ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 2]

    Com um mês de atividades o Teatro Ói Nóis Aqui Traveiz foi interditado pela Secretaria de Segurança. Aí começou uma longa campanha pela reabertura do teatro. O fechamento agravou a situação econômica do grupo e a saída de alguns dos seus integrantes. Para vencer a crise o grupo buscou outros espaços para encenar o seu espetáculo. Também é o momento em que o grupo começou a compartilhar as suas experiências através de uma oficina de teatro. E é principalmente com os jovens desta oficina que criou a montagem de “A Bicicleta do Condenado”, do espanhol Fernando Arrabal: um preTexto para a reVolta do Ói Nóis Aqui Traveiz. Durante o processo de criação integrantes do grupo foram presos em manifestações contra a ditadura. Essa experiência de repressão e violência foi canalizada para a cena. A reabertura do Teatro trouxe para a encenação uma história de opressão e horror, onde duas pessoas tentam sobreviver em um lugar comandado por uma ordem militar. Se no primeiro espetáculo o público fi

Ói Nóis na ABRACE!


A atuadora Marta Haas participou do IX Congresso da ABRACE - Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas / Poéticas e estéticas descoloniais: artes cênicas em campo expandido, que aconteceu na Universidade Federal de Uberlândia (MG), de 11 a 15/11/2016.

Ela apresentou a comunicação intitulada “Resistência à colonialidade nas práticas artísticas e pedagógicas dos grupos Yuyachkani e Ói Nóis Aqui Traveiz” no GT de Etnocenologia. Marta Haas, além de atuadora do Ói Nóis, é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS, com orientação do Prof. Dr. Gilberto Icle.

A comunicação discute o modo como a prática artística e pedagógica do Grupo Cultural Yuyachkani (Peru) e da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Brasil) resiste à colonialidade dos saberes e das relações de poder. Demonstra-se como essa resistência à colonialidade participa na constituição de sujeitos e subjetividades, uma vez que produz saberes que ensinam modos de ser e estar na cultura e na época em que se vive. Evoca-se a independência e a potência do local e do emergente frente aos imperativos universalizantes e hierárquicos. Problematiza-se o trabalho desses grupos latino-americanos a partir da descentralização e da democratização dos saberes, contrapondo-se ao poder hegemônico e produzindo subjetividades autônomas.

ABRACE