TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 19]

“Se Não Tem Pão, Comam Bolo!” tem por referência a célebre frase da rainha da França, Maria Antonieta,quando no princípio da Revolução Francesa, pressionada em seu próprio palácio pelo povo que pedia pão, pateticamente perguntou por que não comiam brioches. Encenação popular, esta fábula política recorre ao fato histórico para falar de problemas cotidianos que afligem a maioria dos brasileiros: a fome, a opressão, os desmandos do poder e a corrupção dos políticos. Os personagens são saltimbancos contadores de histórias, que de uma forma satírica e divertida cantam para o povo, nas ruas, o que a sociedade burguesa procura esconder: a luta de classes. 
    “SE NÃO TEM PÃO, COMAM BOLO!” Roteiro e direção : criação coletiva Figurinos : Arlete Cunha Adereços : Zau Figueiredo Música : Rogério Lauda Elenco : Arlete Cunha, Kike Barbosa, Rogério Lauda e Sandra Possani Intérprete em substituição : Vera Parenza Estreia : 14 de fevereiro de 1993 (Espetáculo de rua) TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! Você

Medeia de Lodz

Foto: Pedro Isaias Lucas


Tem uma velha história
De uma mulher, chamada Medeia
Há mil anos ela chegou
Em uma praia estrangeira.
O homem que a amava
Levou ela pra lá.
Ele disse: Você está em casa
Onde eu estou em casa.

Ela falava outra língua
Que as pessoas de lá
Para leite, pão e amor
Eles tinham outra palavra.
Ela tinha cabelo diferente
E seu caminhar era outro
Nunca se sentiu em casa
A olhavam desconfiados.

O que aconteceu com ela
Conta Eurípedes
Seus coros poderosos cantam
De um julgamento antigo.
Só o vento sopra nas ruínas
Da cidade inóspita
E poeira são as pedras com que
Apedrejaram a estrangeira .

De repente ouvimos falar
Que em nossas cidades
Se vêem Medeias novamente.
Entre bonde e carro e trem
Voltou a velha gritaria
1934
Em nossa Berlim.

Bertolt Brecht
Tradução livre de Pascal Berten


*Medeia hoje, meia noite, RFFSA - Crato
Entra Franca
Distribuição de senhas 30 min. antes do espetáculo.

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