Violeta Parra - Uma Atuadora! No Sarau do Solar

13/agosto - Sarau Especial - 18h | Transmissão ao vivo
Tânia Farias em Violeta Parra, uma Atuadora| Latino-americana
O Sarau do Solar é realizado pela Assembleia desde 1993, quando foi inaugurada a restauração do Solar dos Câmara (Duque de Caxias, 968), construção histórica que desde então concentra a maior parte das iniciativas culturais do Parlamento gaúcho. O projeto consiste na promoção de espetáculos musicais, com entrada franca, em temporadas anuais que vão de março a dezembro. Por sua relevância para a cidade, foi agraciado por Honra ao Mérito no Prêmio Açorianos de Música 2006, concedido pela Secretaria de Cultura de Porto Alegre.Compatibilizando as expectativas de uma plateia com alto grau de fidelidade, o projeto busca alternar vertentes e tendências. Os objetivos são estimular a pluralidade da produção gaúcha e propiciar acesso universal às mais variadas expressões da cultura musical local, regional, nacional e internacional.

Chegou a vez de Brasília conhecer a história de "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal"

Primeiramente FORA TEMER!!!! DIRETAS  JÁ!!!

Nos dias 20 e 21 de julho a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará desembarcando em Brasília para mais apresentações do espetáculo "Caliban - A Tempestade de Augusto Boal" que segue percorrendo o país através do 20º Palco Giratório.

As apresentações serão nos dias 20 e 21.07, às 12h30 na Praça Central do Setor Comercial Sul – Praça do BRB.

Foto: Antônio Garcia Couto

Quando a gente se depara com o teatro de rua do Ói Nóis Aqui Traveiz experimentamos tantas sensações que ao final da peça estamos completos. São cheiros, cores, sons, cenografias, adereços, maquiagens e figurinos únicos, que só eles sabem fazer. Os personagens entram e saem de cena em plena rua como se estivéssemos dentro de um teatro com coxia, cortinas e camarins, tamanha intimidade que o grupo tem com esse tipo de teatro. Numa cena estão todos lá, atuando e, do nada, surgem eles com outro figurino, outra cor, outro cheiro, outra estética. Em Caliban - A Tempestade de Augusto Boal, o grupo encena a onda conservadora que nos assola, onde estão claros os retrocessos dos direitos sociais e a resistência possível do povo. Nessa história com início, meio e fim, estão os elementos que marcam a trajetória de 39 anos desse grupo singular.

Seu estilo está muito presente no novo espetáculo, embora seja totalmente diferente dos demais. 

A montagem, não por acaso, está hiperconectada com nossa realidade atual: se vale da versão de Augusto Boal, escrita no exílio na Argentina em 1974,  de "A Tempestade" de Shakespeare, para abordar os acontecimentos da América de hoje e seus colonizadores habituais. Sob a ótica do oprimido "Caliban" vemos as alegorias do poder, as tramas, as traições e o povo, como sempre, sofrendo as consequências da ganância do imperialismo. Tudo contado com máscaras, bonecos, pernas de pau, dança, música e atuações impecáveis. E já que "somos todos Caliban", fica a dica: não percam este espetáculo, pois ali na rua, durante a encenação do Ói Nóis, está exposta nossa alma latino-americana.

Bebê Baumgarten
(texto postado originalmente no site CENICAS)


Impulsionada pela ideia de que “somos todos Caliban”, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz propõe nesta encenação analisar criticamente a “tempestade” conservadora que sofre atualmente a América Latina, e, especialmente o grande retrocesso nos direitos sociais e na luta pela autonomia econômica, política e cultural que vivemos no Brasil. A encenação é criada a partir do texto “A Tempestade” de Boal, escrita pelo autor no exílio em 1974, período em que os movimentos sociais latino-americanos sofriam uma grande derrota frente ao imperialismo estadunidense e eram terrivelmente reprimidos pelas ditaduras civil-militares. A Tribo, sem trair a sua vocação artística, quer com o seu teatro de rua instaurar a alegria e a indignação nos seus mi