O FAUSTO BRILHANTE

Rafael Baião*E ou toda beleza que não é puramente bela e necessariamente belo a menos que seja (in) completo.- Mas se é espetáculo! Logo é belo (!) (?)- Logu é belo?- Logo não era necessário discutir o belo e o logo nem se fala.- Sem muito belelego vamos ao principal: Vi o FAUSTO da Terreira, pela primeira vez, numa sexta-feira, eu acho, de 1994, setembro. Transa com beleza, a feiúra, a razão, o sentimento. Saí me perguntando se entendi ou não, ou se era claro que tinha entendido. Quis ver de novo e vi. Tinha muita gente, uma plateia receptiva e ágil.  Essa montagem do Grupo ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ é denominada missa (quem quiser, comunga). Conta a história de um sábio, Dr. Fausto, que faz um pacto com o Cujo, a fim de saciar sua sede de conhecimento. Salva-se por sua insatisfação! Tudo que Mephisto oferece – dinheiro, paixões, terras, poderes... – lhe é insuficiente. Ele ultrapassa os limites de seu cúmplice. Não se rende, não se vende; arrepende-se, transforma-se. Tran…

Desmontagem "Evocando os Mortos Poéticas da Experiência" no Meme Santo de Casa!

Nesta quarta feira, dia 25 de janeiro a atuadora Tânia Farias da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará apresentando a desmontagem "Evocando os Mortos Poéticas da Experiência" ás 21 horas, no Meme Santo de Casa (Rua Lopo Gonçalves, 176 - Cidade Baixa).

Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. Através da ativação da memória corporal, a atriz faz surgir e desaparecer as personagens, realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.

Foto Rafael Saes

Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.

Valor do ingresso R$30,00
Classificação etária: 18 anos

"É preciso aceitar a presença dos mortos como parceiros de diálogo ou destruidores de diálogos – o futuro surge somente do diálogo com os mortos".
Heiner Muller