A vanguarda gaúcha em ação

Marcelo Marchioro ( O Estado do Paraná, 29 de Junho de 1979)   Para todos aqueles que procuram a renovação de tudo aquilo que está de uma maneira ou outra ligada ao homem, para todos os que são suficientemente abertos para receberem novas idéias e concepções e se colocam contra qualquer tipo de estagnação, para todos os que possuem uma visão ampla e irrestrita do que seja cultura e das várias maneiras pelas quais ela se manifesta, para todos aqueles que são receptivos (se não para gostar, ao menos para analisar) às novas e válidas propostas de trabalho e têm condições de entender o que seja um espetáculo consciente e revitalizador, hoje é o último dia para assistir a “Ensaio Selvagem” às 21 horas no Teatro Universitário de Curitiba, produção do grupo gaúcho “Ói Nóis Aqui Traveiz”.   Em geral, novas propostas ou manifestações de vanguarda (principalmente quando se trata de cultura) sempre são encaradas pelo público com muitas ressalvas, especialmente por aquela grande camada tradi

Ói Nóis Aqui Traveiz participa do 16º Festival Experimenta Teatro em Rosário (ARG)

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz participa da 16º edição do “Experimenta Teatro - Encontro Internacional de Grupos” organizado pelo grupo El Rayo Misterioso, em Rosário na Argentina.

Os atuadores Pascal Berten e Tânia Farias estarão ministrando uma oficina/vivência nos dias 8 e 9 de agosto, na sede do grupo El Rayo Misterioso, e no dia 10 (no mesmo local) a atuadora Tânia Farias apresenta a desmontagem “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência”.

O Festival que acontece de 7 a 13 de agosto conta com uma programação de apresentações, debates, seminários, oficinas e reúne grupos da Alemanha, Brasil, Coreia do Sul, Costa Rica, Espanha, Finlândia e Paraguai. O Grupo El Rayo Misterioso esteve em Porto Alegre na última edição do Festival de Teatro Popular Jogos de Aprendizagem, organizado pela Tribo de atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

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DESMONTAGEM: EVOCANDO OS MORTOS – POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA

A desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atuadora Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

foto: Paula Carvalho