ÚLTIMA SEMANA PARA INSCRIÇÕES no I Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

As inscrições para o I Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz vão até o dia 20 de junho pelo e-mail terreira.oinois@gmail.com com envio de carta de intenção e currículo do proponente. Em sintonia com o teatro independente latino-americano e dos principais grupos europeus, o Ói Nóis Aqui Traveiz realiza o seu I Laboratório Aberto para partilhar – com atores, pesquisadores e estudantes de artes cênicas do Brasil e de outras partes do mundo – a pesquisa e o trabalho continuado realizado pela Tribo nesses quarenta e um anos. Como já é comum em diversos países, Porto Alegre receberá de 30 de junho a 21 de julho artistas interessados em realizar uma imersão na poética da Tribo. Durante três semanas os artistas selecionados vivenciarão a metodologia de criação e treinamento desenvolvida pelo grupo por meio de oficinas, seminários, filmes e espetáculos teatrais. Os seminários, filmes e espetáculos teatrais serão abertos ao público em geral com entrada franca.
O Labo…

Ói Nóis na ABRACE!


A atuadora Marta Haas participou do IX Congresso da ABRACE - Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas / Poéticas e estéticas descoloniais: artes cênicas em campo expandido, que aconteceu na Universidade Federal de Uberlândia (MG), de 11 a 15/11/2016.

Ela apresentou a comunicação intitulada “Resistência à colonialidade nas práticas artísticas e pedagógicas dos grupos Yuyachkani e Ói Nóis Aqui Traveiz” no GT de Etnocenologia. Marta Haas, além de atuadora do Ói Nóis, é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS, com orientação do Prof. Dr. Gilberto Icle.

A comunicação discute o modo como a prática artística e pedagógica do Grupo Cultural Yuyachkani (Peru) e da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Brasil) resiste à colonialidade dos saberes e das relações de poder. Demonstra-se como essa resistência à colonialidade participa na constituição de sujeitos e subjetividades, uma vez que produz saberes que ensinam modos de ser e estar na cultura e na época em que se vive. Evoca-se a independência e a potência do local e do emergente frente aos imperativos universalizantes e hierárquicos. Problematiza-se o trabalho desses grupos latino-americanos a partir da descentralização e da democratização dos saberes, contrapondo-se ao poder hegemônico e produzindo subjetividades autônomas.

ABRACE