A Missão - Lembrança de uma Revolução

A Revolução Possível Revista Aplauso/ 2007 Crítica de Fábio Prikladnicki
(Fotos Cisco Vasques)



De um espetáculo do tipo “teatro de vivência" da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz se espera muitas coisas, sendo uma delas a utilização de uma narrativa descontÍnua, fazendo com que o espectador se pergunte, a cada cena, "O que está acontecendo". Assim também é em A Missão (Lembrança de uma Revolução), do dramaturgo alemão Heiner Muller (1929-1995), que faz novatemporada no final de marco, na Terreira da Tribo, em PortoAlegre, depois de ter estreado em novembrode 2006. Aocontrário de outros trabalhos, nesse não se opera nenhumtipo de colagem textual: a marca do Ói Nóis está essencialmentena encenação. O que não é pouca coisa. Escrito em 1979, o texto parece, ainda hoje, vanguardista e ousado. Não apenas porque Muller é um dos maiores dramaturgos pós-modernos. Nem apenas porque sua produção, escrita em plena Alemanha comunista, tenha mantido vitalidade mesmo depois da queda d…

Grupo Obragem de Teatro (Curitiba) apresenta na Terreira da Tribo!

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz recebe na sua sede o grupo Obragem de Teatro, de Curitiba. O grupo irá apresentar nos dias 15, 16 e 17 de novembro, às 20h na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186) o espetáculo "Essencial" com entrada franca.

Abrindo os trabalhos, no dia 14 de novembro a atuadora Tânia Farias apresenta a desmontagem "Evocando os Mortos Poéticas da Experiência", também na Terreira da Tribo.

A distribuição de senhas será 30 minutos antes das apresentações.

ESSENCIAL é uma peça de teatro, com fortes características performáticas, que provoca uma transformação no modo de perceber a Vida e o Teatro. Com a ideia de movimento e de contato, os participantes ampliam suas visões sobre o Tempo; sobre as suas experiências de vida e sobre a potência que a memória exerce sobre o nosso presente. O contato com as histórias de outro ser humano; com as emergências individuais e com os modos dinâmicos de criação artística, promovem um espaço propício, para uma percepção surpreendente sobre o humano. 


A peça propõe o questionamento sobre o que é essencial para a manutenção da vida humana e para que o Teatro, como fenômeno, aconteça. A dramaturgia da peça foi construída a partir da reflexão sobre o que é realmente necessário para a vida humana e para a experiência de olhar para si mesmo e para o outro, como princípios de reencontrar as qualidades essencialmente humanas.  O Grupo Obragem enfatiza o trabalho do ator e a sua relação com a plateia. Artistas e público PARTICIPAM, juntos, de uma experiência capaz de gerar ACONTECIMENTOS no espaço.



GRUPO OBRAGEM DE TEATRO

O Grupo Obragem de Teatro foi criado pelos artistas Eduardo Giacomini e Olga Nenevê.  É caracterizado por seu perfil investigativo e pela construção de uma linguagem particular de expressão artística, para adultos e crianças. Desde a sua formação, em 2002, em Curitiba, o grupo trabalha de forma contínua em ações integradas de criação; intercâmbios artísticos e formação de plateia. O Grupo Obragem acredita na ARTE como meio de transformação dos modos sedimentados de agir, pensar e participar da sociedade.
Com 14 anos de existência e trabalho contínuo, o Grupo Obragem já encenou 16 peças para adultos e 05 para crianças. Apresentou seus trabalhos em várias cidades do Brasil e em Lisboa – Portugal. Participou de importantes eventos culturais (SESI SP e PR/SESC PR/Caixa Cultural) e festivais internacionais do Brasil, como o FIT Rio Preto e o FILO. 


Grupo Obragem de Teatro
Alameda Júlia da Costa, 204 – São Francisco – Curitiba – PR
Cep: 80.410-070 - Fone: (41) 3077.0293 e (41) 8414.0292
www.grupoobragemdeteatro.com.br
FACEBOOK/Obragem

Desmontagem Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência

A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.

Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.

Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011 a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. A ativação da memória corporal, fazendo surgir e desaparecer as personagens.
Realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

Foto: Rafael Saes