Santos Amargos

Paulo Bio Toledo - (Cavalo Louco Revista de teatro, dezembro de 2009)
[...] O dom de Despertar no passado as centelhas da esperança é um privilégio exclusivo do Historiador convencido de que também os mortos não estarão em segurança se o inimigo vencer. E esse inimigo não tem cessado de vencer.
Walter Benjamin Sobre o conceito da história
Necrofilia é o amor ao futuro Heiner Müller

Fotos de Pedro Isaias Lucas 
Anjos
A famosa metáfora do anjo da história do pensador alemão Walter Benjamin – interpretação poética da pintura Angelus Novus, de Paul Klee – retrata um anjo que observa o passado amontoado de entulho e destroços da civilização, mas não pode parar, é incessamente puxado ao futuro pelos ventos do Progresso.
Heiner Müller reescreve a imagem. Seu anjo olha a frente. Observa o futuro “represado, esmagando seus olhos”, mas a pilha de destroços é mais rápida que ele e o comprimento no instante: entre o passado e o futuro.Imobilizado, esmagado. Até que: “um renovado rufar de pod…

Ói Nóis Aqui Traveiz ministra oficina no Festival de dança em Londrina!

A atuadora Tânia Farias está neste momento em Londrina, ministrando a oficina de performance “Procura-se um corpo”, que pretende de forma poética, provocar reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A atuadora Tânia Farias, incorporando o ideário do Ói Nóis, utiliza as artes cênicas como ato de resistência e para tratar temas atuais como a fragilidade da democracia e o aumento da intolerância na sociedade. Ela traz exercícios para a preparação do corpo do performer, de modo a torná-lo permeável a experiências à sua volta. A oficina propõe ainda o reconhecimento e a ocupação de um espaço urbano de Londrina, onde será realizada uma performance concebida conjuntamente pelo grupo.

 Tânia Farias é atriz, encenadora, professora e produtora teatral.Desde 1994, integra a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, um dos grupos de teatro mais tradicionais e resistentes do Brasil. Foi ganhadora do Prêmio Açorianos por duas vezes e indicada ao Shell de melhor atriz. Afora as inúmeras criações coletivas com o grupo, concebeu a desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência”, solo apresentado no Festival de Dança de Londrina 2015.
Público-alvo: Público em geral, especialmente atores, bailarinos, performers e estudantes das artes cênicas.

Foto Rafael Saes


Capacidade: 30 vagas

Dias: 27 a 31 de outubro (de quinta a segunda)

Horário: 27 e 28 de outubro: das 19 às 21 horas; 29 e 30 de outubro: das 14 às 16 horas;

31 de outubro: performance urbana, com horário a definir

Local: Escola Municipal de Dança (Rua Senador Souza Naves, 2380)

Mais informações:
http://2016.festivaldedancadelondrina.art.br/um-festival-de-ascens%C3%A3o-mete%C3%B3rica