A arte de transformar a realidade em poesia | Sebastião Milaré

No barco, sobre as Águas do Guaíba, afastando da Ilha do presídio e vendo as luzes de Porto Alegre às margens, tive a sensação de ver o passo derradeiro de um ritual sagrado. O que vivenciei na Ilha do presídio, ou Ilha das Pedras Brancas, tinha natureza própria ao ato litúrgico, mas era ato teatral. Teatro na acepção da arte que atualiza símbolos no Imaginário do espectador. E liturgia.

Não há contradição, pois no ato litúrgico o oficiante atualiza símbolos no imaginário dos fiéis. E foi isso que vivenciei naquela noite, caminhando pelas ribanceiras escuras, cheias de buracos e pedras, atrás de imagens que conduziam a inesperados ambientes, como as ruínas do antigo presídio ou a uma espécie de jardim de estátuas. Atores e atrizes surgiam da vegetação ou das trevas como gnomos. Ou sacerdotes de mítica seita, em celebração.




E o ritual, animado por cenas evocativas, assumidamente poéticas em atrito com as outras mais definidas e realistas, só terminaria no momento em que o barco apo…

Lista de selecionados para oficinas do V Festival de Teatro Popular - Jogos de Aprendizagem


Os selecionados deverão comparecer quinze minutos antes do início das oficinas, com uma roupa confortável para a realização de trabalho físico/prático.

Local das oficinas: Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186 - São Geraldo).

Boa oficina a todos! 

Oficina de Criação Teatral - Grupo Malayerba
Oficina teórico-prática -  19, 20 e 21 de junho, das 9h às 12h - Terreira da Tribo



Selecionados:

- Antonella Fernández Pabón
- Cláudia Machado
- Daviana Suarez
- Diandra Tavares
- Elisa Henriques
- Felipe Fiorenza
- João Petrillo
- Julia Elvira Stubrin
- Keter Atácia Velho
- Liana Aice
- Lucas Fiorindo
- Marcel Matiazi
- Márcio Leandro
- María Noelia Reda
- Mariana Stedele
- Mariliza Genesini Tavares,
- Mayura Matos
- Pacha Inca
- Patricia dos Santos Silveira
- Raphael Costa Santos
- Rebeca Menegazzo
- Roberta Millarch
- Sofía Gerboni
- Stella de Miranda
- Vinicius Huggy

O nascimento de um texto teatral até o momento em que é interpretado, considerando a memória e o imaginário do autor e também dos atores é o ponto de partida da oficina do Malayerba. Serão três dias focados nas trocas de aprendizagem, sem julgamento nem hierarquização do conhecimento. É necessário levar roupas confortáveis, para o trabalho corporal e caderno para anotações. O laboratório de criação teatral será conduzido por Gerson Guerra, Arístides Vargas e Charo Francés.


Moçambique, histórias de A a Zinco - Klemente Tsamba
Oficina teórico-prática – 22 e 23 de junho, das 9h às 12h - Terreira da Tribo



Selecionados:

- André de Jesus
- Anildo Böes
- Arthur Côrtes
- Caroline Falero
- Daniel Gustavo Oliveira Gonçalves
- Diandra Tavares
- Échelen Vaz 
- Elisa Henriques
- Fernanda de Lannoy Stürmer
- Gabriel Abrantes Sarturi 
- Keter Atácia Velho
- Liana Alice
- Lucas Fiorindo
- Marcel Matiazi
- Márcio Leandro
- Mariana Stedele
- Natália Meneguzzi
- Pâmela Cassiele
- Rebeca Menegazzo 
- Rita Rosa
- Roberta Millarch

Esta oficina percorre a história de Moçambique desde os Tempos de Gungunhana (1885) até aos dias de hoje, destacando a tradição cultural dos povos do sul, abordando os rituais, as línguas tradicionais, os ritmos, as danças, os cânticos, entre outras. O objetivo é apresentar ao Brasil as várias expressões artísticas ligadas a cultura tradicional moçambicana que são a base do teatro local e, simultaneamente desafiar o público da lusofonia, a identificar pontes em comum, base para um diálogo intercultural positivo. A oficina será dividida em dois momentos: a primeira parte será dedicada a exposição da cultura do sul de Moçambique. Na segunda parte serão desenvolvidos jogos performativos baseados no teatro comunitário africano e apresentados depois em forma de esquetes.