TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 19]

“Se Não Tem Pão, Comam Bolo!” tem por referência a célebre frase da rainha da França, Maria Antonieta,quando no princípio da Revolução Francesa, pressionada em seu próprio palácio pelo povo que pedia pão, pateticamente perguntou por que não comiam brioches. Encenação popular, esta fábula política recorre ao fato histórico para falar de problemas cotidianos que afligem a maioria dos brasileiros: a fome, a opressão, os desmandos do poder e a corrupção dos políticos. Os personagens são saltimbancos contadores de histórias, que de uma forma satírica e divertida cantam para o povo, nas ruas, o que a sociedade burguesa procura esconder: a luta de classes. 
    “SE NÃO TEM PÃO, COMAM BOLO!” Roteiro e direção : criação coletiva Figurinos : Arlete Cunha Adereços : Zau Figueiredo Música : Rogério Lauda Elenco : Arlete Cunha, Kike Barbosa, Rogério Lauda e Sandra Possani Intérprete em substituição : Vera Parenza Estreia : 14 de fevereiro de 1993 (Espetáculo de rua) TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! Você

Dicções femininas na cultura brasileira!


A atuadora Tânia Farias participa de um importante seminário organizado pela Revista Cult, em parceria com o Itaú Cultural, nos dias 24 e 25 de setembro. O seminário chamado “Dicções femininas na cultura brasileira” tem a intenção é discutir temas que dizem respeito a todas as mulheres que buscam igualdade de gênero em suas atividades e em seu cotidiano.
Durante dois dias, pesquisadoras, artistas, intelectuais e ativistas partem de suas próprias vivências para falar sobre mulher, comunicação e cultura, e debater assuntos que vão da presença transformadora da mulher na cultura brasileira ao silenciamento a que muitas vezes são submetidas.

A Revista Cult na edição deste mês (setembro) fez o perfil de algumas mulheres representativas na cultura brasileira, dentre elas está atuadora Tânia Farias, confira!



No primeiro dia, sábado (24), às 14h, a mesa inaugural discute o papel transformador da mulher na cultura brasileira. De que maneira a cultura ganha um traço distintivo a partir da experiência do feminino? Há espaços culturais ainda não ocupados pelas mulheres? Elas são devidamente representadas pela mídia, pelo cinema, pela literatura? Com mediação de Bianca Santana, Djamila Ribeiro, Ivana Bentes e Eliane Potiguara debatem o assunto.






Às 16h, Tânia Farias, Roberta Barros e Estela Lapponi participam da mesa “Produzir arte – Desfazendo a hegemonia e suas complexidades”, com mediação de Úrsula Passos. Há entraves específicos enfrentados pelas artistas brasileiras, da circulação de suas obras até a consolidação de seus nomes nos círculos da curadoria nacional? A desigualdade de gênero está presente também no momento de se produzir e disseminar arte no Brasil? Como superar a hegemonia e tornar os circuitos artísticos mais diversos? Essas e outras questões serão discutidas pela mesa.

No domingo (25), a mesa “Silenciamento do feminino” traz Eliane Dias, Marcia Kambeba e Marcia Tiburi para refletir: o que muda quando as mulheres tomam para si a construção de suas próprias narrativas? O patriarcado quer vê-las caladas? Como se dão as tentativas de silenciar suas vozes todos os dias? Com mediação da historiadora Caróu Diquinson, o debate terá início às 14h.

Já a mesa “A legitimação da presença da mulher no ambiente acadêmico” fecha o seminário, no domingo (25), às 16h. Nilma Gomes, Azelene Kaingang e Michele Fanini, com mediação de Lais Modelli, discutem a presença da mulher em instituições acadêmicas, desde os processos de admissão nas universidades como alunas, até as dificuldades enfrentadas quando contratadas como docentes e, por vezes, em cargos de poder. Apontará também para a própria legitimação da produção teórica de mulheres: há produção continuada? Quando há, publica-se? Ao se publicar, são citadas como referência em outras pesquisas?

Entre as mesas, haverá ainda as performances INTENTO 00035 – Ça m’énerve!!!, de Estela Lapponi, Mulheres Violentas, do Grupo Boa Companhia, e DESVIANTE ou Glory Box, de Nina Giovelli.
Mais que oferecer respostas, o seminário “Dicções femininas na cultura brasileira” será um espaço para a articulação de questionamentos que incomodam e nos tiram do lugar comum. Dias 24 e 25 de setembro, no Itaú Cultural!