateticamente perguntou por que não comiam brioches. Encenação popular, esta fábula política recorre ao fato histórico para falar de problemas cotidianos que afligem a maioria dos brasileiros: a fome, a opressão, os desmandos do poder e a corrupção dos políticos. Os personagens são saltimbancos contadores de histórias, que de uma forma satírica e divertida cantam para o povo, nas ruas, o que a sociedade burguesa procura esconder: a luta de classes. 
    “SE NÃO TEM PÃO, COMAM BOLO!” Roteiro e direção : criação coletiva Figurinos : Arlete Cunha Adereços : Zau Figueiredo Música : Rogério Lauda Elenco : Arlete Cunha, Kike Barbosa, Rogério Lauda e Sandra Possani Intérprete em substituição : Vera Parenza Estreia : 14 de fevereiro de 1993 (Espetáculo de rua) TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! Você

Vão começar as obras para a construção do Centro Cultural Terreira da Tribo!

Finalmente um terreno fértil, um prédio público, para a Arte Pública da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz! 38 Anos de Ousadia e Ruptura, cultivando a Utopia, semeando a Paixão e dando mãos à Resistência!



Foi assinada nesta quarta-feira (8/06), pelo prefeito José Fortunati a ordem de início das obras para a construção do Centro Cultural Terreira da Tribo. O prédio de três andares localizado na esquina da Rua João Alfredo com a Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto terá três pavimentos, com mezanino, galpão cênico, biblioteca, videoteca, foyer, cafeteria, loja, banheiros, espaço para teatro de rua e estacionamento com 25 vagas.


A empresa Frame - Engenharia e Telemática foi a vencedora da licitação. Serão investidos R$ 6.156.531,84, com recursos provenientes do Ministério da Cultura (R$ 1,4 milhão) e da Prefeitura (R$ 4,8 milhões). A expectativa é de que as obras comecem na próxima semana, com conclusão em dezembro de 2017.

O terreno foi doado pela prefeitura e o projeto desenvolvido pela equipe da Divisão de Projetos Prediais da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov). O engenheiro João Pancinha, que liderou o trabalho, destacou a transversalidade entre as secretarias e departamentos municipais para tornar o empreendimento possível. “Uma cidade e um povo desenvolvido dependem e priorizam a cultura. É o que buscamos aqui. Porto Alegre vai receber um equipamento qualificado, de primeiro mundo”, disse Pancinha. O secretário municipal da Cultura, Roque Jacoby, também citou o trabalho integrado no desenvolvimento do projeto e para viabilizar a obra, que segundo ele “diferencia Porto Alegre no cenário nacional do teatro e da arte popular”.


Fotos Eugênio Barboza