A vanguarda gaúcha em ação

Marcelo Marchioro ( O Estado do Paraná, 29 de Junho de 1979)   Para todos aqueles que procuram a renovação de tudo aquilo que está de uma maneira ou outra ligada ao homem, para todos os que são suficientemente abertos para receberem novas idéias e concepções e se colocam contra qualquer tipo de estagnação, para todos os que possuem uma visão ampla e irrestrita do que seja cultura e das várias maneiras pelas quais ela se manifesta, para todos aqueles que são receptivos (se não para gostar, ao menos para analisar) às novas e válidas propostas de trabalho e têm condições de entender o que seja um espetáculo consciente e revitalizador, hoje é o último dia para assistir a “Ensaio Selvagem” às 21 horas no Teatro Universitário de Curitiba, produção do grupo gaúcho “Ói Nóis Aqui Traveiz”.   Em geral, novas propostas ou manifestações de vanguarda (principalmente quando se trata de cultura) sempre são encaradas pelo público com muitas ressalvas, especialmente por aquela grande camada tradi

Ói Nóis na ABRACE!


A atuadora Marta Haas participou do IX Congresso da ABRACE - Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas / Poéticas e estéticas descoloniais: artes cênicas em campo expandido, que aconteceu na Universidade Federal de Uberlândia (MG), de 11 a 15/11/2016.

Ela apresentou a comunicação intitulada “Resistência à colonialidade nas práticas artísticas e pedagógicas dos grupos Yuyachkani e Ói Nóis Aqui Traveiz” no GT de Etnocenologia. Marta Haas, além de atuadora do Ói Nóis, é mestranda no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS, com orientação do Prof. Dr. Gilberto Icle.

A comunicação discute o modo como a prática artística e pedagógica do Grupo Cultural Yuyachkani (Peru) e da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (Brasil) resiste à colonialidade dos saberes e das relações de poder. Demonstra-se como essa resistência à colonialidade participa na constituição de sujeitos e subjetividades, uma vez que produz saberes que ensinam modos de ser e estar na cultura e na época em que se vive. Evoca-se a independência e a potência do local e do emergente frente aos imperativos universalizantes e hierárquicos. Problematiza-se o trabalho desses grupos latino-americanos a partir da descentralização e da democratização dos saberes, contrapondo-se ao poder hegemônico e produzindo subjetividades autônomas.

ABRACE