Artistas na Rua Fora Bolsonaro - Porque derrubá-lo é Urgente!

 Culuna de Tânia Farias em Brasil de Fato . Ato Fora Bolsonaro em Porto Alegre: "Há muitas ações sendo gestadas, não sairemos das ruas enquanto não derrubarmos o genocida do poder" - Foto: Mari Martinez A clareza de que Bolsonaro hoje é mais letal que o vírus fez com que perdessem o medo "É preciso estancar essa sangria!!! Um homem sem juízo e sem noção não pode governar essa nação!" Essas são algumas das frases da canção de Zeca Baleiro, entoada pelo movimento Artistas pelo Impeachment, que reúne artistas de todo o país. O clipe “Desgoverno” tem claramente incomodado os ainda apoiadores do governo genocida e corrupto de Bolsonaro, Mourão e os militares. A população, atingida pelo descaso e pela fome, tem saído as ruas. A clareza de que Bolsonaro hoje é mais letal que o vírus fez com que perdessem o medo. Nesse caldo e ação estamos também nós, os artistas e trabalhadores da cultura

"A Mais Valia Vai Acabar seu Edgar" reestreia neste domingo na Redenção!

Teatro de Rua!

No próximo domingo, 26 de março, às 16 horas, no parque da redenção (PRÓXIMO AO COLÉGIO MILITAR), a Oficina de Teatro de Rua - Arte e Política, da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo reestreia o exercício cênico “A Mais Valia Vai Acabar seu Edgar”. 


O exercício cênico é uma livre adaptação da peça escrita por Odulvado Vianna Filho, em 1960, “A Mais-Valia Vai Acabar, Seu Edgar!”. O texto apresenta de forma didática e cômica nosso sistema econômico do subdesenvolvimento trazendo para cena “personagens tipos” representando categorias sociais como Os Desgraçados-D1, D2, D3, D4, que são os operários, Os Capitalistas- C1, C2, C3, que são os patrões, personagens que sustentam o sistema como os Economistas, os Feirantes, O Vendedor, e os que também são oprimidos por ele como “Os Barbeiros” e “Anitinhazinha”, entre outros.


No desenrolar, os Desgraçados passam a questionar-se sobre sua situação de explorado e saem em busca de respostas e soluções para melhorar sua condição. Os Capitalistas, através de mentiras e trapaças tentam enganar os desgraçados, usando artifícios apelativos para desvirtuá-los e convencê-los que a felicidade depende deles serem completamente subjugados ao trabalho. Na recusa de submeter-se D4 continua investigando e acaba por descobrir por meio da “teoria da mais-valia” os motivos de serem tão miseráveis enquanto os capitalistas tem tudo o que eles constroem. Isso possibilitará a expansão da consciência dos operários, a organização/mobilização da classe e sua emancipação.

Fotos: Paula Carvalho
O grupo incorpora em sua montagem- nos elementos cênicos, músicas e falas- referência de acontecimentos políticos atuais, buscando contextualizar a nossa realidade na intenção de estimular a reflexão crítica e a atitude contestadora.
Construída forma coletiva, a encenação conta com a coordenação de Paulo Flores e no elenco os atuadores: Aline Ferraz, Arthur Haag, Daniel Steil, Daviana Maite Suárez, Gabriel Salcedo Botelho, Hariagi Borba Nunes, Helen Meieles Sierra, Jana Alichala Faias, Letícia Virtuoso, Lucas Gheller, Mayura Matos, Mariana Maciel Stedele e Tiana Godinho de Azevedo.

A Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo oferece anualmente, de forma aberta e gratuita, oficinas de iniciação teatral, pesquisa de linguagem, formação e treinamento de atores.