MEIERHOLD NA SALA ÁLVARO MOREYRA

Meierhold, o último espetáculo da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, apresenta do dia 18 ao dia 21 de julho na Sala Álvaro Moreyra, no Centro Municipal de Cultura, sempre às 20h com entrada franca. As apresentações fecharão a mostra de repertório do grupo na programação do I Laboratório Aberto com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz – uma imersão poética na estética do grupo através de oficinas, espetáculos, filmes e seminários.

A encenação de “Meierhold” que estreou no final de 2018 na Terreira da Tribo, com o prêmio açorianos 2018 de melhor ator para Paulo Flores, parte da livre adaptação da peça da chamada dramaturgia de "micropolítica de resistência” do argentino Eduardo Pavlovsky “Variaciones Meyerhold” (2005). “Meierhold” mostra o encenador russo num tempo fora da realidade, póstumo, como um espectro que reflete sobre o seu discurso artístico e os relaciona com momentos dramáticos de sua trajetória pessoal, sujeito ao cárcere, tortura e humilhações até o seu br…

O Palco Gira e a Tribo chega no Rio de Janeiro!

O Ói Nóis Aqui Traveiz segue viagem pelo Circuito Palco Giratório e desembarca no Rio de Janeiro para uma semana repleta de atividades. Estaremos apresentando o espetáculo “Caliban – A Tempestade de Augusto Boal” e a desmontagem “Evocando  os Mortos - Poéticas da Experiência”, além de um workshop\vivência com a Tribo e um intercâmbio com grupo local. Fique por dentro da programação, em breve estaremos compartilhando por aqui mais informações. 

Confira a programação:
Todas as atividades serão realizadas no Espaço Cultural Escola Sesc em Jacarepaguá.

8 de maio das 15 às 18h30: Workshop\vivência com a Tribo
9 de maio, às 19h: Desmontagem evocando os Mortos Poéticas da Experiência
11 de maio, 16h: Caliban - A Tempestade de Augusto Boal

Paraty

13 de maio: "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal" às 16h no Largo de Sta. Rita

14 de maio: Desmontagem Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência às 20h no Sesc Silo - Paraty/Rj

Mais informações:
https://teatroescolasesc.files.wordpress.com/2017/04/clube_de_espectadores_maio_2017_web.pdf

Caliban - A Tempestade de Augusto Boal

Foto: Rogério Tosca

Impulsionada pela ideia de que “somos todos Caliban”, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz propõe nesta encenação analisar criticamente a “tempestade” conservadora que sofre atualmente a América Latina, e, especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil. A encenação é criada a partir do texto “A Tempestade” de Boal, escrita pelo autor no exílio em 1974, período em que os movimentos sociais latino-americanos sofriam uma grande derrota frente ao imperialismo estadunidense e eram terrivelmente reprimidos pelas ditaduras civil-militares. A Tribo, sem trair a sua vocação artística, quer com o seu teatro de rua instaurar a alegria e a indignação nos seus milhares de espectadores. 

Desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência”

Foto: Rafael Saes
A desmontagem “Evocando os mortos – Poéticas da experiência” refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo Ói Nóis Aqui Traveiz.
Seguindo a linha de investigação sobre teatro ritual de origem artaudiana e performance contemporânea a desmontagem de Tânia Farias propõe um mergulho num fazer teatral onde o trabalho autoral do ator condensa um ato real com um ato simbólico, provocando experiências que dissolvam os limites entre arte e vida e ao mesmo tempo potencializem a reflexão e o autoconhecimento.
Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011 a atriz deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação. A ativação da memória corporal, fazendo surgir e desaparecer as personagens.
Realizando uma espécie de ritual de evocação de seus mortos para compreensão dos desafios de fazer teatro nos dias de hoje.