DUAS CARTAS PARA MEYERHOLD

  Carta de Henrique Saidel   Fotos de Eugênio Barboza, Lucas Gheller e Pedro Isaias Lucas Porto Alegre, inverno de 2020 Querido Meyerhold, Escrevo esta carta como quem escreve algo de muito importante, como quem escreve algo que lhe causa um tanto de medo e hesitação, como alguém que deseja escrever coisas bonitas, coisas inesquecíveis, inteligentes, coisas revolucionárias, coisas que estejam à altura da tua arte, do teu teatro, da tua vida. Escrevo esta carta depois de ter escrito “Querido Meyerhold”, ali no topo da página, há vários dias e depois de ter ficado vários dias sem escrever mais nada, apenas olhando a página em branco e pensando em todas as coisas bonitas, inesquecíveis, inteligentes e revolucionárias que eu poderia dizer para você e a teu respeito. Escrevo esta carta mais de um ano depois de ter visto (duas vezes) a peça que o Ói Nóis Aqui Traveiz fez com você no título e como personagem, e mais de dezenove ou vinte anos depois de te ler pela primeira v

Ói Nóis na ABRACE!


A atuadora Marta Haas participou do IX Congresso da ABRACE - Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas / Poéticas e estéticas descoloniais: artes cênicas em campo expandido, que aconteceu na Universidade Federal de Uberlândia (MG), de 11 a 15/11/2016.

Ela apresentou a comunicação intitulada “Resistência à colonialidade nas práticas artísticas e pedagógicas dos grupos Yuyachkani e Ói Nóis Aqui Traveiz” no GT de Etnocenologia. Marta Haas, além de atuadora do Ói Nóis, é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS, com orientação do Prof. Dr. Gilberto Icle.

A comunicação discute o modo como a prática artística e pedagógica do Grupo Cultural Yuyachkani (Peru) e da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Brasil) resiste à colonialidade dos saberes e das relações de poder. Demonstra-se como essa resistência à colonialidade participa na constituição de sujeitos e subjetividades, uma vez que produz saberes que ensinam modos de ser e estar na cultura e na época em que se vive. Evoca-se a independência e a potência do local e do emergente frente aos imperativos universalizantes e hierárquicos. Problematiza-se o trabalho desses grupos latino-americanos a partir da descentralização e da democratização dos saberes, contrapondo-se ao poder hegemônico e produzindo subjetividades autônomas.

ABRACE