ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 2]

    Com um mês de atividades o Teatro Ói Nóis Aqui Traveiz foi interditado pela Secretaria de Segurança. Aí começou uma longa campanha pela reabertura do teatro. O fechamento agravou a situação econômica do grupo e a saída de alguns dos seus integrantes. Para vencer a crise o grupo buscou outros espaços para encenar o seu espetáculo. Também é o momento em que o grupo começou a compartilhar as suas experiências através de uma oficina de teatro. E é principalmente com os jovens desta oficina que criou a montagem de “A Bicicleta do Condenado”, do espanhol Fernando Arrabal: um preTexto para a reVolta do Ói Nóis Aqui Traveiz. Durante o processo de criação integrantes do grupo foram presos em manifestações contra a ditadura. Essa experiência de repressão e violência foi canalizada para a cena. A reabertura do Teatro trouxe para a encenação uma história de opressão e horror, onde duas pessoas tentam sobreviver em um lugar comandado por uma ordem militar. Se no primeiro espetáculo o público fi

Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz – Jogos de Aprendizagem 2017

Nos dias 5,6,12,13,17 e 19 de abril, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará realizando a primeira Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz Jogos de Aprendizagem do ano de 2017.

Desta vez os exercícios cênicos encenados serão “O Canto da Sereia” com a Oficina Popular de Teatro do bairro São Geraldo, orientado pela atuadora Marta Haas e “A Mais Valia Vai Acabar seu Edgar” com a Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política, com orientação do atuador Paulo Flores.

As apresentações serão na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186), sempre às 20h. Distribuição de senhas 30 min. antes de cada apresentação.
ENTRADA FRANCA!

Programação:

Dias 05, 12 e 19/04, às 20h, na Terreira da Tribo
Exercício cênico O Canto da Sereia com a Oficina de Teatro Popular do Bairro São Geraldo

Dias 06, 13 e 17/04, às 20h, na Terreira da Tribo
Exercício Cênico A Mais-Valia Vai Acabar, seu Edgar! com a Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política

A Mostra Ói Nóis Aqui Traveiz – Jogos de Aprendizagem é um compartilhamento do processo pedagógico colocado em prática pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz através dos exercícios cênicos criados nas Oficinas Populares de Teatro dentro da ação Teatro Como Instrumento de Discussão Social e da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo.

Exercício cênico “O Canto da Sereia”
Oficina Popular de Teatro do Bairro São Geraldo


O exercício cênico "O Canto da Sereia” tem a coordenação de Marta Haas, a orientação musical de Roberto Corbo e traz no elenco os oficinandos: Ademir Alves, Daniel Menezes, Diandra Tavares, Douglas Lunardi, Felipe Goldenberg, Jules Bemfica, Manoela Laitano Chaves, Márcio Leandro, Mariana Stedele, Mariliza Tavares, Miliana Sato, Natália Meneguzzi, Rafael Torres Fernandes, Savana Ferreira e Thali Bartikoskide 

 “O Canto da Sereia” é uma obra curta do dramaturgo, ator e diretor colombiano Enrique Buenaventura, fundador do Teatro Experimental de Cali. A peça se passa na época da Guerra do Vietnã e conta a história de Carlos Barbosa, um jovem sonhador que decide abandonar sua família e sua cidade, nos confins da América Latina, para ir em busca de uma vida melhor nos Estados Unidos.

Oficina Popular de Teatro do Bairro São Geraldo
A Oficina Popular de Teatro do Bairro São Geraldo existe desde 2009, quando a Terreira da Tribo mudou-se para a rua Santos Dumont. A partir de encontros semanais, o Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve no bairro um trabalho de criação de núcleo teatral. 


A Mais-Valia Vai Acabar, seu Edgar!
Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política

Fotos: Paula Carvalho

O exercício cênico "A Mais-Valia Vai Acabar, seu Edgar!” tem a coordenação de Paulo Flores, e traz no elenco os oficinandos: Aline Ferraz, Arthur Haag, Daniel Steil, Daviana Maite Suárez, Gabriel Salcedo Botelho, Hariagi Borba Nunes, Helen Meireles Sierra, Jana Alichala Farias, Leticia Virtuoso, Lucas Gheller, Mayura Matos, Mariana Maciel Stedele e Tiana Godinho de Azevedo.

Escrita em 1960 e apresentada no ano seguinte, a peça de Vianinha, por meio do humor, desenvolve a condição de explorador do capitalista e a situação de espoliado do operário, no âmbito material, moral, emocional, sexual, etc. No desenrolar do espetáculo, os operários passam a conhecer sua situação por meio da “teoria da mais-valia”, que possibilitará a tomada de consciência e a organização da classe, permitindo, no futuro, sua emancipação. As personagens são categorias sociais (os Desgraçados e os Capitalistas), que vivenciam, no palco, por intermédio de “esquetes”, situações nas quais a opressão se manifesta didaticamente. Vianinha, para tanto, lançou mão de vários recursos técnicos que desenvolvidos no teatro de agitação de Erwin Piscator, na Alemanha dos anos 20, e que hoje fazem parte da história da encenação ocidental. Procurou romper alguns dos limites estabelecidos entre palco e plateia, além de utilizar, na composição das personagens, “gestos” que se tornaram clássicos no que se refere ás proposições do “teatro épico”. Nas palavras do próprio autor “a mais-valia contém a divisão do trabalho manual e intelectual, a concentração demográfica, a guerra, a desnecessidade da existência dos outros. 


Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política
A Oficina de Teatro de Rua – Arte e Política faz parte da Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo. Aborda os princípios básicos do teatro político e popular com a perspectiva que a rua seja palco de um teatro que se assuma como um constante repensar da sociedade, motivando uma releitura da vida cotidiana.