TRIBO DE ATUADORES ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ 44 ANOS [PARTE 19]

“Se Não Tem Pão, Comam Bolo!” tem por referência a célebre frase da rainha da França, Maria Antonieta,quando no princípio da Revolução Francesa, pressionada em seu próprio palácio pelo povo que pedia pão, pateticamente perguntou por que não comiam brioches. Encenação popular, esta fábula política recorre ao fato histórico para falar de problemas cotidianos que afligem a maioria dos brasileiros: a fome, a opressão, os desmandos do poder e a corrupção dos políticos. Os personagens são saltimbancos contadores de histórias, que de uma forma satírica e divertida cantam para o povo, nas ruas, o que a sociedade burguesa procura esconder: a luta de classes. 
    “SE NÃO TEM PÃO, COMAM BOLO!” Roteiro e direção : criação coletiva Figurinos : Arlete Cunha Adereços : Zau Figueiredo Música : Rogério Lauda Elenco : Arlete Cunha, Kike Barbosa, Rogério Lauda e Sandra Possani Intérprete em substituição : Vera Parenza Estreia : 14 de fevereiro de 1993 (Espetáculo de rua) TERREIRA DA TRIBO EU APOIO! Você

A roda gira, o palco também. Sopram os ventos e nosso pequeno “barcotribo” navega. Destino: o outro.

Maio 2017
Circuito Palco Giratório


A roda gira, o palco também. Sopram os ventos e nosso pequeno “barcotribo” navega. 
Destino: o outro.

Como tripulantes desta embarcação, sabemos que estamos em alto mar, no meio da Tempestade. Sentimos pelo ritmo apertado do passo do viajante que este mesmo mar não está para peixe. Temos a sensação de que estamos afundando. Rema! Rema!

Como tripulantes desta embarcação, sabemos que os tempos não são (e talvez nunca foram) fáceis para os sonhadores, os loucos, os apaixonados, os poetas que têm sede e fome por justiça. Sabemos também que “a influencia da estrutura é forte e que nós somos fracos/frágeis”.

Sabedores e não sabidos de tudo isso, na quarta feira passada, num dia 10, no mês que era de maio, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS) e o grupo Bando de Palhaços (RJ) se encontraram em uma pequena sala, nas dependências do Espaço Cultural – Escola SESC em Jacarepaguá. Compatilhamos o riso, a energia, o jogo, as histórias, as canções, o calor y otras cositas más.

Era o intercâmbio proposto pelo Circuito Nacional Palco Giratório acontecendo no Rio de Janeiro.
Se existe algo potente e transformador, esse algo se dá a partir do contato com o outro. O encontro.

- somos frágeis
- sim somos.

Mas ouvi dizer que “nessa batalha vence o frágil, porque o forte está rígido e podre, mas os frágeis, ah os frágeis estão flexíveis e estão vivos”.

Seguimos! Adelante! Como pequenas ilhas de desordem, que resistem. Façamos a travessia para chegar a outras ilhas hermanas. Coloquemos nossos barcos no mar. Façamos do amanhã um outro dia. E que sejam dias melhores.

Evoé!
#ForaTemer







Fotos: Pedro Isaias Lucas