CINECLUBE DA TERREIRA DA TRIBO COM ENTRADA FRANCA

Nos dias 25 e 26 de novembro, o CineClube da Terreira da Tribo exibe dois filmes da pernambucana Tuca Siqueira - “A Mesa Vermelha”, na segunda-feira, e “Amores de Chumbo”, na terça-feira, às 20 horas, com entrada franca, na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont 1186). As exibições fazem parte da campanha TERREIRA DA TRIBO EU APOIO!

 “Terreira da Tribo – Eu Apoio!” é uma campanha de apoio coletivo e permanente que a Tribo lançou na plataforma virtual da Benfeitoria como forma de manutenção do espaço da Terreira que completou 35 anos de existência na cidade de Porto Alegre. Mais informações em www.benfeitoria.com/terreiradatribo.



A Mesa Vermelha”, documentário, exibe depoimentos de 23 ex presos políticos no período da ditadura militar no Recife entre 1969, com a promulgação do AI 5, e 1979, com o advento da Lei da Anistia. Acompanha este documentário o debate entre os participantes,ao redor de uma mesa vermelha,sobre temas relacionados ao período da ditadura passando pelo go…

Ói Nóis Aqui Traveiz celebra 39 anos de trajetória!

Num 31 de março, um satélite artificial foi lançado para o espaço. Em um 31 de março também nasceu uma criança, morreu outra. Em um 31 de março pessoas se amaram profundamente e um terremoto assolou um país. Em um 31 de março, trinta e uma bombas foram lançadas em terras de irmãos e em um 31 de março, um presidente também foi derrubado por um golpe militar.
Em um outro 31 de março, mais precisamente no ano de 1978 surgia no sul do país um grupo de jovens inquietos que iriam através do seu teatro plantar dúvidas, sementes, desejos de transformação em corpos que por ali transitavam. Era a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e seu teatro com pedras nas veias.
Hoje, a Tribo celebra 39 anos de trajetória! Na contra mão, no contra fluxo, resistindo, (re)existindo e se reinventando!
E a luta continua!  Caliban – A Tempestade de Augusto Boal, a mais nova criação coletiva do Ói Nóis Aqui Traveiz, neste ano será a nossa voz. Estaremos nas praças, parques e ruas deste país. 
Não vamos calar! Fora Temer!
Foto Pedro Isaias Lucas
Estreia "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal em Campina Grande
Canção do não tempo de lua
Amada não me censure, se sou de pouco falar
Nem se esse pouco que falo não faz você suspirar
É tempo de vida feia, de se morrer ou matar
De sonho cortado ao meio, de voz sem poder gritar
De pão que pra nós não chega, de noite sem se acabar
Por isso não me censure, se sou de pouco falar

Criança é bonito? É
Mulher é bonito? É
A lua é bonito? É
A rosa é bonito? É
Mas criança chega a homem se a bomba quiser
A mulher só tem seu homem se a bomba quiser
Homem sonha e faz seu sonho se a bomba quiser
Não é tempo de ver lua nem tirar rosa do pé

Amada minha não chore se nunca falo de amor
Nem se meu beijo é salgado, que é beijo chorado em dor
É tempo de vida triste, de olhar o céu com pavor
De mão pro último gesto, de olhar pra última flor
De verde que era esperança trazer desgraça na cor
Por isso amada não chore se nunca falo de amor

Criança é bonito? É
Mulher é bonito? É
A Lua é bonito? É
A rosa é bonito? É
Mas criança chega a homem se a bomba quiser
A mulher só tem seu homem se a bomba quiser
Homem sonha e faz seu sonho se a bomba quiser
Não é tempo de ver lua nem tirar rosa do pé

Amada não vá embora se eu trouxe desilusão
Se aumento sua tristeza, tão triste a minha canção
É tempo de fazer tempo, de pegar tempo na mão
De gente vindo no tempo em passeata ou procissão
No mesmo passo de sonho pra bomba dizendo não!

Amada não vá embora, mudou a minha canção!

Criança é bonito? É
Mulher é bonito? É
A lua é bonito? É
A rosa é bonito? É
Pois criança vai ser homem porque a gente quer
A mulher vai ter seu homem porque a gente quer
Homem vai fazer seu sonho porque a gente quer
Vai ser tempo de ver lua e tirar rosa do pé.
Mário Lago