ÚLTIMAS APRESENTAÇÕES DE MEIERHOLD

Meierhold”, a nova encenação coletiva da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, continua em temporada até 1 de junho. Quintas, sextas e sábados, às 20 horas, na Terreira da Tribo. “Meierhold”recebeu o prêmio Açorianos 2018 para melhor ator (Paulo Flores).Os ingressos a R$ 40,00 e R$ 20,00 podem ser adquiridos de forma antecipada via on line na plataforma Sympla (com taxas) e na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186).


“Meierhold” é uma adaptação livre de “Variaciones Meyerhold” do dramaturgo, ator e psicanalista argentino Eduardo Pavlovsky. No centro da encenação o célebre ator, diretor e teórico russo – Meierhold – cujo discurso inovador e revolucionário o transformou em um dos maiores pensadores do teatro mundial. A encenação de “Meierhold” reflete sobre o seu discurso artístico e os relaciona com momentos dramáticos de sua trajetória pessoal, envolvendo o público em uma discussão sobre o próprio papel da arte e a função do artista.
Na encenação …

O Palco Gira e a Tribo chega no Rio de Janeiro!

O Ói Nóis Aqui Traveiz segue viagem pelo Circuito Palco Giratório e desembarca no Rio de Janeiro para uma semana repleta de atividades. Estaremos apresentando o espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” e a desmontagem “Evocando  os Mortos - Poéticas da Experiência”, além de um workshop\vivência com a Tribo e um intercâmbio com grupo local. Fique por dentro da programação, em breve estaremos compartilhando por aqui mais informações. 

Confira a programação:
Todas as atividades serão realizadas no Espaço Cultural Escola Sesc em Jacarepaguá.

8 de maio das 15 às 18h30: Workshop\vivência com a Tribo
9 de maio, às 19h: Desmontagem evocando os Mortos Poéticas da Experiência
11 de maio, 16h: Caliban - A Tempestade de Augusto Boal

Paraty

13 de maio: "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal" às 16h no Largo de Sta. Rita

14 de maio: Desmontagem Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência às 20h no Sesc Silo - Paraty/Rj

Mais informações:
https://teatroescolasesc.files.wordpress.com/2017/04/clube_de_espectadores_maio_2017_web.pdf

Caliban - A Tempestade de Augusto Boal

Foto: Rogério Tosca

Impulsionada pela ideia de que “somos todos Caliban”, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz propõe nesta encenação analisar criticamente a “tempestade” conservadora que sofre atualmente a América Latina, e, especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil. A encenação é criada a partir do texto “A Tempestade” de Boal, escrita pelo autor no exílio em 1974, período em que os movimentos sociais latino-americanos sofriam uma grande derrota frente ao imperialismo estadunidense e eram terrivelmente reprimidos pelas ditaduras civil-militares. A Tribo, sem trair a sua vocação artística, quer com o seu teatro de rua instaurar a alegria e a indignação nos seus milhares de espectadores. 

Desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência”

Foto: Rafael Saes
A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.
Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.
Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011 a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. A ativação da memória corporal, fazendo surgir e desaparecer as personagens.
Realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.