A arte de transformar a realidade em poesia | Sebastião Milaré

No barco, sobre as Águas do Guaíba, afastando da Ilha do presídio e vendo as luzes de Porto Alegre às margens, tive a sensação de ver o passo derradeiro de um ritual sagrado. O que vivenciei na Ilha do presídio, ou Ilha das Pedras Brancas, tinha natureza própria ao ato litúrgico, mas era ato teatral. Teatro na acepção da arte que atualiza símbolos no Imaginário do espectador. E liturgia.

Não há contradição, pois no ato litúrgico o oficiante atualiza símbolos no imaginário dos fiéis. E foi isso que vivenciei naquela noite, caminhando pelas ribanceiras escuras, cheias de buracos e pedras, atrás de imagens que conduziam a inesperados ambientes, como as ruínas do antigo presídio ou a uma espécie de jardim de estátuas. Atores e atrizes surgiam da vegetação ou das trevas como gnomos. Ou sacerdotes de mítica seita, em celebração.




E o ritual, animado por cenas evocativas, assumidamente poéticas em atrito com as outras mais definidas e realistas, só terminaria no momento em que o barco apo…

Os Sinos tocaram em Montenegro!

Na última quarta feira, 23 de novembro, a Oficina Popular de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz da cidade de Canoas, apresentou o exercício cênico "Os Sinos da Candelária" no Teatro Terezinha Petry Cardona na Fundarte UERGS em Montenegro.
Com o teatro lotado, após a apresentação tivemos um bate papo sobre Teatro e Resistência e sobre o fazer teatral através da ação Teatro como Instrumento de Discussão Social, um dos projetos mais antigos e significativos dentro da vertente pedagógica da Tribo.

Confira abaixo as fotos:




















Fotos Marina Machado