A vanguarda gaúcha em ação

Marcelo Marchioro ( O Estado do Paraná, 29 de Junho de 1979)   Para todos aqueles que procuram a renovação de tudo aquilo que está de uma maneira ou outra ligada ao homem, para todos os que são suficientemente abertos para receberem novas idéias e concepções e se colocam contra qualquer tipo de estagnação, para todos os que possuem uma visão ampla e irrestrita do que seja cultura e das várias maneiras pelas quais ela se manifesta, para todos aqueles que são receptivos (se não para gostar, ao menos para analisar) às novas e válidas propostas de trabalho e têm condições de entender o que seja um espetáculo consciente e revitalizador, hoje é o último dia para assistir a “Ensaio Selvagem” às 21 horas no Teatro Universitário de Curitiba, produção do grupo gaúcho “Ói Nóis Aqui Traveiz”.   Em geral, novas propostas ou manifestações de vanguarda (principalmente quando se trata de cultura) sempre são encaradas pelo público com muitas ressalvas, especialmente por aquela grande camada tradi

Ói Nóis Aqui Traveiz ministra oficina no Festival de dança em Londrina!

A atuadora Tânia Farias está neste momento em Londrina, ministrando a oficina de performance “Procura-se um corpo”, que pretende de forma poética, provocar reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A atuadora Tânia Farias, incorporando o ideário do Ói Nóis, utiliza as artes cênicas como ato de resistência e para tratar temas atuais como a fragilidade da democracia e o aumento da intolerância na sociedade. Ela traz exercícios para a preparação do corpo do performer, de modo a torná-lo permeável a experiências à sua volta. A oficina propõe ainda o reconhecimento e a ocupação de um espaço urbano de Londrina, onde será realizada uma performance concebida conjuntamente pelo grupo.

 Tânia Farias é atriz, encenadora, professora e produtora teatral.Desde 1994, integra a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, um dos grupos de teatro mais tradicionais e resistentes do Brasil. Foi ganhadora do Prêmio Açorianos por duas vezes e indicada ao Shell de melhor atriz. Afora as inúmeras criações coletivas com o grupo, concebeu a desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência”, solo apresentado no Festival de Dança de Londrina 2015.
Público-alvo: Público em geral, especialmente atores, bailarinos, performers e estudantes das artes cênicas.

Foto Rafael Saes


Capacidade: 30 vagas

Dias: 27 a 31 de outubro (de quinta a segunda)

Horário: 27 e 28 de outubro: das 19 às 21 horas; 29 e 30 de outubro: das 14 às 16 horas;

31 de outubro: performance urbana, com horário a definir

Local: Escola Municipal de Dança (Rua Senador Souza Naves, 2380)

Mais informações:
http://2016.festivaldedancadelondrina.art.br/um-festival-de-ascens%C3%A3o-mete%C3%B3rica