SANTO/AMARGO

Quase todo mundo conhece a expressão de Marx: “é preciso mudar o mundo e não interpretá-lo”. Hélio Oiticica vislumbrou uma outra direção: “é preciso que o mundo seja mundo do homem e não mundo do mundo”. A encenação de O Amargo Santo da Purificação, novo trabalho de rua criado pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, de Porto Alegre, segue essa mesma vereda, trazendo à agenda um tema – a transformação do mundo – e uma personagem – Carlos Marighella – bem pouco convencionais. A realização, estreada em setembro de 2008, insere-se nas manifestações que recordam os quarenta anos de morte do líder revolucionário brasileiro. Dado o contexto, teríamos todos os elementos para mais uma peça de agitação dos oprimidos, mais um exercício para a retórica coletivista, mais uma encenação épica erigida sobre chavões. Não é o que ocorre. A primeira grande aventura do Ói Nóis foi a de privilegiar os poemas escritos pelo revolucionário e não seus discursos ou textos de militância. O material dramátic…

Ói Nóis Aqui Traveiz participa do 16º Festival Experimenta Teatro em Rosário (ARG)

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz participa da 16º edição do “Experimenta Teatro - Encontro Internacional de Grupos” organizado pelo grupo El Rayo Misterioso, em Rosário na Argentina.

Os atuadores Pascal Berten e Tânia Farias estarão ministrando uma oficina/vivência nos dias 8 e 9 de agosto, na sede do grupo El Rayo Misterioso, e no dia 10 (no mesmo local) a atuadora Tânia Farias apresenta a desmontagem “Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência”.

O Festival que acontece de 7 a 13 de agosto conta com uma programação de apresentações, debates, seminários, oficinas e reúne grupos da Alemanha, Brasil, Coreia do Sul, Costa Rica, Espanha, Finlândia e Paraguai. O Grupo El Rayo Misterioso esteve em Porto Alegre na última edição do Festival de Teatro Popular Jogos de Aprendizagem, organizado pela Tribo de atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

Mais informações aqui:



DESMONTAGEM: EVOCANDO OS MORTOS – POÉTICAS DA EXPERIÊNCIA

A desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atuadora Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

foto: Paula Carvalho